Martinelli ganha convocação à Seleção por méritos e pode ajudar em reconstrução de Ancelotti
Meio-campista do Fluminense foi observado pelo treinador ao longo do ano e incluído na pré-lista pela primeira vez
Martinelli passou os últimos seis meses à espera de uma convocação para a seleção brasileira. Em março deste ano, o meio-campista figurou entre os possíveis nomes a serem chamados por Carlo Ancelotti para os últimos amistosos antes da Copa do Mundo, mas não foi convocado.
Já na primeira lista após a eliminação diante da Noruega, o volante do Fluminense ganha a oportunidade no “apagar das luzes” para fazer parte da reformulação do treinador.
O meio-campista deixou a Argentina nesta terça-feira (15) com a classificação do Fluminense às semifinais da Libertadores, apesar da derrota por 2 a 1 diante do Platense. Menos de 24 horas depois, Martinelli foi selecionado pelo italiano para substituir João Pedro, lesionado, nos amistosos contra Austrália e Índia, na próxima Data Fifa.
Avaliado ao longo deste ano, o meio-campista foi relacionado pela primeira vez à pré-lista da seleção brasileira por Ancelotti, e já conquista uma oportunidade de defender a Amarelinha — ainda que tenha sido necessária a lesão de João Pedro, atacante do Chelsea, para que fosse convocado. Ele será o 11º jogador do Brasileirão nesta Seleção, e o nono estreante.
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Ao longo deste ano, Ancelotti já havia acompanhado o duelo entre Fluminense e Botafogo, pelo Campeonato Carioca, em fevereiro. Depois de duas convocações, Martinelli é o segundo jogador daquele clássico a ser levado à seleção brasileira — o primeiro sendo Danilo Santos. E, em meio à renovação pós-Copa do Mundo, o meio-campista tem a oportunidade de conquistar uma vaga em aberto na equipe de Ancelotti.
Martinelli chega em meio-campo recheado para suprir saída de Casemiro na seleção brasileira
Na Copa do Mundo de 2026, Ancelotti levou apenas cinco jogadores no meio-campo. Em sua primeira convocação pós-Mundial, já considerando a chegada de Martinelli, ele terá sete homens à disposição para o setor, dos quais apenas dois estiveram presentes com a Seleção nos Estados Unidos.
Além do meia do Fluminense, Breno Bidon, Andrey Santos, Douglas Luiz e Gabriel Bontempo chegam como apostas do treinador para reformular o setor, que não contará com Casemiro até o próximo Mundial. Com Bruno Guimarães assumindo a função de pilar nesta nova Seleção, dois outros nomes ficam em aberto — caso Ancelotti queira utilizar três homens no meio-campo.
Martinelli atua em função semelhante à de Casemiro no Fluminense. Aos 24 anos, o meia é colocado à frente da linha defensiva e é responsável por dar dinamismo às trocas de passe no setor. Contra o Platense, trocou 35 passes em seu próprio campo e se destacou com quatro desarmes ao longo dos 90 minutos, sendo responsável por manter a vantagem tricolor pela Libertadores.
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A tendência é que Andrey Santos inicie a Data Fifa como um substituto do volante do Inter Miami, já que tem feito esta função em seu início no Manchester United — ainda que sem ter a titularidade assegurada na Inglaterra —, mas o volante do Fluminense também pode ganhar oportunidades.
Serão três partidas disputadas pela Seleção nestas próximas semanas — o Brasil enfrenta a Austrália duas vezes, antes de viajar à Índia —, em um momento no qual Ancelotti deseja fazer testes para montar uma base para as Eliminatórias, Copa América e Copa do Mundo.
Martinelli trabalhou para sonhar e merecer convocação à seleção brasileira
Formado nas categorias de base do Fluminense, Martinelli chegou ao profissional do clube em 2020. Desde então, firmou-se na equipe titular, auxiliou na conquista da Libertadores, em 2023, e se tornou o jogador tricolor com mais partidas disputadas na competição continental.
Esse desempenho, no entanto, não havia feito Dorival Júnior dar ao meio-campista uma oportunidade na Amarelinha. Ancelotti, mesmo que tivesse acompanhado o trabalho de Martinelli, também não o incluiu em listas largas da Seleção — com 55 atletas — ao longo do último ano. Em 2026, chegou a ficar afastado com uma lesão na coxa, mas seguiu como número 1 no meio-campo.
Das 37 partidas disputadas até o momento, ele foi titular em 34. Soma um gol e quatro assistências na campanha do Fluminense, que ocupa a quinta posição do Campeonato Brasileiro, e que fizeram com que ele pudesse sonhar com a Seleção.
— Se for a hora (de ser convocado), vai ser a hora certa. Vai dar tudo certo. Tenho muita convicção do meu trabalho aqui no clube. Estou trabalhando pra que um dia esse sonho possa ser concluído — afirmou, após vitória por 2 a 0 sobre o Platense na última semana.
Levou uma semana para que, após a convocação inicial, Martinelli entrasse na relação de 26 atletas convocados por Ancelotti. Depois de seis meses de espera para ver seu nome na lista da Amarelinha, ele passa a ter um novo desafio: trabalhar para se firmar em uma equipe que está em busca de novos atletas para 2030.
Próximos jogos da seleção brasileira
- 25/9 – Austrália x Brasil
- 29/9 – Austrália x Brasil
- 3/10 – Índia x Brasil