Libertadores

Fluminense faz jogo sonolento e empata sem gols com o Cerro Porteño pela Libertadores

Pouco inspirado, Fluminense fica apenas no empate contra o Cerro Porteño, mas segue na liderança do grupo A da Libertadores

O Fluminense fez um jogo sonolento e empatou sem gols com o Cerro Porteño, no Paraguai, pela Libertadores. O placar de 0 a 0 foi justo para uma partida em que as duas equipes produziram muito pouco.

Com o resultado, o Flu segue líder do grupo A da Libertadores, com cinco pontos em três rodadas. O Cerro também manteve o terceiro lugar na chave. O próximo jogo do Tricolor pela competição é apenas no mês que vem, contra o Colo-Colo, em Santiago, no Chile.

— É difícil entrar numa zaga fechada, com um campo diferente, muito fofo. O time estava cansado. Libertadores é assim, agora é virar a chave para o Brasileirão — afirmou Renato Augusto após o jogo.

Fluminense domina posse no início, mas não é efetivo

O jogo começou com o Fluminense mandando na posse de bola e dominando as ações contra o Cerro Porteño. Mas o Tricolor repetiu um de seus problemas recentes: foi pouco efetivo no ataque.

Com o meio de campo um pouco apagado, o time de Fernando Diniz não conseguia levar a bola até Arias, Marquinhos e Cano, que participaram pouco. O colombiano foi quem mais tentou — e deu um susto ao cair na área aos 27, mas retornou.

Um chute de fora da área de Germán Cano foi a única finalização em gol do Flu em todo o primeiro tempo. O argentino pegou de primeira, aos 32, e obrigou o brasileiro Jean a se esticar todo para evitar que a bola entrasse.

André sofre lesão e deixa o campo chorando

Se controlava o jogo, embora sem construir vantagem no placar, o Fluminense teve uma péssima notícia no final do primeiro tempo. Em uma forte dividida, André levou a pior e se lesionou.

O volante do Tricolor deixou o campo chorando, apoiado nos médicos do clube. No banco de reservas, ele seguiu com o rosto inchado e vermelho pelos prantos. Lima entrou em seu lugar, o que deixava o Flu, em tese, mais ofensivo. Mas nem isso mudou muito o panorama do primeiro tempo. O Cerro Porteño teve uma boa chance, aos 48, com Piris da Motta, que chutou forte de fora e parou em grande defesa de Fábio.

Fluminense faz jogo desinteressado contra o Cerro Porteño

O Fluminense pareceu nem ter voltado do vestiário. Mesmo contra um adversário que não levava perigo, o Tricolor fazia um jogo desinteressado, sem arriscar no ataque nem tentar nada de diferente do meio para a frente.

A partida, então, ficava perigosa. Os donos da casa tinham a torcida empurrando sua equipe, embora o La Nueva Olla não estivesse cheio. Em contra-ataques, do jeito que dava, o Cerro Porteño era mais direto e encontrava espaços na lenta recomposição do Flu. Aos 22, um cruzamento que a defesa tricolor furou quase virou gol contra de Marcelo, mas Cecílio Domínguez chutou para trás.

Sem John Kennedy, afastado por indisciplina, o Tricolor tinha poucas alternativas para ser agressivo no ataque. Isso ficou claro com as mexidas nada ousadas de Diniz: entraram Douglas Costa, Renato Augusto e Antônio Carlos, mas saíram Marquinhos, Ganso e Felipe Melo. Nenhuma mexida na estrutura do time. As mudanças foram pouco efetivas. O Fluminense ficou com o meio-campo esvaziado e não tentava a bola longa para o ataque, onde Renato e Douglas entraram.

Arias marca, mas gol do Fluminense é anulado pelo VAR

O melhor lance do Fluminense na segunda etapa acabou anulado pelo árbitro de vídeo. Em bate e rebate na grande área, Arias matou a bola supostamente na mão e acertou o travessão. No rebote, a bola se chocou na cabeça de Arzamendía e balançou as redes do Cerro Porteño.

A revisão demorou três minutos e manteve a marcação do árbitro Esteban Ostojich, que marcou falta do colombiano na matada. As imagens divulgadas pela Conmebol na transmissão do Paramount+ eram inconclusivas: um ângulo parecia referendar a decisão da arbitragem, com um toque de mão, mas outro mostrava uma matada na coxa. Sem certeza, o gol foi anulado.

Na sequência, um susto: Piris da Motta subiu mais que todo mundo em cruzamento de Benítez e cabeceou forte, para baixo, mas Fábio salvou o Fluminense com uma linda defesa.

Foto de Caio Blois

Caio Blois

Caio Blois nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e se formou em Jornalismo na UFRJ em 2017. É pós-graduado em Comunicação e cursa mestrado em Gestão do Desporto na Universidade de Lisboa. Antes de escrever para Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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