Copa do Mundo com 64 seleções pode ser realmente emplacada por Infantino?
Sucesso do Mundial com 48 seleções abre discussão para nova ampliação
A Copa do Mundo chegou ao fim com o título da Espanha sobre a Argentina, em uma vitória emblemática com gol de Ferran Torres já na prorrogação e, além do bicampeonato espanhol, outros desfechos foram respostas importantes para a Fifa. O novo formato, com 48 seleções, cessou as críticas prévias à ampliação e abriu precedentes para a admissão de mais vagas.
O Mundial possuiu um formato consolidado por 24 anos, com 32 seleções classificadas e espalhadas em oito grupos. Com a adição de outras 16 nações para 2026. Para a Fifa, um resultado bastante positivo, com médias de público mais altas, maior diversidade de culturas, mais jogos em um geral, classificações inéditas ao mata-mata e, consequentemente, maior movimento da economia de México, Canadá e, principalmente, Estados Unidos. Infantino deve ser re-eleito presidente, sem candidato de oposição, nas eleições do ano que vem da entidade, segundo a “BBC”.
Espanha em 2030: Roja pode ter reformulação em posições chave para a Copa do Mundo em casa
Diante do sucesso do plano inicial, Gianni Infantino, presidente da Fifa, reforçou, em entrevista ao portal suíço “Bluewin”, que a possibilidade de aumentar o torneio ainda mais existe e será discutida, o que significaria abrir outras 16 vagas pelo mundo sob o argumento de democratizar o acesso à Copa do Mundo para além de Europa e América do Sul.
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Ampliação da Copa do Mundo faria sentido para 2030?
Assim como foi discutido no momento em que se abriu a possibilidade de ampliar de 32 para 48 seleções para esta Copa do Mundo, muitos argumentos jogavam contra a mudança, principalmente pelo nível técnico e logística.
No entanto, a prática mostrou que as preocupações foram em vão. A competitividade dos países envolvidos surpreendeu, como o Paraguai, a República Democrática do Congo e Cabo Verde, que foram ao mata-mata. A edição 2030 vai marcar os 100 anos da Copa do Mundo.
Para receber 64 seleções, a extensão do paí-sede e estádios disponíveis também precisa ser considerada. O formato com 48 nações foi testado em um Mundial com três sedes, enquanto que em 2030 serão seis, já contando os jogos pontuais no Uruguai, Argentina e Paraguai. Proporcionalmente, a próxima Copa, que será disputada em sua maioria em Portugal, Espanha e Marrocos, poderia atender à nova ampliação, mas há uma outra vertente sobre afirmação do modelo atual.
Enquanto a Conmebol quer mais jogos e vagas, com Alejandro Domínguez, presidente da confederação, colocando-se à disposição para manejar os hipotéticos novos quatro grupos, a Uefa, do presidente Aleksander Ceferin, teria descartado a proposta, principalmente pela forma que as Eliminatórias tomariam. A Confederação Asiática e a Concacaf também são contra. Ou seja, há um impasse para 2030.
Nesta segunda-feira (26), Domínguez publicou um vídeo em suas redes sociais sobre o próximo Mundial, citando possíveis 64 participantes. A Fifa foi procurada pela Trivela e respondeu que, desde março de 2025, a entidade avalia essa possibilidade, mas, desde então, nada mudou.
“O próximo se joga em casa! Em 2030 vem o Mundial do Uruguai, Argentina e Paraguai, Uma grande oportunidade para o futebol, para celebrar o Centenário da Copa do Mundo com uma competição com 64 equipes”
As 64 classificadas resolveriam uma questão bastante abordada neste Mundial, por conta do mecanismo de classificação dos terceiros colocados. Assim, o número de grupos subiria de 12 para 16 e apenas os dois primeiros de cada chave avançariam. Além disso, com mais participantes, haverá mais receita, um desejo de Infantino.
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