Grupo G da Copa do Mundo: O que você precisa saber sobre Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia
Os remanescentes da famosa geração belga chegam para sua última Copa do Mundo neste ano com muito menos expectativa do que nos últimos dois torneios, mas acabaram caindo em um grupo em que se classificar é obrigação, já que Egito e Irã ainda tentam se reencontrar (por diferentes motivos) e a Nova Zelândia é uma das equipes mais fracas da competição.
Bélgica e Egito fazem a primeira partida do grupo no domingo (15), às 16h (horário de Brasília), em Seattle. Às 22h (horário de Brasília) do mesmo dia, Irã e Nova Zelândia fecham a rodada inicial em Inglewood, na sede de Los Angeles.
Conheça mais sobre os times do Grupo G da Copa do Mundo.
Confira também a análise dos outros grupos da Copa do Mundo 2026: Grupo A | Grupo B | Grupo C | Grupo D | Grupo E | Grupo F
BÉLGICA
- Técnico: Rudi Garcia
- Capitão: Youri Tielemans
- Como se classificou: Líder do Grupo J das Eliminatórias Europeias
- Participações em Copa: 15
- Melhor participação: Terceiro lugar (2018)
- Desempenho na última participação: Fase de grupos (2022)
O que você precisa saber sobre a Bélgica
Com a queda precoce no Mundial do Catar, a seleção belga começou o ciclo com Domenico Tedesco, porém, as polêmicas com os medalhões do elenco afetaram o desempenho dentro de campo. Thibaut Courtois perdeu a braçadeira de capitão por desentendimentos com o treinador em 2023 e não foi convocado para a Eurocopa no ano seguinte. Como retaliação, o goleiro se recusou a vestir a camisa do país enquanto ele fosse mantido no cargo.
Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku também fizeram críticas públicas às táticas de Tedesco em meio às atuações pouco convincentes. Embora a Bélgica tenha feito campanha invicta nas Eliminatórias para o principal torneio da Uefa, a classificação acidentada ao mata-mata da Euro em uma chave com Romênia, Eslováquia e Ucrânia, assim como a eliminação nas oitavas de final para a França, marcaram o ponto de ruptura entre os líderes da seleção e a comissão técnica.
O desastre foi ainda maior na Liga das Nações no grupo composto por França, Itália e Israel. A seleção belga acumulou tropeços e, em janeiro de 2025, Domenico Tedesco foi demitido. García assumiu com a missão de evitar o rebaixamento da divisão A contra a Ucrânia. Mesmo na fogueira, o francês foi bem sucedido no playoff do torneio, contando com o retorno de Courtois.
Já nas Eliminatórias para a Copa, a Bélgica deixou os bastidores turbulentos no passado e foi dominante no grupo composto por País de Gales, Macedônia do Norte, Cazaquistão e Liechtenstein, por mais que o futebol apresentado não tenha sido tão vistoso assim. E o que ajuda a explicar as oscilações da seleção são os frequentes problemas físicos dos craques remanescentes, que já não vivem seu auge, enquanto a nova safra ainda não atingiu todo seu potencial.
O que esperar da Bélgica
A seleção belga desembarca na América do Norte sem pretensões muito altas. Como o próprio Rudi García admitiu em coletiva recente, a meta é chegar ao mata-mata. E no Grupo G da Copa doMundo,o ao lado de Egito, Irã e Nova Zelândia, não há desculpas para uma eliminação precoce. Contudo, dos 16-avos-de-final em diante, depende de quem entrar no caminho da equipe, mas a tendência é que a campanha não vá tão longe.
Com exceção do camisa 1, o sistema defensivo da Bélgica não transmite a mesma confiança dos tempos de Toby Alderweireld, Vincent Kompany, Thomas Vermaelen e Jan Vertonghen. Kevin De Bruyne teve grave lesão muscular no Napoli em outubro de 2025 e só voltou a jogar em março. Romelu Lukaku, seu companheiro de time na Itália, machucou ainda na pré-temporada e só fez sete partidas em 2025/26. Portanto, se os demais não assumirem a responsabilidade, a seleção ficará a ver navios.
