Quem saiu em baixa e em alta na Seleção após a Copa do Mundo?
Brasil é derrotado pela Noruega por 2 a 1 e se despede do Mundial nas oitavas de final
A seleção brasileira foi eliminada da Copa do Mundo neste domingo (5) de forma dolorosa. A equipe comandada por Carlo Ancelotti foi derrotada pela Noruega por 2 a 1 e se despediu de forma precoce da competição, encerrando sua campanha ainda nas oitavas de final. Este é o pior resultado desde 1990, quando caiu para a Argentina, e amplia o jejum de títulos para seis Mundiais.
Apesar da eliminação, a trajetória do Brasil no torneio deixou algumas conclusões importantes. Ao longo dos quatro jogos disputados, alguns jogadores valorizaram suas ações e reforçaram seu status dentro da Seleção, enquanto outros terminaram a Copa sob questionamentos. O desempenho no Mundial também serviu como termômetro para avaliar quem saiu em alta e quem encerrou a competição em baixa após a campanha brasileira.
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Quem terminou em alta na seleção brasileira?
Vinicius Júnior
O camisa 7 sempre conviveu com questionamentos sobre seu desempenho pela Seleção. Apesar de brilhar pelo Real Madrid, Vinícius Junior frequentemente era alvo de críticas por não conseguir repetir o mesmo nível de atuações vestindo a camisa da Amarelinha.
Na Copa do Mundo de 2026, porém, o atacante respondeu dentro de campo. Vinicius Jr marcou em todos os jogos da fase de grupos, participou diretamente de outros gols com assistências e também foi decisivo na construção de jogadas que terminaram em bola na rede.
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Sob o comando de Carlo Ancelotti — com quem trabalhou no Real Madrid — o atacante recuperou sua melhor versão na Seleção e se consolidou como o principal nome do Brasil no Mundial. Ao todo, marcou quatro gols e encerrou sua participação na Copa em alta, sendo um dos poucos destaques individuais da equipe, apesar da eliminação precoce.
No duelo decisivo, contra a Noruega, não conseguiu se sobressair pela ponta-esquerda e como referência no ataque. Também não cobrou o pênalti, ainda no primeiro tempo, que poderia colocar o Brasil à frente.
Matheus Cunha
Matheus Cunha disputou sua primeira Copa do Mundo como uma das principais apostas para comandar o ataque da Seleção e correspondeu às expectativas. O atacante do Manchester United iniciou a estreia contra o Marrocos no banco de reservas, mas entrou durante a partida e teve uma atuação segura, mostrando boa movimentação e participação ofensiva.
O bom desempenho lhe rendeu a titularidade nas partidas seguintes. Diante de Haiti e Escócia, foi decisivo ao balançar as redes nas duas vitórias brasileiras. Contra os haitianos, marcou dois gols; já diante dos escoceses, voltou a deixar sua marca e consolidou seu espaço entre os 11 iniciais de Carlo Ancelotti.
No duelo contra o Japão, pela fase de 16 avos, Matheus Cunha começou novamente como titular e permaneceu em campo até o segundo tempo, quando foi substituído. Apesar da eliminação brasileira, o atacante encerrou sua participação no Mundial valorizado. Com gols, regularidade e boas atuações, foi um dos destaques da Seleção na competição e saiu fortalecido para a sequência do ciclo rumo à próxima Copa do Mundo.
Bruno Guimarães
Guimarães não se destacou na eliminação diante da Noruega, e perdeu o pênalti, ainda no primeiro tempo, que poderia garantir uma classificação do Brasil às quartas de final. Entretanto, durante a Copa do Mundo, foi um dos melhores jogadores da Seleção, com quatro assistências durante a fase de grupos e mata-mata.
Até o duelo com a Noruega, havia sido a principal referência no meio-campo, ao lado de Casemiro e Lucas Paquetá — e Gabriel Martinelli, na partida decisiva. Faltou seu gol, mas conduziu o ataque da seleção brasileira com eficiências até a eliminação. Foi criativo, incisivo e ofensivo, características que faltavam em seu jogo até a Copa do Mundo.
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Já conta com propostas de outros clubes europeus, como o Arsenal, para seu futuro após a Copa do Mundo, caso decida deixar o Bruno Guimarães.
Douglas Santos
O lateral-esquerdo do Zenit foi um achado de Ancelotti durante este ciclo. Teve atuações sólidas na fase de grupos, e conquistou a titularidade sobre o Alex Sandro às vésperas da Copa do Mundo. Não é errado imaginar que pode receber propostas de outros clubes da Europa ao longo dos próximos meses.
Foi aconselhado por Ancelotti a se aproximar de Vini Jr. e do ataque, e conseguiu isso contra Escócia e Japão, principalmente. Deve seguir com o treinador para o próximo ciclo, à frente de Alex Sandro.
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Quem terminou em baixa na seleção brasileira?
Casemiro
Teve a titularidade questionada ao longo da Copa do Mundo e, em comparação com seus companheiros de meio-campo, foi o elo mais fraco entre defesa e ataque. Não perdeu sua vaga entre os 11 iniciais, e até teve uma atuação sem erros contra a Noruega, mas ainda deixa má impressão após o torneio.
Em função da idade, não conta com a mesma velocidade de anos anteriores, que o Brasil sentiu falta na eliminação diante da Bélgica, em 2018, por exemplo. Falhou em lances nos jogos contra Marrocos e Japão, sem conseguir acompanhar o ataque adversário.
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Depois do Mundial, Casemiro já tem acertada sua ida para Major League Soccer (MLS), onde defenderá o Inter Miami, mesmo clube de Lionel Messi. Também caminha para a reta final de sua carreira aos 34 anos após deixar o futebol europeu.
Endrick
Iniciou a Copa do Mundo com coros da torcida para que ganhasse oportunidades como titular. Além de não ter tido chances entre os 11 iniciais, não conseguiu aproveitar os minutos que teve em campo. Na eliminação contra a Noruega, desperdiçou finalização no início do segundo tempo que poderia ter mudado o cenário da partida.
Endrick foi experimentado em diversas posições em campo, mas não conseguiu se firmar para ganhar a titularidade. Além disso, em diversas partidas, buscou o protagonismo, que não teve sucesso como em outros momentos na Seleção, Real Madrid e no Lyon.
Depois da Copa do Mundo, Endrick irá retornar ao Real Madrid com o fim de seu empréstimo para o Lyon. De um jovem promissor na seleção brasileira, adorado pela torcida, precisará conquistar seu espaço com José Mourinho — tarefa que poderia ser facilitada com um desempenho extraclasse no Mundial, algo que não ocorreu.
Raphinha
Tinha a missão de dividir o protagonismo com Vinicius Júnior no ataque da seleção brasileira, principalmente pelos seus desempenhos no Barcelona nas duas últimas temporadas, com Hansi Flick. Entretanto, o que se viu nos Estados Unidos foi um atacante pouco criativo e que sofreu com lesão.
Só conseguiu atuar contra Marrocos e Haiti, antes de se lesionar. Tentou se recuperar à tempo para voltar no mata-mata, e até ficou à disposição na eliminação diante da Noruega. Entretanto, pelo que mostrou em campo, chega a ter sua titularidade questionável com Ancelotti durante o próximo ciclo — e principalmente pelo desempenho de Rayan.