Brasileirão Série A

Altos e baixos marcaram o Campeonato Brasileiro do Atlético-MG

Troca de treinadores e rendimentos medianos, variando entre bom e ruim, marcaram uma temporada que, no fim, não terminou tão ruim quanto podia

Campeão em 2021, o Atlético-MG não teve um ano dos melhores no Campeonato Brasileiro, com o time oscilando muito. Mas, no fim, ele terminou melhor do que a edição de 2022 e o Galo terminou mais em alta do que em baixa, apesar de uma última rodada muito decepcionante.

O Atlético iniciou o Brasileiro sonhando em disputar o título. O mínimo era ficar no G4 e, consequentemente, brigar pela taça. No entanto, já na primeira rodada viu que o campeonato não seria dos mais fáceis, já que foi derrotado em casa pelo Vasco. Apesar disso, o início do time atleticano não foi ruim. Nos 10 primeiros jogos, que foram os que Coudet comandou, foram apenas duas derrotas, somadas a cinco vitórias e três empates. Quando o argentino deixou o time, após o empate em 1 a 1 contra o Red Bull Bragantino na 10ª rodada, ele era o 4° colocado, há seis pontos do líder Botafogo.

Chegada desastrosa de Felipão

Sem Coudet, o Atlético optou por Felipão, que teve um início dos piores possíveis. Com Scolari, o Galo ficou oito jogos sem vencer no Brasileirão, o que fez o time despencar para o 13° lugar, ficando há nove do G4, seu principal objetivo, e há 22 do líder Botafogo. Naquele momento, na rodada 17 da competição, parecia que a temporada do Alvinegro tinha acabado e que, se não abrisse o olho, lutaria contra o rebaixamento. No entanto, as coisas começaram a mudar na rodada seguinte.

A grande volta por cima

Na 18ª rodada, Felipão conseguiu sua primeira vitória no comando do Atlético, batendo o São Paulo por 2 a 0 no Morumbi. Desde esse jogo, o Galo conseguiu uma recuperação impressionante no Brasileiro. De início, o time foi conquistando seus pontos aos poucos, sem muito brilho, mas com resultados – com exceção da derrota para o Vasco na abertura do returno.

Na rodada 21, o Atlético inaugurou sua casa própria, a Arena MRV, que ajudou o time a melhorar muito seus números como mandante. No entanto, foi nela também que o Galo sofreu dois revés que revoltaram a torcida. Primeiro para o então lanterna Coritiba e, depois, um muito pior, no primeiro clássico da história do estádio contra o Cruzeiro. Mas o Alvinegro não desanimou, pelo contrário, embalou. Engatou nove jogos seguidos sem derrota e foi parar dentro do tão sonhado G4.

Os grandes jogos do Atlético, mas a última pressão ruim

Já nas últimas rodadas, mais precisamente a partir da 34, o Atlético fez suas melhores atuações no ano. Primeiro venceu o Goiás mesmo com um a menos em campo em todo o segundo tempo. Depois, fez o (até então) jogo do ano contra o Grêmio na despedida da Arena MRV. Na sequência, jogou ainda melhor contra o Flamengo e deu show em pleno Maracanã. Por fim, uma vitória épica contra o São Paulo, que fez o torcedor acreditar na possibilidade do título que, naquele momento, era muito real.

Mas o sonho do Atlético acabou no dia seguinte ao jogo contra o São Paulo por conta da vitória do Palmeiras, que deu 99,99% de chance de título para os paulistas. O Galo então chegou na última rodada sem muito o que fazer, já que o G4 estava também praticamente garantido. Nessa, o Alvinegro acabou levando uma goleada do Bahia e deixou uma péssima última impressão, como o próprio Felipão citou. Apesar disso, no fim das contas, o Brasileirão do Atlético terminou bem, principalmente analisando pelo ponto mais baixo que o time chegou, naquela sequência do início de Felipão.

O Atlético no Campeonato Brasileiro 2023

  • 38 jogos
  • 19 vitórias
  • 9 empates
  • 10 derrotas
  • 66 pontos – 3° lugar
  • 52 gols marcados
  • 32 gols sofridos – melhor defesa
  • Artilheiro do Campeonato: Paulinho – 20 gols

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Os pontos positivos do Brasileirão do Atlético

Os pontos negativos do Brasileirão do Atlético

O que esperar do Atlético-MG no Campeonato Brasileiro de 2024?

O Atlético promete entrar no Brasileirão de 2024 para brigar pelo topo. A ideia é quase a mesma de 2023: se manter no G4 e, consequentemente, disputar o título. Dessa vez, financeiramente, a meta atleticana é terminar no G6. Com a permanência de Felipão, o Galo precisa fazer uma competição mais sólida, sem os altos e baixos de 2023 e, principalmente, sem perder tantos pontos para times considerados inferiores. O esperado é que o Alvinegro brigue mais uma vez entre os seis primeiros, mas, assim como nas outras competições, não entra como favorito ao título.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander HeinrickSetorista

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.

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