São Paulo gasta mais de R$ 40 milhões em reforços e ainda quer gastar mais para fechar duas lacunas
Após fechar com centroavante André Silva, São Paulo ainda busca um zagueiro canhoto e um lateral-esquerdo para fechar grupo de Thiago Carpini
André Silva é esperado pelo São Paulo no CT da Barra Funda nesta sexta-feira (1) ainda pela manhã. O atacante passará por exames médicos e — se aprovado — assinará contrato por quatro temporadas para ser o quinto reforço contratado pelo clube para 2024. Com o investimento para tirar o artilheiro do Vitória de Guimarães, o Tricolor ultrapassa a casa dos R$ 40 milhões gastos em contratações neste ano.
Conforme apurado pela Trivela, o São Paulo pagará 3,5 milhões de euros (R$ 18,86 milhões) ao clube português para contar com André Silva. Este montante será parcelado pelo clube. Assim que o negócio for formalizado, o jogador se tornará o reforço mais caro do Tricolor para esta temporada.
Mas a verdade é que o clube abriu os cofres para contratar outros dois reforços para 2024. O São Paulo pagou US$ 3 milhões (R$ 14,91 milhões) ao Cerro Porteño por 60% dos direitos de Damián Bobadilla e gastou aproximadamente 2 milhões de euros (R$ 10,78 milhões) para tirar Ferreira do Grêmio. O valor investido é de cerca de R$ 44,55 milhões.
Vale lembrar que os outros dois reforços contratados pelo clube chegaram sem custos de transferências para compra de direitos — houve apenas o pagamento de luvas. Erick assinou pré-contrato ainda no ano passado, e Luiz Gustavo estava livre no mercado.
Quanto o São Paulo pagou por seus reforços*
- André Silva: 3,5 milhões de euros (R$ 18,86 milhões)
- Ferreira: 2 milhões de euros (R$ 10,78 milhões)
- Bobadilla: US$ 3 milhões (R$ 14,91 milhões)
- Luiz Gustavo: estava livre no mercado
- Erick: assinou pré-contrato
- Valor total: R$ 44,5 milhões
*Valores referentes apenas a compra de direitos de jogadores
São Paulo resolve carência e ainda busca mais dois nomes
André Silva chega ao São Paulo para resolver uma antiga carência do elenco. O buscava um centroavante para fazer sombra a Calleri desde o final do ano passado. Antes de fechar com André Silva, o Tricolor esbarrou em uma série de fatores em seus esforços no mercado para encontrar este jogador. Pedro Raul, hoje no Corinthians, Mastriani, do América-MG, e Lautaro Díaz, do Independiente del Valle foram alguns dos nomes no radar do clube, mas cujas negociações não avançaram.
A posição virou carência no elenco, muito por conta do que o antigo treinador, Dorival Júnior, observou ainda em 2023. Na ausência de seu artilheiro, que passou por uma cirurgia no tornozelo direito, o técnico fez testes e mais testes em busca de um jogador que possa servir de alternativa ao argentino. Este vestibular deu um indicativo que virou verdade: o Tricolor precisará buscar no mercado um jogador para ser alternativa ao centroavante em uma temporada em que o clube volta a disputar a Libertadores. André Silva é este jogador.
E o São Paulo segue no mercado mesmo após gastar mais de R$ 40 milhões em contratações. A prioridade agora é buscar um zagueiro canhoto — um pedido expresso pelo técnico Thiago Carpini. Mas o clube também está de olho em mais um lateral-esquerdo para seu elenco, especialmente enquanto Welington não acerta a sua renovação de contrato.

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De onde vem o dinheiro para investir?
O São Paulo adota como modelo de negócios o parcelamento dos valores a ser pagos em transferências. Isso ajuda a dar fôlego financeiro para oferecer cifras mais altas na hora de contratar jogadores. Além disso, a diretoria costurou recentemente uma série de acordos recentes que garantiram centenas de milhões (sim) aos cofres do clube.
A começar pela venda de Lucas Beraldo, o zagueiro mais caro a sair do futebol brasileiro em uma negociação. O São Paulo recebeu R$ 64,2 milhões dos R$ 107,2 milhões (20 milhões de euros) que o PSG pagou pelo jogador. Esse montante equivale a 60% da transação. O XV de Piracicaba e o próprio jogador dividem igualmente os R$ 42,8 milhões restantes — 20% para cada parte.
Mas o clube também irá faturar bastante fora de campo nos próximos anos, com acordos firmados pelo departamento de marketing. O São Paulo receberá R$ 75 milhões em três anos pela venda dos naming rights do MorumBIS e um total de R$ 52 milhões por temporada com o patrocínio máster da Superbet — o valor total supera os R$ 150 milhões em três anos. De quebra, o clube vendeu a exploração do estádio para eventos à Live Nation para receber R$ 60 milhões nos próximos cinco anos.
As (muitas) saídas também dão fôlego
O São Paulo também conseguiu mais fôlego em seu orçamento para 2024 com as muitas saídas do elenco nesta temporada. O clube liberou ao menos 15 jogadores que faziam parte do plantel do ano passado nestes primeiros dois meses do ano.
O goleiro Felipe Alves, o zagueiro Walce, o lateral-esquerdo Caio Paulista e os atacantes David, Alexandre Pato e Erison encerraram seus contratos com o clube. Raí Ramos e Pedro Vilhena foram emprestados a Ceará e Sport, respectivamente. Já Lucas Beraldo foi vendido ao PSG, enquanto Thiago Couto foi negociado com o Sport. Gabriel Neves foi emprestado ao Independiente, da Argentina, Jhégson Méndez foi cedido ao Elche, da Espanha, e Talles Costa acabou liberado para o futebol ucraniano. Nathan Mendes foi a última saída confirmada pelo clube, em negócio com o Red Bull Bragantino. Marcos Paulo, por sua vez, retornou de empréstimo ao Atlético de Madrid, mesmo estando em recuperação de uma cirurgia no joelho.



