mercado: 9 técnicos europeus que estão livres
Lista de nomes com experiência nas cinco grandes ligas europeias disponíveis na praça aumenta enquanto Spurs e Marseille agora buscam novos treinadores
Mais técnicos europeus ficaram livres no mercado nesta quarta-feira (11). Roberto De Zerbi deixou o Olympique de Marseille em “acordo mútuo”, segundo comunicado do clube, e Thomas Frank se despediu do Tottenham após a 11ª derrota do time em 26 rodadas da Premier League.
A dupla se une a outros nomes fortes com experiência nas cinco grandes ligas de futebol do Velho Continente e — talvez — até passa a pressionar treinadores que não atravessam boa fase em seus respectivos times.
Técnicos europeus livres no mercado
A maior parte dos profissionais aqui listados estão no mercado depois de passagens por equipes da Premier League, como é o caso de Thomas Frank.
1. Thomas Frank

O dinamarquês fez ótimo trabalho como técnico do Brentford entre 2018 e 2025, mas não conseguiu reproduzir o sucesso nos Spurs e acabou demitido em menos de oito meses no cargo pelo desempenho abaixo do esperado e, principalmente, acúmulo de resultados ruins.
Alguns dos pontos fortes de seu estilo observados em especial na passagem pelos Bees foram a capacidade de moldar o time conforme a exigência do jogo, sem se apegar apenas a uma formação, a velocidade e a intensidade.
2. Ruben Amorim

Frank não tinha problemas de varar a formação tática, ao contrário de Ruben Amorim. A resistência em se desprender do sistema com três defensores foi uma das maiores críticas ao português durante o tempo em que ele esteve no comando do Manchester United, de novembro de 2024 a janeiro de 2026.
As ações de Amorim no dia a dia dos Red Devils se uniram às performances aquém do esperado e a uma eliminação vexatória. Tudo isso pesou na decisão da diretoria por demitir o treinador.
Antes disso, entre 2020 e 2024, ele acumulou muitos feitos notáveis pelo Sporting e recolocou os Leões entre os protagonistas do futebol português.
3. Enzo Maresca

A demissão de Amorim ocorreu apenas quatro dias depois que o Chelsea surpreendeu e anunciou a saída de Enzo Maresca em pleno 1º de janeiro.
O italiano conquistou a Conference League e o Mundial de Clubes de 2025 em sua primeira campanha com os Blues, mas a relação entre as partes implodiu de forma irremediável nos bastidores com declarações enigmáticas e potenciais discordâncias acerca da política de contratações.
Maresca já havia se destacado reconduzir o Leicester à elite inglesa em 2023/24 e por ser auxiliar de Pep Guardiola no Manchester City uma temporada antes. Ele também ajudou a impulsionar e aprimorar as características de Cole Palmer no Chelsea e tem experiência em trabalhos com jovens talentos.
4. Vítor Pereira

Ainda no campo da Premier League, Vítor Pereira foi mais um caso em que muitos resultados adversos se tornaram difíceis de ignorar. Com boa passagem pelo futebol português e até fatores positivos no Brasil, com o Corinthians, o técnico não resistiu à sequência sem vitórias no Campeonato Inglês e sequer completou um ano de Wolverhampton.
Isso apesar de início promissor, quando conseguiu resgatar os Wolves da zona de rebaixamento em 2024/25 e dar “gás novo” ao time a ponto de ser constantemente ovacionado pela torcida.
No entanto, muitas reformulações e saídas importantes do elenco nesta temporada frearam uma eventual reconstrução sob o comando do português, que não conseguiu encontrar uma forma de fazer a equipe render.
5. Bruno Lage

Bruno Lage também é um técnico ex-Wolves livre no mercado. A passagem do técnico no clube inglês começou em 2021 e foi até 2022. Depois, ele teve curto período no Botafogo em 2023 e voltou ao país natal, Portugal, em setembro de 2024 para comandar o Benfica.
O técnico está sem clube desde a saída dos encarnados, um ano depois de assumir. Ele sempre soube trabalhar bem com jovens de categorias de base mas não ostenta “papas na língua”, e já se colocou em problemas no Benfica por causa disso.
6. Xabi Alonso

