Seleção brasileira: 5 jogadores que merecem iniciar o novo ciclo para a Copa do Mundo 2030
Pensando nos grandes nomes que não estarão em 2030, há nomes que merecem a experiência na Seleção desde a primeira convocação pós-Copa
A seleção brasileira foi eliminada da Copa do Mundo neste domingo (5), para a Noruega, após derrota por 2 a 1 nas oitavas de final. Com o fim desta edição para o Brasil, um novo ciclo se inicia e, com ele, uma possível reformulação de diferentes setores.
Nomes importantes do ciclo para 2026 não devem estar na próxima Copa: Casemiro e Marquinhos, por exemplo, eram dois capitães que têm 32 e 34 anos. Substitutos como Lucas Beraldo e João Gomes podem ganhar espaço.
Entre atletas que nunca apareceram na seleção brasileira e outros que tiveram oportunidade, mas não sequência, a Trivela lista cinco jogadores que merecem estar já na primeira convocação de Carlo Ancelotti pós-Copa do Mundo.
Quem saiu em baixa e em alta na Seleção após a Copa do Mundo?
Lucas Beraldo – PSG
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Aos 22 anos, Beraldo poderia estar no páreo para a Copa dos Estados Unidos e seria uma opção melhor do que Léo Pereira, já com 30 anos e sem futuro na Seleção. O zagueiro canhoto para ser reserva de Gabriel Magalhães e ter experiência com o grupo e no torneio, o que poderia beneficiá-lo para o próximo ciclo.
O defensor do PSG merece a vaga também pela versatilidade: já jogou como lateral-esquerdo na própria seleção brasileira e se tornou um volante impactante na reta final da temporada na França.
Com grande capacidade de construir, boa visão de jogo e noção de janelas de passe para progredir, Beraldo é um ótimo zagueiro para uma equipe que busca verticalidade e construção focada pelo meio — coisa que Ancelotti implementou no 4-2-4 promissor do Brasil antes das lesões de Estêvão e Rodrygo.
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Kaiki Bruno – Como
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Recém-contratado pelo Como, o ex-lateral-esquerdo do Cruzeiro chegou a ser convocado por Ancelotti na reta final da preparação para a Copa de 2026. Aos 23 anos, Kaiki merece ser cotado para o próximo ciclo, principalmente em um setor deficiente no time.
Com Douglas Santos sendo “revivido” por Ancelotti depois nove anos de hiato na Seleção e Alex Sandro como uma opção experiente, mas longe do ideal, Kaiki é a renovação necessária. Caio Henrique, que terá 32 anos na próxima Copa, era uma opção para agora se não fosse lesão.
Kaiki Bruno é um lateral intenso e que, mesmo baixo e que pode sofrer fisicamente, terá experiência em um desafiador futebol italiano para ajudar sua evolução. E seu primeiro momento na Europa ser no Como de Cesc Fàbregas, um time muito técnico e corajoso para construir desde trás e muito ofensivo chegando no último terço, é um benefício para a Seleção.
João Gomes – Wolverhampton
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João Gomes não deve seguir no Wolverhampton depois de um rebaixamento na Premier League que coincidiu com uma temporada em excelente nível individualmente. Aos 25 anos e alvo de clubes como Atlético de Madrid, pode ser o primeiro volante a suceder Casemiro.
O meio-campista já teve a experiência de substituir Casemiro durante o ciclo para a Copa de 2026, mas não recebeu chances com Ancelotti — apesar de ser convocado. Mas é o protótipo ideal para a posição.
Um volante criativo, com bom jogo construindo de costas, mobilidade para sair da pressão e bons duelos defensivos, João pode ser o nome para solidificar um meio-campo que precisará de reformulação até mesmo entre os reservas.
Breno Bidon – Corinthians
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Em um ciclo para 2030 que pode perder outros nomes do meio-campo, como Lucas Paquetá e possivelmente Bruno Guimarães e Raphinha (que terão 32 e 33 anos na próxima Copa), Breno Bidon pode ser uma opção para diferentes funções do meio.
Como um meia dinâmico e habilidoso em um 4-3-3 ou segundo volante criativo para associações curtas e tabelas do 4-2-4 que prioriza o meio, Ancelotti pode ter em Bidon um nome de grande potencial de encaixe no time. Com um volante de boa imposição física e em um time que gosta da bola — o que não aconteceu contra a Noruega –, o jovem do Corinthians merece o espaço.
Endrick – Real Madrid
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Matheus Cunha foi um bom acerto no ciclo e durante a Copa do Mundo de 2026 como um falso nove que também poderia atuar como meia. Mesmo assim, havia momentos de dificuldade de criar pelo meio que exigia um atacante de profundidade e primordialmente finalizador. Endrick deve ser esse nome para 2030.
Aos 19 anos, o jovem teve uma experiência mista no ciclo para este Mundial. Fazendo grandes jogos em poucos minutos, perdendo oportunidades por lesão e sendo pedido quando Ancelotti não o colocava. Sem corresponder na Copa, incluindo uma chance clara perdida contra a Noruega quando ainda estava 0 a 0, ele ainda deveria ser o principal nome do ataque brasileiro para a próxima edição.
Endrick é um atacante versátil: pode ser o 9 de profundidade para atacar as costas da defesa, mas é habilidoso para recuar e se associar, abrir para jogar pelo lado e ser até um ponta-direita com cacoete de segundo atacante. É um jogador que busca a finalização e, em termos anímicos, não se esconde de grandes jogo.