Escalação provável da Bélgica (4-2-3-1): Thibaut Courtois; Timothy Castagne, Nathan Ngoy, Arthur Theate, Maxim De Cuyper; Amadou Onana, Youri Tielemans; Alexis Saelemaekers, Kevin De Bruyne, Jeremy Doku; Charles De Ketelaere
Destaque
Com o fim da geração de ouro belga, Jeremy Doku é o atual protagonista da seleção e grande esperança para o futuro. O atacante evoluiu exponencialmente sob o comando de Pep Guardiola no Manchester City, deixando de ser conhecido apenas por sua velocidade. Agora, também causa impacto no último terço graças aos cruzamentos e finalizações precisas.
Ponto de desafogo da Bélgica, Doku é quem receberá a maioria das bolas no ataque para buscar situações de 1 x 1. Além de ser um driblador nato, o ponta também puxará a marcação adversária, o que abre espaços para os companheiros avançarem e concluírem. Diante de defesas fechadas, o craque belga tem a capacidade de destravar partidas.
Fique de olho
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A grande novidade da seleção belga para o Mundial é Matías Fernández-Pardo, que só entrou no radar do comandante francês em maio, às vésperas da convocação final. Nascido na capital Bruxelas, o atacante também possui nacionalidade espanhola e havia declarado que sua prioridade era defender a seleção de Luis de la Fuente. Só que o convite nunca veio e ele acabou atendendo o chamado de seu país natal.
Fernández-Pardo surgiu nas categorias de base do Gent e jogou pelas seleções juniores da Bélgica. Em agosto de 2024, o ponta-esquerdo se juntou ao Lille, onde passou a pisar mais dentro da grande área. Com velocidade, capacidade no drible e o oportunismo como identidade, o jogador de 21 anos superou Loïs Openda, da Juventus, na disputa por uma vaga na Copa e pode ser uma solução alternativa ao ataque. Em 2025/26, foram oito gols e cinco assistências em 29 partidas.
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EGITO
- Técnico: Hossam Hassan
- Capitão: Mohamed Salah
- Como se classificou: Líder do Grupo A das Eliminatórias Africanas
- Participações em Copa: 4
- Melhor participação: Fase de grupos (3 vezes)
- Desempenho na última participação: Fase de grupos (2018)
O que você precisa saber sobre o Egito
O Egito confirmou sua classificação para a Copa do Mundo com uma campanha dominante nas Eliminatórias Africanas. A seleção terminou na liderança do Grupo A, à frente de Burkina Faso, Serra Leoa, Guiné-Bissau, Etiópia e Djibuti, somando 26 pontos de 30 possíveis, fruto de oito vitórias e dois empates.
Principal nome da seleção, Mohamed Salah teve papel decisivo na classificação. O ex-atacante do Liverpool balançou as redes nove vezes e liderou um Egito que tenta recuperar espaço entre as principais forças do futebol internacional. Com 67 gols pela seleção, ele está a dois gols de igualar o técnico Hossam Hassan, atual maior artilheiro da história do país.
O Egito deixou uma impressão muito ruim na mais recente Copa Africana de Nações, usando uma linha de cinco na defesa e baixando muito seus blocos, indo basicamente contra o que a maioria dos times egípcios que tiveram sucesso na competição pregavam e também não realizando a qualidade que a equipe tem.
Já na Data Fifa de março, Hassan descartou a linha de cinco na defesa, armou o time em um 4-2-3-1 e teve bastante sucesso, empatando com a Espanha (0 a 0) e goleando a Arábia Saudita (4 a 0).
O que esperar do Egito
Com um elenco competitivo e liderado por Mohamed Salah, o Egito aparece com boas possibilidades de brigar por uma vaga no mata-mata. A seleção africana tem qualidade para equilibrar forças com a Bélgica e surge como favorita em confrontos contra Irã e Nova Zelândia.
Basta saber se Salah está saudável o suficiente para atuar e qual Egito vai aparecer. O que foi extremamente defensivo na Afcon e não chegou longe ou o que foi muito bem nos amistosos de março? O segundo tem mais chances de finalmente se classificar ao mata-mata em um grupo em que eles devem ser os favoritos em dois dos três jogos.
Provável escalação do Egito (4-3-3): Mohamed El-Shenawy, Mohamed Hany, Yasser Ibrahim, Hamdy Fathy e Ahmed Fatouh; Marwan Attia, Mohanad Lasheen, Emam Ashour; Mohamed Salah, Trézeguet e Omar Marmoush
Destaque
Dispensando apresentações, Mohamed Salah segue como o grande rosto da seleção egípcia. Há anos, o ex-atacante do Liverpool ocupa o papel de principal referência técnica e símbolo de uma geração que recolocou o Egito entre os protagonistas do futebol africano.