Xabi Alonso é outro profissional com bastante traquejo para lidar com joias. Ele começou a trajetória ao comandar divisões de base de Real Madrid e Real Sociedad. Mas o ápice da carreira até agora foi no Bayer Leverkusen, onde destronou o Bayern de Munique da Bundesliga em 2023/24.
Esse foi um dos feitos que o colocou no radar do Real Madrid para suceder Carlo Ancelotti, porém, Xabi não conseguiu alcançar todas as expectativas que foram depositadas nele ao assumir o clube e se despediu dos merengues em janeiro de 2026 “em comum acordo”.
Embora os resultados pelos Blancos não tenham sido de tudo ruins — 24 vitórias em 34 jogos –, o revés para o Barcelona na final da Supercopa da Espanha e o desempenho considerado aquém como equipe falaram mais alto nas avaliações.
7. Xavi

Xavi Hernandez é outro nome forte cujo último time treinado é de LaLiga. O ídolo espanhol fez história no Barcelona como jogador e assumiu o comando técnico da equipe em novembro de 2021.
O clube já passava por crise financeira na época, e Xavi pode se orgulhar de ser o responsável por dar a joias como Lamine Yamal, Pau Cubarsí e Fermín López as primeiras oportunidades no time profissional.
No entanto, a relação com o então presidente Joan Laporta começou a ruir e somou ao fato de o treinador não conquistar nenhum título em 2023/24. Assim, se despediu do time ao término daquela campanha e ainda não voltou à ativa.
8. Igor Tudor

Da Espanha para a Itália, onde Igor Tudor teve seu trabalho mais recente. O croata comandou a Juventus entre março e outubro de 2025 e amargou jejum de vitórias de sete jogos na reta final da passagem.
Embora o técnico afirmasse não ter medo de ser demitido, a pressão se tornou grande demais e a cobrança por resultados melhores aumentou significativamente conforme a equipe se distanciava do topo da Serie A.
Antes, ele havia passado breve período na Lazio, mas obteve mais projeção ao conduzir o Olympique de Marseille ao terceiro lugar da Ligue 1, da França, na temporada 2022/23.
9. De Zerbi

Depois de Tudor, o Marseille teve certa instabilidade no cargo e Marcelino Toral, Gennaro Gattuso e Jean-Louis Gasset passaram pela posição. Até que Roberto De Zerbi foi contratado no começo da campanha 2024/25.
O italiano agora é uma das adições recentes à lista de profissionais livres no mercado. A saída dele do clube foi anunciada nesta quarta, dias após a goleada de 5 a 0 sofrida para o rival PSG no Campeonato Francês.
Antes de treinar o Marseille, De Zerbi teve momentos positivos no Brighton entre 2022 e 2024, mas o período também ficou marcado por certas rusgas extracampo.
Mais técnicos europeus à disposição

Outros profissionais com experiência nas cinco principais ligas da Europa que estão no mercado são Thiago Motta, ítalo-brasileiro cujo último trabalho foi na Juventus — mas se destacou mesmo no Bologna — e Dino Toppmöller, alemão que teve bons resultados no Eintracht Frankfurt entre 2023 e 2025, porém, não conseguiu ajustar a defesa do time nesta campanha e saiu do cargo em janeiro de 2026.
Ainda falando de alemães, Edin Terzic, ex-Borussia Dortmund, e Marco Rose, que era do RB Leipzig, são mais nomes à disposição no mercado. O primeiro conduziu o BVB ao título da Copa da Alemanha 2020/21 depois de levar a Supercopa da Alemanha no ciclo anterior e sagrou a equipe vice-campeã da Champions League em 2023/24.
Rose, por sua vez, chegou a vencer uma Copa da Alemanha e uma Supercopa do país com o Leipzig entre 2022 e 2024.



