Eurocopa

Edição por edição, a história completa da Eurocopa (1960-2016)

Aproveitamos a nova edição da Eurocopa para republicar nosso especial sobre todas as edições do torneio

Este texto faz parte do Guia da Euro 2020.

A Eurocopa não é o torneio de seleções mais tradicional do mundo. Outras competições talvez tenham uma história mais longa. Por exemplo, a Copa América, iniciada em 1916, para não falar da própria Copa do Mundo. Sem contar que, algumas vezes, técnica não foi o forte de determinadas edições da Euro.

Todavia, durante sua história de 60 anos, a Eurocopa construiu a merecida fama como o maior torneio continental envolvendo seleções, após os Mundiais – por fatores como as seleções que nela marcaram época (para ficar em apenas duas, a Holanda de 1988 e a França de 2000); o regulamento enxuto e compreensível (bem diferente das mudanças constantes na Copa América); e a periodicidade bem definida (início das eliminatórias logo após a Copas do Mundo, torneio final disputado em anos olímpicos, sempre assim desde 1958, até que a pandemia interferisse em 2020).

A ideia de um campeonato europeu de seleções surgiu muito antes de ser concretizada: já em 1927, o francês Henri Delaunay, secretário-geral da federação de seu país, sugeriu à FIFA, em parceria com o técnico austríaco Hugo Meisl, a fundação de uma Taça da Europa, a ser disputada simultaneamente às Copas, com eliminatórias bienais. Entretanto, a iniciativa caiu no ostracismo, tanto pela ausência de uma confederação europeia de futebol, quanto pelo temor da Fifa de que a competição esvaziasse o interesse pelos Mundiais.

Somente quando fundaram a Uefa , em 1954, a sugestão foi levada adiante. O próprio Henri Delaunay a encampou novamente, agora como secretário geral da recém-fundada entidade. Com algumas alterações no projeto inicial – como desistir da disputa concomitante com as Copas e um formato menor – e incentivos como o do jornal francês L’Équipe (por sinal, o mesmo em que trabalhava Gabriel Hanot, idealizador da Liga dos Campeões), foi questão de tempo para o torneio ser oficializado. Nem mesmo a morte de Delaunay, em 1955, retardou o desenvolvimento da ideia: seu filho, Pierre, o substituiu na secretaria geral da Uefa, sendo nomeado chefe do comitê de organização da Taça das Nações Europeias (primeiro nome da Euro).

E, em 1958, o torneio foi lançado, com as primeiras eliminatórias, para que a fase final ocorresse em 1960. Como homenagem ao pai da Euro, o troféu da competição ganhou o nome de Henri Delaunay. O formato com uma fase de grupos antes do mata-mata foi implantado em 1980. Para isso, aumentou-se o número de equipes: oito. Em 1996, a Euro cresceu para 16 participantes, e surgiram as quartas-de-final. Já em 2016, o maior número de seleções, com o novo aumento para 24 times.

Aproveitando a nova edição da Eurocopa, a Trivela decidiu republicar a história de todas as edições da Euro, em série originalmente produzida ao blog do jornalista Vitor Birner, pouco antes da edição disputada na Áustria e na Suíça em 2008 – e reeditada aqui mesmo no site em 2012. O especial foi revisto e ampliado em 2020, para descrever como o torneio de seleções do Velho Continente chegou até o ponto atual, em que atrai a atenção do mundo todo.

França 1960: A vitória é vermelha

Espanha 1964: Por muito tempo, a única

Itália 1968: Na moedinha e no repeteco

Bélgica 1972: Antecipando a (falta de) surpresa

Iugoslávia 1976: O pioneiro da cavadinha

Itália 1980: Mudanças no formato

França 1984: EurocoPlatini

Alemanha 1988: Enfim, Holanda

Suécia 1992: A penetra que virou dona da festa

Inglaterra 1996: Várias mortes lentas, uma morte súbita

Bélgica/Holanda 2000: Sorte de campeã

Portugal 2004: Seis jogos, sete gols, um título

Áustria/Suíça 2008: E era só o começo…

Polônia/Ucrânia 2012: A fúria volta a reinar

França 2016: O brilhantismo de onde menos se espera

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo