Espanha em 2030: Roja pode ter reformulação em posições chave para a Copa do Mundo em casa
Com geração talentosa e pouco envelhecida, seleção espanhola pode manter legado de título mundial de 2026 em vários setores
A Espanha campeã mundial sobre a Argentina neste domingo (19) veio com uma atuação de absoluto controle, que é marca de seu futebol. Para dominar tanto, precisa de um meio-campo acima da média, como foi o formado por Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo, mesmo trio do título da Eurocopa há dois anos.
Ao mirar o futuro, porém, dá para dizer que pode ser o setor que mais precise de uma reformulação no próximo Mundial, em 2030, quando terá a maioria dos jogos em território espanhol, dividindo a sede com Marrocos e Portugal — além de uma partida em Paraguai, Argentina e Uruguai.
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Rodri, Ruiz e Olmo manterão o alto nível depois dos 30?
Tanto Rodrigo, melhor jogador da Copa, quanto Ruiz têm 30 anos. O volante do Manchester City, que sofreu uma grave lesão ligamentar em 2024, tem uma carreira como extraclasse na posição e não é impossível imaginá-lo em mais um Mundial. Sergio Busquets, ídolo espanhol e da mesma função, fez sua última Copa justamente aos 34.
Para Fabián, um jogador mais físico, de chegada à área e condução, pode ser mais difícil se manter no mesmo nível, ainda mais por seu histórico de lesões musculares recentes — na última temporada passou mais de quatro meses fora por problemas físicos.
Já Olmo, atualmente com 28, pode chegar à próxima Copa ainda importante, mas talvez não no Barcelona, onde a todo momento emerge uma nova joia no meio-campo. Mikel Merino está na mesma idade de Rodri e Ruiz, o que pode complicar sua presença pelo tanto de talento que a Espanha, por seu legado na posição, revela.
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Presentes nesta Copa, Pedri tem apenas 23 anos; Pablo Gavi, 21; e Martín Zubimendi, de perfil mais próximo ao de Rodri, 27. Fermín Lopez (23, só fora do Mundial por lesão), Marc Bernal (18), Pablo Barrios (23), Thiago Pitarch (18) e Nico González (24) são alguns dos nomes que devem emergir para o ciclo até 2030.
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Ataque continuará com Lamine Yamal como craque
Aos 19 anos e campeão do mundo, Lamine Yamal deve ter no mínimo mais três Copas do Mundo liderando tecnicamente a equipe.
As companhias dele nos lados do ataque não devem mudar muito do que foi neste Mundial, pois Alex Baena (25), Nico Williams (24), Víctor Muñoz (23) e Yéremy Pino (23) têm condições de estarem no Mundial em casa. Entre quem ficou de fora da lista final, chamam atenção nomes como Alberto Moleiro (22) e Jesús Rodríguez (20).
A dúvida fica para a posição de centroavante, que deve continuar com o herói Ferran Torres (26) como opção, mas precisa da manutenção do alto nível de Mikel Oyarzabal (hoje com 29) e precisará achar outro reserva (Borja Iglesias tem 33).
Seleção espanhola tem goleiro para muitos anos; defesa há dúvidas
Unai Simón (29 anos), eleito melhor goleiro da Copa, já era contestado por seu nível antes do Mundial e deve perder a posição nos próximos anos para Joan García, talentoso e jovem, 25 anos, pronto para ser dono da meta da Fúria por muito tempo. David Raya, com 30, também pode continuar sendo chamado pela longevidade da posição.
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Na zaga, é natural imaginar que Aymeric Laporte, aos 32, dê espaço para outros nomes, como Marc Pubill (23), Eric García (25) e Dean Huijsen (21), que nem foi chamado. Pau Cubarsí, de 19, continuará como pilar.
Nas laterais, há muitas questões. O esquerdo Marc Cucurella, mesmo com 27 anos, havia prometido que iria se aposentar da seleção caso conquistasse a Copa do Mundo. A ver se cumprirá. Seu reserva tem sido Alejandro Grimaldo, de 30, mas a posição teve várias boas opções fora da Copa, casos de Álvaro Carreras, Alejandro Balde, Carlos Romero e Miguel Gutiérrez.
Na direita, Pedro Porro (26) tende a continuar com seu status; Marcos Llorente, aos 31, precisa continuar desempenhando para ver se terá condições, porque Daniel Carvajal, por exemplo, já não tem espaço aos 34 anos. Em comparação com a lateral esquerda, tem menos opções para o futuro, tendo garotos como promessas — Iván Fresneda, 21, e Héctor Fort, 19.
Claro que é tudo exercício de futurologia. Em quatro anos, muitas coisas podem mudar, lesões acontecerem e talentos que nem estão no radar atualmente se consolidarem. Ainda tem o fator de que o europeu leva em conta o ciclo de dois anos, não de quatro, como ocorre na América do Sul.
A Eurocopa vale muito para as seleções do velho continente. Tanto que o técnico Luis de la Fuente só tem contrato até o fim da próxima edição, em 2028, disputada no Reino Unido e na Irlanda. O comandante supervencedor pode optar por mudar pouco até o torneio. Depois, com ele ou outro, promover maiores reformulações no time.