Copa América 2024

Endrick será titular, mas Dorival tem problema maior a resolver na Seleção contra o Uruguai

Técnico confirma titularidade do atacante, mas precisa solucionar outro problema em decisão

Tão logo Vinicius Júnior recebeu o cartão amarelo que o tirou do duelo decisivo com o Uruguai, veio o clamor para que Endrick seja o substituto na seleção brasileira na partida deste sábado (6), às 22h (horário de Brasília), em Las Vegas, pelas quartas de final da Copa América.

Dorival Júnior já decidiu: o garoto de 17 anos será titular da seleção brasileira pela primeira vez em um jogo tão emblemático.

Mas o técnico tem uma preocupação ainda maior do que suprir a ausência o seu principal jogador. É um ponto que o próprio treinador externou na entrevista coletiva após o empate em 1 a 1 da seleção brasileira com a Colômbia, na última terça-feira (2).

Dorival admitiu que o Brasil estava “perdendo o meio-campo” na partida. Um sinal claro de que o setor não funciona da maneira que Dorival imaginou.

Dorival Júnior lamenta durante empate entre Brasil e Colômbia na Copa América (Foto: Fabio Giannell/Digital Sports Press/Gazeta Press) Digital Sports Press/Digital Sports Press
Dorival Júnior lamenta durante empate entre Brasil e Colômbia na Copa América (Foto: Fabio Giannell/Digital Sports Press/Gazeta Press) Digital Sports Press/Digital Sports Press

Dorival tem missão de fazer meio-campo do Brasil funcionar

Após uma estreia frustrante  em que ficou no 0 a 0 com a Costa Rica, o Brasil ensaiou uma recuperação ao golear o Paraguai por 4 a 1. Mas a equipe foi engolida no 1 a 1 com a Colômbia, em uma partida que fez as inseguranças coletivas virem à tona.

O meio-campo de Premier League da Seleção, com Bruno Guimarães, João Gomes e Douglas Luiz, foi amarrado por um meio-campo com Richard Ríos, Jhon Arias e James Rodríguez — todos do futebol brasileiro. E isso ligou o alerta para Dorival Júnior.

O setor que deveria fazer a equipe jogar não funcionou em nenhuma das fases do jogo. O Brasil apresentou dificuldades na saída de bola e também na construção de jogadas ofensivas, além de deixar a defesa desprotegida.

Não à toa, Dorival o técnico disse que estava “perdendo o meio-campo” e optou por mandar Éderson a campo no lugar de Lucas Paquetá. Não deu muito certo.

Acostumado a valorizar a posse de bola e construir o jogo por baixo, o Brasil sucumbiu à marcação alta da seleção colombiana. A equipe abusou da ligação direta, sem sucesso.

João Gomes e Bruno Guimarães, os dois jogadores mais recuados do setor, deram apenas 32 e 48 passes respectivamente. Por isso, a comissão técnica trabalha para que a bola passe mais pelos pés destes dois jogadores.

— Foi isso, realmente nós tivemos complicações na nossa saída de bola, eles adiantaram muito bem a marcação e eles têm um trabalho de encaixe quase que perfeito pelo momento que eles estão

— Temos uma saída de bola consistente e podemos diminuir um pouco mais em cima dos jogadores de criação da equipe adversária. Não vinha acontecendo isso. Nós não havíamos tido erros desse tipo e tive que reforçar a marcação — admitiu Dorival após a partida.

Vai mexer?

Mesmo com dificuldades no setor mais importante do campo, Dorival Júnior indica que não fará mudanças na estrutura da seleção brasileira para a decisão com o Uruguai. A tendência é da manutenção do trio Bruno Guimarães, Douglas Luiz e Lucas Paquetá neste sábado.

— A formação de uma equipe passa por essas etapas, principalmente, quando você sequencia jogos. Eu não vou mexer na estrutura total da equipe, eu não posso fazer isso. Até porque eu estou buscando essa consistência ainda e proporcionar a esses meus jogadores uma repetição para que eles se acostumem com seus companheiros e com tudo aquilo que está sendo treinado — Dorival Júnior

Oitavas de final da Copa América

  • Brasil x Uruguai — Las Vegas — sábado (6), às 22h (horário de Brasília) — Transmissão: TV Globo (TV aberta) e SporTV (TV fechada)
Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.
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