Eurocopa

Espanha 1964: Por muito tempo, a única

A fase de play-offs trouxe uma grande surpresa: a seleção de Luxemburgo, que eliminou a Holanda e avançou para as quartas de final. Nelas, a surpresa quase foi ampliada: dois empates contra a Dinamarca (3 a 3 e 2 a 2), e a decisão precisou de um terceiro jogo. Mas Ole Madsen (que fez todos os gols nos duelos contra os luxemburgueses) trouxe os daneses para a fase final, disputada na Espanha.

Os donos da casa, por sua vez, não tiveram dificuldades: numa geração comandada por Luis Suárez Miramontes (destaque da Internazionale campeã europeia naquele 1964), o time de José Villalonga contava com bons jogadores, como o goleiro José Iribar e o atacante Amancio, e eliminou a Irlanda com duas vitórias, tanto em Sevilha quanto em Dublin. A União Soviética também garantiu sem sustos a chance de tentar o bicampeonato, superando a Suécia no jogo de volta, em Moscou, por 3 a 1, após empate por um gol em Estocolmo. Finalmente, a Hungria eliminou a França para chegar às semifinais.

Na semifinal disputada no Camp Nou, os soviéticos mantiveram o sonho do bi vivo, com um 3 a 0 nos dinamarqueses, em que um dos gols foi marcado por Viktor Ponedelnik, autor do gol do título de 1960. A partida de Madri, no entanto, foi mais emocionante: apesar de sair na frente, ainda na etapa inicial, com Jesús Maria Pereda, os espanhóis permitiram o empate húngaro, com Ferenc Bene, aos 39 do 2º, o que levou o jogo à prorrogação. Mas, graças a um gol de Amancio, a cinco minutos do fim do tempo extra, os anfitriões chegaram à final.

Um dia antes da decisão, o terceiro lugar foi disputado, no Santiago Bernabéu. A Hungria provou do próprio veneno que dera aos espanhóis, nas semifinais: após Bene abrir o placar, Carl Bertelsen igualou para os dinamarqueses, a oito minutos do fim do tempo normal, forçando a prorrogação. Mas, nela, Dezsõ Novák precisou de três minutos, na segunda parte, para garantir o prêmio de consolação aos magiares: aos dois minutos, de pênalti, marcou o segundo gol, e fez o 3 a 1 final aos cinco.

Desta vez, o ditador Franco permitiu a disputa contra a União Soviética. E a final, em Madri, trouxe novo sofrimento para os espanhóis: mal Pereda abriu o placar, aos 6 minutos do 1º, Galimzyan Khusainov empatou, aos 8. Todavia, novamente aos 39 do 2º, Marcelino Martínez fez o gol da única taça graúda que a Fúria comemoraria em muito tempo. Até 2008…

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