Copa América 2024

Venezuela reforça nova era com vitória sobre Equador, marcada por voadora de Valencia

O selecionado venezuelano foi atrás e saiu na frente em um grupo bem difícil na Copa América 2024

Dá para dizer que é uma nova Venezuela neste ciclo pós-Copa do Mundo de 2022. O melhor exemplo veio neste sábado (22), com a vitória de virada sobre o Equador pela 1ª rodada do grupo B da Copa América 2024.

A partida no Levi’s Stadium representou um grande desafio para um selecionado que vem em crescente sob comando de Fernando Batista, no cargo desde março de 2023.

Nesse período, a Vinotinto só perdeu três em 14 partidas, está em quarto nas Eliminatórias para Copa de 2026 (na frente do Brasil, que só empatou com os venezuelanos) e, agora, venceu La Tri por 2 a 1.

É um time que tem uma boa mescla de atletas entre os 25 e 30 anos, entre referências técnicas na Europa e no futebol brasileiro, como Yeferson Soteldo e Nahuel Ferraresi.

Sob a batuta desses caras comandou a virada contra aquele que é um dos principais selecionados do continente, normalmente considerado a segunda prateleira só atrás de Brasil, Argentina e Uruguai.

Grupo B da Copa América é complexo

A vitória venezuelana aumenta as chances de uma classificação para as oitavas de final em um grupo bem difícil e imprevisível.

Além da dupla que acabou de jogar, estão México e Jamaica. Basicamente, os quatro países podem avançar por não ter um favorito muito claro.

Pela fase dos rivais do Concacaf, óbvio que a dupla da América do Sul é favorita para avançar, mas vai saber o que os mexicanos podem aprontar, além dos jamaicanos contarem com muitos atletas do futebol inglês.

Jogo fica marcado por voadora de Valencia e bom segundo tempo da Venezuela

Era apenas 16 no relógio e lá estava Enner Valencia dando uma voadora no peito de José Martínez. Foi um lance sem querer, tentando pegar o rebote de uma defesaça de Romo após chute de Kendry Páez.

Com ajuda do VAR, Wilmar Roldan expulsou o atacante do Internacional.

Esse um a mais, apesar de não ter o impacto inicial, pesou para a Venezuela virar o jogo no segundo tempo. Com trocas de Batista, voltou ainda mais com a bola, vendo um adversário querendo só se defender.

Não deu outra: o empate veio antes dos 20. Com uma ajuda do gandula, a Vinotinto bateu lateral rápido, onde o experiente Salomón Rondón fez um pivô perfeito para Jhonder Cádiz cravar.

Rondón brilhou de novo pouco depois, em peixinho que obrigou Alexander Domínguez espalmar nos pés de Eduard Bello, autor do gol da vitória.

Equador aproveitou pouca efetividade adversária no 1º tempo

A expulsão de Valencia freou o bom início do Equador. O time de Félix Sánchez era consciente do que fazer com a bola, tinha mais qualidade técnica e tocava a bola com qualidade.

Romo trabalhou pela primeira vez, em dois tempos, em jogada rápida de John Yeboah por dentro e finalizada na entrada da área.

No entanto, com um a menos, tudo mudou. A Venezuela começou a atacar como não fazia antes. Em escanteio, quase Yordan Osorio fez ao desvir com o joelho e Domínguez defender no susto.

Darwin Machis também tentou, em duas oportunidades bem parecidas após sobras da defesa, mas em ambas mandou a bola por cima do gol.

O selecionado equatoriano viu que não precisava apenas se retrancar. Páez mostrou isso em um contra-ataque mal finalizado aos 35.

Menos de quatro minutos depois veio o gol que inaugurou o placar, em batida linda de Jeremy Sarmiento em quando a defesa afastou muito mal uma falta cobrada na área.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
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