Neymar tira peso de Ancelotti e da seleção brasileira ao afastar planos para a Copa do Mundo de 2030
Atacante do Santos voltou a responder sobre a seleção após decepção no Mundial de 2026
Neymar deixou a Copa do Mundo aos prantos após a eliminação diante da Noruega, nos 16-avos de final. Ainda no MetLife Stadium, em Nova Jersey, o camisa 10 foi categórico ao afirmar que aquela derrota marcou sua despedida com a camisa da seleção brasileira. Mesmo assim, no imaginário popular e nos debates das redes sociais ele continuou como um possível nome para disputar o Mundial em 2030.
Maior artilheiro da história da seleção brasileira, com 80 gols, Neymar também ajudou a fomentar esta expectativa ao interagir nas redes sociais com um vídeo, criado por inteligência artificial, em que “clamava” para que o atacante seguisse com a carreira para buscar o hexacampeonato com a Amarelinha na próxima Copa do Mundo.
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Vinte e três dias depois da queda para a Noruega, na qual Neymar marcou, de pênalti, o único gol do Brasil na derrota por 2 a 1, ele voltou a afastar qualquer possibilidade de disputar o próximo Mundial. Em 2030, o atacante terá 38 anos, idade próxima à de Lionel Messi nesta edição, mas não mostra mais vontade de continuar pela Seleção.
— Meu momento na seleção brasileira já foi. Fiz história, fui muito feliz, dei meu sangue, minha vida, sempre briguei e lutei pela Amarelinha, mas acho que não quero mais, não — afirmou, após vitória do Santos sobre a Universidad Central de Venezuela (UCV), pela Copa Sul-Americana.
Neymar dominou o noticiário da seleção brasileira no primeiro ano de Carlo Ancelotti à frente da seleção brasileira. Até a lista final para a Copa do Mundo, o atacante não havia sido convocado — seja por problemas físicos ou opção do italiano. Depois de ser relacionado para o torneio, em cerimônia no Museu do Amanhã, onde teve seu nome exaltado pelos presentes, precisou se recuperar de lesão na panturrilha até reestrear com a Amarelinha, na vitória contra a Escócia.
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A aposentadoria de Neymar da seleção brasileira ajuda a tirar um peso de Ancelotti. Pela primeira vez desde que assumiu o comando técnico, não terá de se justificar sobre a não convocação do camisa 10, já que o próprio optou por se retirar da lista de possíveis convocados — fato que também amplia as opções do italiano à frente da Seleção.
Aposentadoria de Neymar evita debate para Ancelotti na seleção brasileira
Ao longo deste último ano, independentemente da convocação, o nome de Neymar voltava ao debate para Ancelotti. O italiano teve de se justificar em todas as listas sobre a convocação — e, na maioria, ausência — do camisa 10 na Seleção. Quando o anunciou os 26 nomes no Museu do Amanhã, o italiano também brincou sobre os diversos conselhos que recebeu sobre o atacante do Santos no ciclo até a Copa do Mundo.
Em alguns momentos, Ancelotti se mostrou cansado do tema. Quando Neymar teve a lesão muscular na panturrilha constatada durante a concentração, ainda na Granja Comary, o treinador foi categórico ao afirmar que ele não seria cortado da relação final, mesmo sem condições para jogar amistosos e as duas primeiras partidas da Copa do Mundo.
Não ter de falar sobre Neymar tira este peso para Ancelotti, que pode utilizar as coletivas e entrevistas para explicar outras questões da seleção brasileira — opções para as laterais, meio-campo e até no ataque, por exemplo. Além disso, ainda que o camisa 10 seja um polarizador, de amor e ódio, não havia mostrado ao longo da temporada credenciais que justificassem uma convocação.
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Na relação final, Neymar entrou na vaga de João Pedro, eleito melhor jogador do Chelsea em 2025/26 e que fez parte da maioria das convocações de Ancelotti no ciclo. O treinador entendeu que o camisa 10 poderia ajudar o grupo e a equipe por meio da liderança, ainda que como reserva.
Para 2026, Neymar fez o possível para mostrar a Ancelotti que ainda teria condições de defender a seleção brasileira. Também contou com apoio de personalidades do esporte e do próprio elenco do Brasil, que defenderam sua convocação publicamente — como Casemiro e Raphinha.
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Sem Neymar, Ancelotti pode testar outros nomes no ataque da Seleção
A presença de Neymar não era um impeditivo para Ancelotti, mas condicionaria ao treinador ter uma opção a menos no ataque. Foi assim que João Pedro, mesmo com uma temporada de destaque na Europa, precisou ser cortado da Seleção antes da Copa do Mundo.
Para o time titular, o italiano ainda tem outros dois nomes na mira: Estêvão e Rodrygo, que não puderam disputar o Mundial por conta de problemas físicos. Com eles em campo, Neymar teria ainda menos chances de ser convocado.
Para a convocação de setembro, quando a seleção brasileira voltará a campo, Ancelotti pode estudar novos nomes. Kaio Jorge, Antony, Pedro e Samuel Lino são nomes jovens, que estiveram presentes na pré-lista, mas que não fizeram parte da relação final para a Copa do Mundo.
Neymar se aproxima de aposentadoria do futebol sem a Seleção?
Desde a grave lesão no joelho, ainda no Al-Hilal, em 2023, Neymar já dá indícios de que pensa em pendurar as chuteiras. Não pelo comportamento extracampo, mas principalmente pelas suas declarações. Neste ciclo para a Copa do Mundo, o camisa 10 sofreu com diversos problemas físicos; em seu retorno ao Santos e ao futebol brasileiro, traçou apenas um objetivo: disputar o Mundial.
No anúncio pelo Santos, em janeiro de 2025, até a convocação final, Neymar sempre tratou a Copa do Mundo de 2026 como sua meta a curto prazo. Depois de alcançada, e sem a conquista do hexa, o futuro do craque é incerto. Ele é o único jogador do Brasil, ao lado de Pelé, a disputar quatro Mundiais como camisa 10.
Neymar recebeu sondagens da Major League Soccer (MLS) nos últimos meses e só tem contrato com o Santos até dezembro deste ano. Depois da eliminação para a Noruega, seu pai também publicou uma carta aberta, na qual “apelou” para que o filho continuasse com a carreira.
— Filho, continue a jogar futebol. Volte a sentir alegria com a bola nos pés. Volte a sorrir dentro de campo. Hoje você está saudável. Deus lhe deu novamente a oportunidade de fazer aquilo que sempre amou. Desfrute do futebol — afirmou, em publicação.
Aos 34 anos, Neymar já tem uma carreira mais longeva pela Seleção do que Ronaldo Fenômeno, Kaká e até Pelé. Publicamente, já cogita até a aposentadoria do futebol como um todo — algo que depende também dos próximos meses com o Santos.