Copa América 2024

Guilherme Arana responde sobre interesse do PSG e diz se fica no Atlético-MG

Na Seleção, lateral-esquerdo também fala sobre disputa com Wendell por titularidade

A convocação para defender a seleção brasileira na Copa América serve como uma espécie de reparação histórica para Guilherme Arana, após ficar fora da Copa do Mundo de 2022 devido a uma grave lesão. E o lateral-esquerdo sabem bem disso. Tanto que ele evita pensar em outra coisa que não seja vestir a camisa do Brasil sob o comando de Dorival Júnior na competição.

E isso vale até mesmo quando o assunto é um possível interesse do PSG em sua contratação. Em entrevista coletiva pela Seleção nesta segunda-feira (10), Arana usou poucas palavras para negar que tenha recebido sondagem do clube francês. Segundo o lateral, o foco é total no período de preparação pelo Brasil e no Atlético-MG.

“Sinceramente, eu vi algumas notícias, mas até o momento não chegou nada. Sempre foi um sonho jogar no futebol europeu. Tive uma passagem lá não tão boa. Mas me serviu de aprendizado. Estou bem tranquilo. Muito feliz no Atlético. Estou 100% focado no meu trabalho. Deixo propostas e interesses aos meus empresários e à minha família. Estou bem focado aqui”. (Guilherme Arana)

A felicidade pelo Galo é comprovada em atitudes e desempenho. Além de viver o seu melhor momento desde a lesão que o tirou da Copa do Catar, o lateral-esquerdo renovou seu contrato com o clube recentemente, no final do ano passado. O vínculo do jogador com o Atlético-MG vai até o final de 2027.

“Tive uma lesão muito grave. Quando tem lesão como essa, passa diversas coisas na cabeça. Você pensa que pode não voltar ao alto nível. Criei muitas dúvidas. Mas sempre tive família e uma estrutura muito boa. Felizmente, consegui primeiro voltar ao meu alto nível no meu clube. Depois, representar o meu país”. (Arana)

Disputa pela titularidade na Seleção

Arana foi titular da Seleção na vitória por 3 a 2 sobre o México, no último sábado (8), no primeiro teste antes da disputa da Copa América. O lateral teve atuação discreta, mais preso à linha defensiva e sofreu com as investidas do México para o seu setor.

Como o planejamento de Dorival é rodar o elenco e usar todos os 26 jogadores até o fim da primeira fase da Copa América, a tendência é de que Wendell seja o titular no amistoso contra os Estados Unidos, nesta quarta-feira (12).

— Aqui na Seleção já conheci diversos: Alex Telles, Alex Sandro, Wendell agora… São caras sensacionais e super gente boa. Procuram sempre ajudar. Isso é muito importante. Claro que eu quero jogar, mas estamos trabalhando, e quando sai do campo todo mundo é amigo e se abraça. Todo mundo vai vencer ou perder junto. (O Wendell é) Um cara que tem muita qualidade. A gente não teve tempo de observar um ao outro. Os treinamentos foram mais tranquilos. Não posso falar muito das características dele. Mas se está aqui, é porque merece — disse o lateral.

“É uma disputa sadia. Todo mundo quer seu espaço. Tem essa irmandade fora de campo. Todo mundo se respeita. Mas estamos aqui para elevar o nível da Seleção. Todos têm que estar bem preparados”. (Arana)

Os amistosos do Brasil antes da Copa América

Após vencer o México por 3 a 2 em amistoso no último sábado (8), no Texas, o Brasil terá pela frente os Estados Unidos nesta quarta-feira (12), às 20h (horário de Brasília), em Orlando, no último amistoso antes da Copa América. O período de preparação em Orlando vai até o dia 20 de junho, quando a Seleção embarca rumo a Los Angeles para a estreia.

Quando o Brasil estreia na Copa América?

O Brasil faz a sua estreia no Grupo D da Copa América em 24 de junho, contra a Costa Rica, no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia. Depois, a Seleção enfrenta o Paraguai no dia 28, no Allegiant Stadium, em Las Vegas, e encerra a participação na chave contra a Colômbia, em 2 de julho, no Levi’s Stadium, em Santa Clara.

Foto de Eduardo Deconto

Eduardo Deconto

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.
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