Como foram os gols sofridos pelo Fluminense, que tem a pior defesa do Brasileirão
Vazada 12 vezes em seis jogos, defesa é o principal motivo para Tricolor estar na zona de rebaixamento
O Fluminense está na zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro, e sua defesa é o principal motivo para isso. São 12 gols sofridos em seis jogos, uma média de dois por partida, que explica porque o Tricolor tem apenas uma vitória na competição.
Ainda que o ataque não viva os melhores dias do trabalho de Fernando Diniz, a produção em números é bem parecida com 2022 e 2023. O problema é que, em vez de conseguir passar os jogos sem tomar gols, o Flu foi vazado em todos os jogos do Brasileirão até aqui.
— Não tem nada a ver com os jogos contra o Atlético-MG e Bragantino. Falhamos em duas saídas. Temos errado em coisa que não erramos. Sempre erramos muito pouco nisso. Contra o Atlético, já foram erros de marcação, com coisas que não erramos. Estamos melhorando, a temporada está irregular. Há jogos que jogamos bem, e outros não. Contra o Colo-Colo, soubemos jogar. Aqui, também — disse o treinador após a derrota para o São Paulo.

A contextualização dos lances mostra que o discurso de Diniz não está aliado à realidade. Sua equipe vem repetindo falhas, e não cometendo erros que não costuma, como defendeu o treinador após a derrota por 2 a 1 para o São Paulo. A Trivela levantou os 12 gols que o Tricolor sofreu no Brasileiro, e o único gol que não saiu de erro repetido foi o de Cauly, em derrota para o Bahia.
Fluminense sofre muitos gols em poucos minutos
O que poderia ser lido como um apagão nas partidas passou a ser uma repetição de erros. O Fluminense sofre muitos gols em pequenos espaços de tempo. A questão, aqui, pode ser de simples correção: o Tricolor parece se desconcentrar ao ser vazado.
Na estreia, foram dois gols em cinco minutos, e o Red Bull Bragantino virou o jogo logo na volta do intervalo após ótimo primeiro tempo do time de Fernando Diniz. O português Pedro Caixinha mexeu no intervalo, colocou dois centroavantes na área e assim saiu a virada, com dois gols de cabeça com Thiago Borbas e Eduardo Sasha. Na metade da segunda etapa, Lima fez mais um e empatou, mas o gosto foi de derrota no Maracanã.

Contra o Atlético-MG, mais desatenção: Vargas marcou em seu primeiro toque na bola, aos 28 do segundo tempo, quando o placar mostrava 2 a 0 para o Flu. O chileno entrou na vaga de Hulk e correu desmarcado para diminuir para o Galo. Aos 34, ele se antecipou a Felipe Andrade e aproveitou cruzamento de Arana para empatar. Um 2 a 2 amargo, e mais dois pontos ficaram pelo caminho.
A derrota mais dura no Brasileirão até aqui aconteceu na Neo Química Arena. O Fluminense fez jogo nervoso, atacou pouco e não foi páreo para o Corinthians, que em sete minutos abriu 2 a 0 no fim do primeiro tempo, com dois belos gols de Wesley. Ao apito final, o placar de 3 a 0 ficou até barato.
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Erros na saída de bola se repetem no Fluminense
Um dos pilares do estilo de jogo de Fernando Diniz, a saída de bola tem sido um problema para o Fluminense. O time tem errado mais do que se acostumou nos últimos anos, o que pode mostrar certa falta de confiança ou desencaixe com as novas peças.

Na derrota para o Corinthians, dois gols saíram de erros de passe no setor defensivo, o que se repetiu contra o São Paulo. A diferença é que, em Itaquera, atacantes recuados falharam na construção: Cano e Arias, que viram Wesley fazer dois golaços. No MorumBIS, Fábio entregou a bola nos pés de Juan, e Bobadilla empatou o jogo.
Problemas na bola aérea se somam desde saída de Nino
O Fluminense vendeu apenas um jogador do time que conquistou a Libertadores em 2023: o zagueiro Nino. O capitão, entretanto, faz muita falta à equipe em 2024. Com ou sem bola, o defensor era um dos jogadores mais importantes do time.

Curiosamente, uma das maiores críticas ao agora jogador do Zenit era a bola aérea. Mas, segundo o Sofascore, Nino vencia 66% dos duelos pelo alto, um número considerado bom para a posição. O Flu não conseguiu substituí-lo até aqui, e o Campeonato Brasileiro expõe problemas defensivos.
Dos 12 gols sofridos, cinco foram de bolas aéreas: dois contra o Red Bull Bragantino (Sasha e Borbas), e um contra Atlético-MG (Vargas), Corinthians (Cacá) e Vasco (Vegetti).
Bola parada do Fluminense também precisa de ajustes
As bolas paradas tem sido outro problema crônico do Fluminense em 2024. No Campeonato Brasileiro, foram cinco gols sofridos que nasceram em jogadas desse tipo.
Red Bull Bragantino, Bahia, Corinthians, Atlético-MG e São Paulo exploraram o ponto fraco do Flu na marcação de bolas paradas. Cada um de um jeito. Os times paulistas aproveitaram jogadas diretas de escanteios ou faltas cobradas na área. O Tricolor marcou mal e acabou sendo vazado.

Já contra o Tricolor de Aço e o Galo, o Flu sofreu com a desatenção citada acima. Caio Alexandre marcou um golaço aproveitando rebote com a defesa mal posicionada na Fonte Nova. Vargas, por outro lado, entrou sozinho enquanto o time mineiro cobrou uma falta na defesa e em três passes saiu na cara de Fábio.
Como está o Fluminense em 2024
- Campeão da Recopa Sul-Americana sobre a LDU;
- Eliminado nas semifinais do Campeonato Carioca para o campeão Flamengo;
- 17º lugar no Campeonato Brasileiro após seis rodadas (1 vitória, 2 empates e 3 derrotas);
- Líder invicto do grupo A da Libertadores com 8 pontos em quatro jogos (2 vitórias e 2 empates);
- Venceu o Sampaio Corrêa por 2 a 0 no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil.
Próximos jogos do Fluminense
Veja os próximos confrontos do Fluminense na continuação da temporada:
- Fluminense x Cerro Porteño — Libertadores — quinta-feira, 16 de maio — 19h (horário de Brasília);
- Fluminense x Sampaio Corrêa — Copa do Brasil — quarta-feira, 22 de maio — 20h (horário de Brasília);
- Botafogo x Fluminense — Campeonato Brasileiro — sábado, 25 de maio — 16h.



