Brasil

Quais reservas e estreantes aproveitaram a fraca vitória do Brasil sobre o México?

Amistoso marcado por testes termina com vitória suada, mas há boas notícias para Dorival

Não foi uma grande atuação da Seleção Brasileira frente ao México na noite deste sábado (8), no College Station. Até por isso, a vitória suada por 3 a 2 só veio nos acréscimos do segundo tempo, em um amistoso que ficou marcado pelos testes feitos por Dorival Júnior.

O técnico, em seu terceiro jogo no comando do Brasil, escalou um time completamente reserva, com direito a dois jogadores vestindo pela primeira vez a camisa amarela.

Mas alguém se salvou em um jogo fraco, sem inspiração? Além de Vinicius Júnior e Endrick, dupla que deve ser titular e saiu do banco na etapa final, teve quem se salvou na atuação brasileira e merece destaque.

Quem se destacou na vitória da seleção brasileira

Antes do relógio completar um minuto, o campo já mostrou quem mais estava querendo jogo. Com pouco segundos, Andreas Pereira já estava com a bola no pé e dando um passe para Gabriel Martinelli apenas empurrar para as redes, mas o atacante do Arsenal não alcançou a bola.

Era o início de uma boa atuação do meia, especialmente no primeiro tempo. O gol dele, aos 4, não foi por acaso. Recebendo de Sávio na meia-lua, limpou um marcador e cravou em boa finalização.

Só refletindo o ótimo 2023/24 que o jogador teve atuando na Premier League, a mais difícil liga do mundo, pelo Fulham.

Pela dificuldade do Brasil no jogo, vendo o México atacar e ficar um período considerável com a bola, o restante da atuação de Andreas foi prejudicada, sendo substituído aos 16 do segundo tempo.

Citado como garçom do primeiro gol, Savinho fez fumaça na ponta direita e foi outro destaque. Canhoto, o ponta que brilhou na última temporada pelo Girona gastou a bola sempre cortando para dentro.

Assim assistiu Andreas, mas também repetiu a jogada em outras oportunidades e foi um dos poucos escapes da Seleção nos momentos de dificuldade — o bom nível do ponta levantou a discussão sobre a titularidade na direita do ataque, hoje lugar do contestado Raphinha.

No meio-campo, Douglas Luiz ditou ritmo e foi bem na distribuição. Sempre dava opção na saída de bola e tirou o Brasil de emboscadas com passes na medida para fugir da pressão mexicana.

Alisson e os zagueiros davam emoção com passes errados próximos ao gol, mas o primeiro volante tentava trazer calma e teve um índice quase perfeito no acerto dos toques (96%, acertou 44 passes de 45 tentados).

Quem não aproveitou?

Um time que nunca jogou junto, com um claro desentrosamento, mostrou vários problemas coletivos, o que impactou no desempenho individual de vários atletas.

O centroavante Evanilson, no primeiro jogo pela seleção Canarinho, praticamente não tocou na bola, não teve um chute sequer contra a meta rival e não conseguiu jogar como joga no Porto.

Outro estreante do dia, o volante Éderson, engrenagem da Atalanta campeã da Liga Europa, foi outro que sofreu. Foram alguns erros individuais no passe, não comuns do jogador ex-Fortaleza, Corinthians e Cruzeiro, o que pareceu nervosismo.

Yan Couto, outro do Girona, teve um dia de altos e baixos. Começou o jogo mal, sofreu um cartão amarelo bobo em uma solada e quase entregou um gol ao México ao salvar uma bola pela linha de fundo.

No 2º tempo, Dorival firmou o lateral para jogar por dentro, entre o zagueiro e o lateral rival. E ali o atleta do grupo City se destacou com uma boa assistência para Gabriel Martinelli após limpar um marcador.

Porém, o gol do México vem em cima dele, parecendo, pelas imagens, que foi contra – o árbitro deu para Julián Quiñones.

A jogada do tento sofrido pelo Brasil também escancarou o jogo abaixo de Guilherme Arana, mal na marcação, pouco acionado no ataque e muito preso a saída de bola junto dos zagueiros.

Nem o segundo gol fez Martinelli ter uma grande atual, reforçando seu momento no Arsenal. Já Bremer e Militão foram discretos, alguns momentos vacilando na saída.

Titulares entraram com tudo no segundo tempo

Foi outro jogo após a entrada de Vinicius Júnior, com 17 minutos para o fim. O atacante entrou como joga pelo Real Madrid, como liberdade por dentro, e colocou velocidade, impôs dribles e teve boas associações com Endrick, outro vindo do banco na etapa final.

Veio de Vini o levantamento na área que salvou o Brasil de um empate no fim. Endrick desviou de cabeça e praticamente sacramentou que deve ser titular com a Amarelinha.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius é nascido e criado em São Paulo e jornalista formado pela Universidade Paulista (UNIP). Escreveu sobre futebol nacional e internacional no Yahoo e na Premier League Brasil, além de eSports no The Clutch. Além disso, atuou como assessor de imprensa no setor público e privado.
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