Mesmo sem contar com um dos elencos mais fortes da história do país, Salah teve participação decisiva no retorno egípcio à Copa do Mundo em 2018, encerrando um jejum de 28 anos longe do torneio. A campanha, porém, acabou impactada pela lesão no ombro sofrida pelo atacante na final da Liga dos Campeões daquele ano, contra o Real Madrid, problema que limitou sua condição física durante o Mundial da Rússia.
Quatro anos depois, o roteiro foi ainda mais duro. O Egito ficou fora da Copa de 2022 após a derrota nos pênaltis para Senegal na repescagem africana, em uma disputa marcada pela cobrança desperdiçada por Salah. Agora, em 2026, o camisa 10 terá mais uma oportunidade de deixar sua marca e tentar conduzir o Egito a uma campanha inédita na história do Mundial.
Fique de olho
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À sombra de Mohamed Salah e Omar Marmoush, Ibrahim Adel desponta como uma das peças mais interessantes do ataque egípcio. O ponta do Nordsjælland ganhou visibilidade internacional durante os Jogos Olímpicos de 2024 e aparece como um dos raros jogadores do elenco capazes de oferecer explosão, drible e imprevisibilidade no último terço do campo.
Embora ainda não tenha lugar assegurado entre os titulares, o atacante surge como uma arma importante para mudar partidas. Com velocidade, objetividade e facilidade para atacar espaços, Ibrahim Adel pode ser um trunfo vindo do banco em jogos mais travados.
IRÃ
Técnico: Amir Ghalenoei
Capitão: Mehdi Taremi
Como se classificou: Líder do Grupo A da 3ª fase das Eliminatórias Asiáticas
Participações em Copa: 7
Melhor participação: Fase de grupos (7 vezes)
Desempenho na última participação: Fase de grupos
O que você precisa saber sobre o Irã
Sob o comando de Amir Ghalenoei, que faz a sua segunda passagem à frente da Equipe de Melli, o Irã vive um momento mais sólido. No entanto, a abordagem do treinador ainda gera questionamentos devido à dependência de jogadores mais experientes (que devem fazer a sua última Copa neste ciclo).
A seleção ainda vai deixar em casa um veterano de Copa do Mundo. O atacante Sardar Azmoun ficou de fora da convocação por uma foto ao lado do governante de Dubai, Mohammed bin Rashid Al Maktoum, em meio a um momento de forte tensão política envolvendo o Irã.
Há também uma insatisfação com relação à abordagem do jogo da seleção, que valoriza a solidez defensiva. Há uma expectativa no país de que o Irã apresente um jogo mais ofensivo durante a Copa do Mundo, priorizando os contra-ataques.
A principal formação utilizada pelos iranianos durante as Eliminatórias da Copa foi o 4-2-3-1. Já nos amistosos da Data Fifa de março, Ghalenoei esboçou uma opção mais defensiva com um 3-6-1 contra a Nigéria, em uma derrota por 2 a 1, e outra mais ofensiva contra a Costa Rica, com apenas um meia mais defensivo e dando espaço para seus atacantes brilharem, acabando em uma goleada por 5 a 0 a favor dos asiáticos.
O que esperar do Irã?
Apesar das participações frequentes em Copas do Mundo, o Irã ainda vive sob o tabu de nunca ter avançado à fase de mata-mata na competição.
Para além do campo, o país vive a tensão em disputar o torneio durante a guerra no Oriente Médio, iniciada com ataques lançados por Israel e pelos Estados Unidos.
A Equipe de Melli chegou a ter membros da delegação com o visto negado nos Estados Unidos e no Canadá. Faltando apenas 11 dias para o início do torneio, a equipe iraniana confirmou a emissão dos vistos. Mas ainda vai sofrer com logística, já que terá sua base no México e atuará em jogos nos EUA.
Escalação provável do Irã (4-2-3-1): Alireza Beiranvand, Ramin Rezaeian, Hossein Kanaanizadegan, Shoja Khalilzadeh e Ehsan Hajisafi; Saeid Ezatollahi e Amirmohammad Razzaghinia; Mohammad Mohebi, Saman Ghoddos e Mehdi Ghayedi; Mehdi Taremi.
