Libertadores

Fluminense joga mal, mas acha gol com Manoel e vence Colo-Colo na Libertadores

Mesmo sem jogar bem, Fluminense sofre pressão do Colo-Colo, mas acha gol no fim e abre vantagem na liderança do grupo A da Libertadores

O Fluminense não jogou bem, mas venceu o Colo-Colo por 1 a 0, em Santiago, no Chile, pela Libertadores. Quando sofria pressão dos chilenos no segundo tempo, o Tricolor achou o gol da vitória com Manoel, de cabeça, e abriu vantagem na liderança do grupo A.

Agora, o Flu tem oito pontos em quatro jogos, quatro a mais que El Cacique, que é o terceiro colocado. O Cerro Porteño é o vice-líder da chave com cinco, e o Alianza Lima amarga a lanterna, com três.

Colo-Colo começa com forte pressão no Fluminense

O técnico Jorge Almirón avisou: o Colo-Colo iria para cima do Fluminense. Do momento em que o árbitro Wilmar Roldán assoprou seu apito pela primeira vez até os 10 minutos, o time chileno colocou o Tricolor nas cordas. Mas não soube transformar sua pressão em finalizações.

Os chilenos rondavam a área com muita gente e faziam o Flu descer suas linhas. Com 11 homens atrás da linha da bola e Cano recuado atrás do meio-campo, o Tricolor sofria pressão na saída de bola e não conseguia jogar.

A estratégia de Almirón era clara: forçar o jogo pelas laterais. Principalmente pela esquerda, onde o veterano Marcelo não viveu sua melhor noite. O camisa 12 terá pesadelos com Zavala e Pizarro, que caíram pelo seu lado. A melhor chance do primeiro tempo veio justamente com eles: o centroavante recuou e lançou o ponta, que ganhou na corrida do tricolor, mas chutou torto para fora.

Fernando Diniz erra na estratégia, e Fluminense sente

Ao escalar Marquinhos como lateral-direito, Fernando Diniz pensou em pressionar o Colo-Colo com a bola longa. Não à toa, quando teve a bola, o Fluminense forçava lançamentos por ali, onde o jovem e Douglas Costa poderiam combinar. Mas não funcionou.

O erro do treinador foi pensar só no ataque, e o Flu não conseguiu ter a bola como de costume. O Tricolor, com uma zaga lenta e dois laterais que pouco subiam, era presa fácil para a pressão do Colo-Colo na saída de trás. Para piorar, com pontas de pé trocado – Douglas e Arias -, o time não tinha profundidade.

Lima e Martinelli, como resultado, ficaram presos. Ganso não tinha tempo para pensar o jogo e Germán Cano não participava dele. Arias corria de um lado para o outro, mas sem bola.

Douglas Costa sente e Diniz faz rara troca defensiva no Flu

Quem assiste aos jogos do Fluminense já se acostumou com as mudanças muito ousadas de Fernando Diniz. Desta vez, entretanto, o técnico fez uma rara troca conservadora. Douglas Costa pediu substituição aos 35 minutos com dores na perna esquerda, e o treinador colocou Alexsander em campo.

Douglas Costa sentiu no primeiro tempo, e Diniz fez mexida conservadora - Foto: Icon sport
Douglas Costa sentiu no primeiro tempo, e Diniz fez mexida conservadora – Foto: Icon sport

A essa altura, a pressão do Colo-Colo já diminuíra, e o Tricolor conseguiu sair um pouco de trás. O jovem volante entrou em sua posição, deslocando Arias para a direita e com Lima entrando pelo lado esquerdo. O Flu melhorou, embora a mexida mais óbvia fosse a entrada de Guga, com Marquinhos subindo para a sua posição original.

Mais avançado, Lima criou três chances seguidas: primeiro, achou Ganso, que enfiou para Cano. A zaga do Colo-Colo parou com falta que Marquinhos isolou. Na sequência, tentou jogada individual e foi derrubado, mas Wilmar Roldán não marcou a falta clara. A última foi a melhor do Fluminense em todo o jogo. O camisa 45 recebeu pela direita, invadiu a área e chutou forte, obrigando Cortés a espalmar no susto.

Colo-Colo pressiona Fluminense, mas para na trave

O segundo tempo começou diferente. Mais equilibrado com Alexsander, o Fluminense evitou a pressão inicial do Colo-Colo. Mas com a bola no pé, não conseguiu levar perigo.

A verdade é que não foi tanta bola no pé assim. O Flu não passou de 40% de posse de bola na maioria do jogo, o que é um contrassenso para o time de Fernando Diniz, armado justamente para isso. De todo jeito, os chilenos não conseguiam furar as linhas baixas de um Tricolor bem diferente do usual.

Quando o Colo-Colo conseguiu, a trave salvou o Fluminense. Felipe Melo escorregou em um corte, Marcelo tentou sair errado e cavou falta inexistente, e os chilenos quase abriram o placar. Vicente Pizarro recebeu na entrada da área e chutou cruzado. Fábio não alcançou, mas a bola pegou na baliza e saiu pela linha de fundo.

Fluminense acha gol com Manoel

O jogo começava a ficar ainda mais perigoso quando o Colo-Colo, empurrado por sua torcida, ensaiou pressão na segunda etapa. Após o chute na trave de Pizarro, os chilenos foram para cima mais uma vez e o Fluminense se mostrava cansado.

Em uma rara boa jogada armada, Marquinhos invadiu a área pela direita e Wiemberg cortou para escanteio. Na cobrança, a zaga chilena cortou mal e a bola caiu no pé de Marcelo. O lateral cortou para dentro e chutou de direita, Manoel desviou pelo alto e abriu o placar no Monumental. Um gol achado pelo Fluminense.

Foto de Caio Blois

Caio Blois

Caio Blois nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e se formou em Jornalismo na UFRJ em 2017. É pós-graduado em Comunicação e cursa mestrado em Gestão do Desporto na Universidade de Lisboa. Antes de escrever para Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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