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Estreia de Neymar, Bebeto e final insana: as vitórias marcantes do Brasil sobre os EUA

Seleção tem 19 vitórias e apenas uma derrota em 20 partidas contra os Estados Unidos

A seleção brasileira faz seu último teste antes da estreia na Copa América nesta quarta-feira (12), às 20h (horário de Brasília), quando enfrenta os Estados Unidos em Orlando. Após a vitória por 3 a 2 sobre o México, no último sábado (8), Dorival Júnior deve usar força máxima em uma partida que desperta boas lembranças aos brasileiros.

E não apenas pela supremacia do Brasil no confronto. A Seleção e os EUA já se enfrentaram 20 vezes na história. São 19 vitórias brasileiras e apenas uma vitória dos norte-americanos. 

Mas o saudosismo que o confronto com os Estados Unidos desperta vai muito além dos números. A Trivela resgata abaixo quatro vitórias marcantes do Brasil sobre a seleção norte-americana.

Brasil contra os Estados Unidos

  • 20 jogos
  • 19 vitórias
  • 1 derrota
  • 43 gols marcados
  • 13 gols sofridos
  • 95% de aproveitamento
Bebeto comemora com Romário o gol da vitória sobre os Estados Unidos, na Copa de 1994 AP Photo/Eric Draper)

“Eu te amo, Romário”

Era um quatro de julho ensolarado e escaldante em San Francisco, na Califórnia. Mais de 80 mil norte-americanos se acotovelavam nas arquibancadas do Estádio Stanford para um Dia da Independência com contornos ainda mais emblemáticos. Os donos da casa tinham a chance de fazer história diante do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 1994.

E o cenário se tornou ainda mais favorável aos Estados Unidos depois que Leonardo acertou Tab Ramos com uma cotovelada no rosto e acabou expulso ainda nos minutos finais do primeiro tempo. Para piorar, o artilheiro Romário vivia uma tarde para esquecer. Empilhava e desperdiçava chances… Até que ele mudou o disco.

Em vez de definir, o Baixinho deu uma assistência perfeita para Bebeto, seu parceiro histórico. O camisa 7 enquadrou o corpo e chutou colocado, fraquinho, mas com perfeição para deslocar o goleiro e marcar o gol da classificação. Na comemoração, ele apontou para o companheiro e não mediu palavras.

— Eu te amo, Romário — festejou Bebeto.

Estreia de Neymar

Em setembro do ano passado, Neymar marcava dois gols na goleada do Brasil por 5 a 1 sobre a Bolívia e ultrapassava Pelé para se tornar o maior artilheiro da história da Seleção, com 79 gols. Mas tudo começou em 10 de agosto de 2010, contra os Estados Unidos. 

À época, Mano Menezes recém havia assumido a Seleção e decidiu convocar a dupla de promessas do Santos Paulo Henrique Ganso e Neymar. Ambos foram preteridos por Dunga na convocação para a Copa do Mundo de 2010, meses antes.

Foi ali que a história de Neymar com a camisa verde e amarela começou… Com direito a gol. À época, o atacante vestia a camisa 11 e aproveitou cruzamento de André Santos para abrir o placar de cabeça. Alexandre Pato fechou a vitória por 2 a 0.

Título em final insana

O grande jogo recente entre Brasil e Estados Unidos, porém, ocorreu um ano antes, na final da Copa das Confederações de 2009. As duas equipes já haviam se enfrentado na fase de grupos, com uma tranquila vitória brasileira por 3 a 0. Na decisão, porém, foi bem diferente.

Pois os Estados Unidos largaram em vantagem e abriram 2 a 0 com gols de Dempsey e Donovan ainda no primeiro tempo. Tudo mudou depois do intervalo. E não é força de expressão.

Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Luis Fabiano recebeu dentro da área e girou de pé direito, em um chute indefensável para Tim Howard. O Fabuloso empatou a partida 24 minutos mais tarde, ao aproveitar rebote de Robinho após cruzamento de Kaká.

Coube ao capitão Lúcio marcar o gol da virada histórica por 3 a 2 sobre os Estados Unidos e do título aos 38 do segundo tempo. Elano cobrou escanteio com perfeição, e o zagueiro subiu mais alto que a zaga para cabecear sem chances para Tim Howard.

Capitão Lúcio decidiu para o Brasil na final da Copa das Confederações sobre os EUA (IconSport)

A única derrota

Para não dizer que a Seleção é perfeita contra os Estados Unidos, listamos também a única derrota brasileira para os norte-americanos. Foi em 10 de fevereiro de 1998, pela semifinal da Copa Ouro. Na ocasião, o Brasil amassou os EUA e empilhou chances, mas parou no goleiro Kasey Keller — Romário, em especial.

Curiosamente, foi um jogador que sequer nasceu nos Estados Unidos que marcou o gol da única vitória sobre a seleção brasileira e que encerrou um jejum de 68 anos sem gols da equipe diante do Brasil. Nascido na antiga Iugoslávia, o atacante Predrag Radosavljevic, mais conhecido como Preki, anotou o gol que determinou ]a derrota brasileira por 1 a 0.

> Confira todos os jogos entre Brasil e Estados Unidos

  1. 17/08/1930 — Brasil 4 x 3 Estados Unidos — amistoso
  2. 27/05/1976 — Brasil 2 x 0 Estados Unidos — amistoso
  3. 26/02/1992 — Brasil 3 x 0 Estados Unidos — amistoso
  4. 02/08/1992 — Brasil 1 x 0 Estados Unidos — amistoso
  5. 06/06/1993 — Brasil 2 x 0 Estados Unidos — US Cup
  6. 04/07/1994 — Brasil 1 x 0 Estados Unidos — Copa do Mundo
  7. 20/07/1995 — Brasil 1 x 0 Estados Unidos — Copa América
  8. 18/01/1996 — Brasil 1 x 0 Estados Unidos — Copa Ouro
  9. 10/02/1998 — Brasil 0 x 1 Estados Unidos — Copa Ouro
  10. 28/07/1999 — Brasil 1 x 0 Estados Unidos — Copa das Confederações
  11. 03/02/2001 — Brasil 2 x 1 Estados Unidos — amistoso
  12. 21/06/2003 — Brasil 1 x 0 Estados Unidos — Copa das Confederações
  13. 23/07/2003 — Brasil 2 x 1 Estados Unidos — Copa Ouro
  14. 09/09/2007 — Brasil 4 x 2 Estados Unidos — amistoso
  15. 18/06/2009 — Brasil 3 x 0 Estados Unidos — Copa das Confederações
  16. 28/06/2009 — Brasil 3 x 2 Estados Unidos — Copa das Confederações
  17. 10/08/2010 — Brasil 2 x 0 Estados Unidos — amistoso
  18. 30/05/2012 — Brasil 4 x 1 Estados Unidos — amistoso
  19. 08/09/2015 — Brasil 4 x 1 Estados Unidos — amistoso
  20. 07/09/2018 — Brasil 2 x 0 Estados Unidos — amistoso
Foto de Eduardo Deconto

Eduardo Deconto

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.
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