Destaque
O principal jogador da equipe é Mehdi Taremi. Disputando a sua quarta Copa do Mundo, o atacante carrega experiência no futebol de alto nível, após passagem pela Internazionale, Porto e Olympiacos.
Ele deve ser guia no setor ofensivo com o seu faro para o gol, mas também contribuindo defensivamente.
A sua capacidade de formar jogadas também poderá fazer com que o atleta utilize um dos seus pontos fortes, as jogadas infiltradas nas costas da defesa.
Fique de olho
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Entre os jogadores que podem se destacar no Mundial pelo Irã está Mehdi Ghayedi. O atacante do Al-Nasr pode jogar em todas as posições da linha de três atrás de Tahremi na escalação titular iraniana.
Ghayedi teve uma temporada menos produtiva em 2025/26 na liga catari, contribuindo com apenas dez tentos (quatro gols e seis assistências). Mas em 2024/25, ainda pelo Kalba, ele fez 16 gols e deu sete assistências.
NOVA ZELÂNDIA
- Técnico: Darren Bazeley
- Capitão: Chris Wood
- Como se classificou: Venceu as Eliminatórias da Oceania
- Participações em Copa: 3 (1982, 2010 e 2026)
- Melhor participação: Fase de grupos (2010)
- Desempenho na última participação: Fase de grupos (2010)
O que você precisa saber sobre a Nova Zelândia
A Nova Zelândia conseguiu se classificar de forma direta via eliminatórias da Oceania e estará, pela terceira vez na sua história, disputando a Copa do Mundo.
A classificação que encerrou um jejum de 16 anos contou com um elenco formado por jovens talentos e jogadores mais experientes, que concluíram a passagem pelo torneio eliminatório de forma invicta.
Com um futebol que dá ênfase à posse de bola, o técnico Darren Bazeley tem como objetivo encerrar o tabu de eliminações nas fases de grupos.
Apesar da boa atuação nas eliminatórias, o mesmo não aconteceu durante os torneios preparatórios.
A equipe nacional disputou sete amistosos, que resultaram em um empate contra a Noruega (sem Erling Haaland) e sofrendo outras seis derrotas, duas delas para a Austrália.
Os jogos que aconteceram no mês de março deram ênfase ao período irregular do grupo. Ao todo, a seleção sofreu uma derrota por 2 a 0 para a Finlândia, mas conseguiu uma goleada por 4 a 1 sobre o Chile, garantindo o primeiro triunfo sobre uma seleção sul-americana.
O que esperar da Nova Zelândia?
A Nova Zelândia tem um caminho equilibrado no Grupo G, onde enfrentará a Bélgica, Egito e o Irã, todas melhores classificadas no ranking em comparação aos All White.
Entre os desafios da equipe comandada por Bazeley está a capacidade de armar o seu poderio defensivo sem a posse de bola.
A seleção tem como objetivo passar para a fase mata-mata pela primeira vez em sua história
Apesar de levar o título de pior seleção ranqueada pela Fifa, na 85ª colocação, há expectativa de que os neozelandeses tenham chances de brigar com o Irã e o Egito.
Para isso, a equipe precisará ser efetiva e conseguir superar a dificuldade em aproveitar as chances criadas.
Escalação provável da Nova Zelândia (4-2-3-1): Alex Paulsen; Finn Surman; Liberato Cacace; Michael Boxall; Tim Payne; Marko Stamenic; Joe Bell; Eli Just; Sarpreet Singh; Ben Old; Chris Wood.
Destaque
Com 89 jogos e 45 gols pela seleção, Chris Wood é a peça-chave da equipe, utilizando a sua agilidade e a sua boa capacidade de finalização.
Com uma longa trajetória na Premier League, tendo jogado por West Brom, Leicester, Burnley, Newcastle e agora pelo Nottingham Forest, ele é o jogador de maior destaque do elenco, que lhe rendeu a braçadeira de capitão.
Fique de olho
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Para além do veterano Wood, um jogador que pode impressionar no Mundial pela Nova Zelândia é Eli Just. O meia-atacante de 26 anos teve uma temporada de destaque em 2025/26 na Premiership escocesa.
O jogador tem como seus trunfos a agilidade, estando sempre no lugar onde precisa estar. Just marcou o gol que selou a classificação dos All Whites na Copa.
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