Copa do Mundo 2026

Copa do Mundo 2030: onde vai ser, possíveis datas, quantas seleções e estádios do próximo Mundial

Futuras edições do Mundial contarão com criação de cidades e estádio com capacidade superior a 100 mil pessoas

A Copa do Mundo 2026 está na reta final e tem torcedor se perguntando sobre a próxima edição, em 2030. A bola da vez nos bastidores da Fifa é a possibilidade real de vermos um Mundial com impressionantes 64 seleções participantes a partir da próxima edição.

O Mundial será disputado em EspanhaMarrocos e Portugal, seguindo o modelo de três países. O trio apontou 20 estádios, distribuídos em 18 cidades.

Possíveis estádios e datas da Copa do Mundo 2030

Lisboa, Portugal, Cidade do Futebol – Bewerbung um die FIFA Fussball-Weltmeisterschaft 2030, Fernando Gomes Präsident (F
Evento da Copa do Mundo de 2030. Foto: IMAGO HMBMedia

Três estádios são considerados para receber a abertura e a final da Copa do Mundo 2030. As federações de Espanha e Marrocos estão em disputa para quem vai sediar a final: Santiago Bernabéu, em Madri, e o Grande Estádio Hassan II, em Casablanca estão na disputa. O campo marroquino ainda está em construção e tem como projeto se tornar a maior arena do torneio, com capacidade para 115 mil pessoas.

Para além da megaestrutura, o Estádio Adrar, Estádio de Fez, Estádio de Marrakech, Estádio Príncipe Moulay Abdellah e o Estádio Ibn Batouta também estão previstos para receber partidas.

A Espanha deve ter onze sedes que receberão jogos da competição. Inicialmente, Anoeta; Camp Nou; Gran Canária; La Cartuja; La Rosaleda; Metropolitano; Nova Romareda; Estádio RCDE; Riazor; San Mamés e Santiago Bernabéu tinham se candidatado. Apesar disso, devido às exigências da Fifa, Málaga, Gijón e La Coruña retiraram suas respectivas candidaturas. Vigo e Valencia se postularam para substituir o trio desistente.

Portugal, que vai receber pela primeira vez jogos de um Mundial, definiu o Estádio da Luz, Estádio do Dragão e o Estádio José Alvalade onde as partidas serão disputadas no país. São os estádios, respectivamente, de Benfica, Porto e Sporting.

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Por que a Copa do Mundo 2030 terá jogos na América do Sul?

Federico Valverde em atuação pela seleção do Uruguai na Copa do Mundo (Foto: IMAGO / Sports Press Photo)
Federico Valverde em atuação pela seleção do Uruguai na Copa do Mundo (Foto: IMAGO / Sports Press Photo)

Ainda em 2030, três jogos serão realizados em países sul-americanos em comemoração ao centenário da primeira edição da competição. A primeira Copa aconteceu em 1930, no Uruguai. As partidas ocorrem uma semana antes do início do Mundial.

Os países escolhidos para receber os confrontos são ArgentinaParaguai e Uruguai. O último, inclusive, foi sede da primeira edição da Copa do Mundo, em 1930.

O evento comemorativo acontecerá no estádio Centenário, em Montevidéu, no dia 8 de junho, além dos jogos no Estádio Nacional do Paraguai e no Monumental, na Argentina.

Veja as prováveis datas da Copa do Mundo 2030:

Sábado e domingo, 8 e 9 de junho de 2030: cerimônia de comemoração do centenário e primeiras partidas do Uruguai em Montevidéu, Argentina em casa e Paraguai em casa.

Quinta e sexta-feira, 13 e 14 de junho de 2030: cerimônia de abertura e jogo(s) de abertura da Copa do Mundo Fifa 2030.

Sábado e domingo, 15 e 16 de junho de 2030: primeiras partidas das demais seleções dos grupos do Uruguai, Argentina e Paraguai.

Sexta e sábado, 21 e 22 de junho de 2030: segundas partidas de todas as seleções dos grupos do Uruguai, Argentina e Paraguai.

Domingo, 21 de julho de 2030: final da Copa do Mundo 2030.

Copa do Mundo com 64 participantes?

Sadio Mané, astro de Senegal (Foto: IMAGO / PMEimages)
Sadio Mané, astro de Senegal (Foto: IMAGO / PMEimages)

Segundo Infantino, essa é uma questão que será examinada e discutida detalhadamente pelos comitês competentes da Fifa após a conclusão do torneio de 2026, reforçando sua filosofia de que o torneio deve ser verdadeiramente global e “organizado para o mundo todo, não apenas para a Europa e América do Sul”.

A defesa de Infantino por um torneio maior se ancora no desenvolvimento do futebol em mercados historicamente periféricos. Para ele, dar chance a nações menores mantém vivo o incentivo para que evoluam.

Um dos maiores apelos técnicos para a expansão para 64 seleções é a correção de falhas esportivas observadas no modelo de 48 equipes. Em 2026, a classificação dos oito melhores terceiros colocados gerou assimetrias e reclamações de falta de isonomia. Países como Escócia e Coreia do Sul jogaram mais cedo na última rodada e entraram em campo às cegas, sem saber o placar exato de que precisavam para avançar.

Por outro lado, Senegal enfrentou o Iraque já sabendo que precisava de uma goleada por 5 a 0 para garantir a vaga. Com um formato de 64 seleções, essa distorção acabaria: seriam 16 grupos de 4 equipes, onde os dois primeiros avançariam diretamente para a fase de mata-mata (iniciando nos 16-avos de final), extinguindo totalmente a polêmica vaga por índice técnico de terceiros colocados.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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