Durante 45 minutos, pareceu que o Palmeiras havia decidido dar a resposta às críticas pela maneira como se classificou à final da Libertadores contra o , na última sexta-feira, mas caiu de rendimento no segundo tempo e levou o empate, apesar da quantidade de chances que havia criado. É, ficou para esta segunda-feira. No Allianz Parque, o dono da casa foi implacável e aplicou ao Corinthians a sua maior vitória no dérbi desde 2004: 4 x 0.

Para dar uma ideia da enormidade deste placar, foi apenas a segunda vez no século que o Palmeiras conseguiu ganhar do Corinthians por quatro de diferença. E ficou muito próximo de ganhar por cinco, o que nunca aconteceu – por seis, teríamos que voltar a 1948. É uma lavada de alma ao torcedor palmeirense que, apesar dos times campeões dos últimos cinco anos, teve o maior rival como uma dolorosa pedra em seu sapato.

Não era esperado que acontecesse isso neste dérbi. O Palmeiras vem em maratona de jogos difíceis e importantes, e o Corinthians estava invicto há sete rodadas, com cinco vitórias e apenas um gol sofrido. A evolução culminou com a goleada sobre o Fluminense, por 5 a 0, semana passada, que deixou a torcida animada de que este time poderia alçar voos mais altos. Ainda pode, se conseguir se recuperar de sua pior derrota no dérbi em 16 anos.

Tem algo a que se apegar? Talvez aos primeiros 30 minutos em que o jogo foi relativamente equilibrado, com os dois rivais trocando golpes. O Corinthians levou muito perigo na bola aérea, com Jemerson exigindo uma linda defesa de Weverton e Gil acertando o pé da trave. O Palmeiras também chegou com perigo, especialmente quando teve a chegada de Raphael Veiga. Ele chutou em cima de Cássio e minutos depois a sobra de um segundo remate sobrou para Gabriel Menino mandar com perigo.

Weverton fez outra boa defesa em bomba de Cazares antes de o Palmeiras abrir o placar. Willian recebeu na entrada da área, manteve a posse de bola com o corpo e encontrou o passe para Raphael Veiga, que dominou e emendou o chute cruzado no canto de Cássio. O Corinthians não lidou muito bem com o gol. Antes do intervalo, Zé Rafael pegou a defesa adversária no contrapé, Willian chegou antes do goleiro alvinegro e tocou para Luiz Adriano apenas empurrar às redes – gol confirmado pelo assistente de vídeo.

E para piorar as coisas, o Corinthians retornou dormindo dos vestiários – e não conseguiu acordar ao longo do segundo tempo. Logo no primeiro minuto da etapa final, Weverton bateu para frente, Cássio saiu do gol para dar o chutão e acertou a cabeça de Jemerson. Quase saiu um gol contra bizarro. Na cobrança de escanteio, Willian apareceu livre na segunda trave e exigiu mais um milagre de Cássio contra o Palmeiras.

Logo na sequência, Luiz Adriano recebeu livre, novamente nas costas da defesa, e foi desarmado por Jemerson. A bola parou completamente, apenas esperando a batida de primeira de Raphael Veiga no canto. Cássio se esticou todo para evitar o quarto do Palmeiras em um chute cruzado de Gabriel Menino. Ele quase saiu com Viña, mas havia impedimento na posição de Luan, que cabeceou para o meio da área.

Gabriel fez questão de ajudar a transformar a vitória em goleada histórica. Primeiro, recuou errado no meio-campo e lançou Luiz Adriano completamente livre. O atacante dividiu com Cásso na intermediária e comemorou a bola se dirigindo direto às redes vazias. Depois, Gabriel recebeu o e deixou o Corinthians com um jogador a menos para os 15 minutos finais, em que o jogo já estava mesmo completamente decidido.

Mas ainda deu tempo de Weverton fazer outra maravilhosa defesa em cabeçada firme de Gil e Lopes anotar o quinto, nos minutos finais, outro gol do Palmeiras anulado por impedimento.

A goleada, além de deixar o torcedor palmeirense extremamente feliz, serviu para duas coisas: lembrar que o Palmeiras tem capacidade de brigar pelo título se tiver fôlego e interesse, agora seis pontos atrás do líder São Paulo com um jogo a menos, e mostrar quanto trabalho Mancini ainda tem pela frente.

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