Copa América 2024

Como a Seleção se prepara para enfrentar campos menores na Copa América

Gramados da competição terão dimensões 20 m² menores do que os da Copa do Mundo

A seleção brasileira vive os últimos sete dias de preparação para a estreia na Copa América, na próxima segunda-feira (24), às 22h (horário de Brasília), contra a Costa Rica, em Los Angeles. Além de definir a escalação titular e ajustar algumas mecânicas, Dorival Júnior trabalha para adaptar o Brasil aos campos menores que o aguardam na competição.

Na Copa América, os gramados terão 100 metros de comprimento por 64 metros de largura. Eles serão cinco metros mais curtos e quatro metros mais estreitos do que o habitual em outras competições espalhadas pelo mundo, representando 20 m² a menos. Na Copa do Mundo, as dimensões são de 105 m por 68 m.

— (Estamos) tentando adaptação rápida às dimensões do campo, um pouco menor tanto na horizontal quanto na vertical. Iremos enfrentar muitos adversários que irão se fechar, como os Estados Unidos. Precisamos de mobilidade e troca de passes com mais velocidade — afirma Dorival Júnior.

Por que a Copa América terá campos menores?

O motivo para os gramados serem menores é que 11 dos 14 estádios que serão sede das partidas costumam ser palcos de jogos da NFL, a liga de futebol americano dos Estados Unidos. Muitos destes estádios não têm espaço suficiente para ampliar a dimensão de seus campos.

Mesmo com dimensões reduzidas, os gramados, claro, estão dentro das normas da Fifa. A entidade permite que os gramados para jogos oficiais internacionais tenham entre 100 m e 110 m de comprimento e 64 m e 75 m de largura.

SoFi Stadium, em Inglewood, receberá a estreia da Seleção (Foto: Icon Sport)

Como a Seleção se prepara para os campos menores?

As dimensões mais reduzidas dos campos na Copa América são uma preocupação da comissão técnica e da diretoria da Seleção desde o início do período de preparação nos Estados Unidos. A avaliação é de que os campos menores dificultam o estilo de jogo do Brasil, mais propositivo e de valorização da posse de bola.

A seleção brasileira, inclusive, sofreu com isso nos dois amistosos de preparação para a competição. O Brasil venceu o México por 3 a 2 e depois empatou por 1 a 1 com os Estados Unidos.

— Acho que a gente vai ter que dosar um pouquinho a força nos lançamentos mais longos, vai estar mais apertado quando receber a bola, vai ter menos espaço. A gente tem que se adaptar. Por a gente ter um pouco mais de qualidade, ter muito a bola, dificulta um pouquinho — analisa o lateral-esquerdo Wendell.

Dorival Júnior tenta acelerar a adaptação no dia a dia de treinamentos na Flórida. A comissão técnica prioriza os trabalhos em campo reduzido, com aumento gradativo do espaço durante a atividade.

O foco está em executar os movimentos de forma mais rápida tanto para tentar abrir corredores em defesas que estarão ainda mais fechadas, quanto para evitar riscos na saída de bola. Há um cuidado especial para dosar a força em lançamentos e para evitar faltas perto da área.

— Muda muito. Influencia na saída de bola, na bola parada que chega muito mais rápido. São adaptações que todas as seleções têm que fazer. Temos que estar preparados para encontrar soluções em campo ainda mais curto. A pressão também é maior. São situações que já viemos trabalhando com o professor Dorival — afirma o goleiro Rafael.

Campo menor chama atenção em jogo do grupo da Argentina

Durante o duelo entre Chile e Peru nesta sexta-feira (21), o tamanho do campo do AT&T Stadium, em Arlington, no Texas, chamou bastante atenção. O círculo central parecia muito perto da grande área, com uma diferença ainda menor do que a aparente no jogo entre Argentina e Canadá, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, que abriu o torneio na quinta-feira (20).

Os jogos do Brasil na Copa América

  • Brasil x Costa Rica — segunda-feira, 24 de junho, às 22h (horário de Brasília) — Los Angeles
  • Brasil x Paraguai — sexta-feira, 28 de junho, às 22h (horário de Brasília) — Las Vegas
  • Brasil x Colômbia — terça-feira, 2 de julho, às 22h (horário de Brasília) — Santa Clara
Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.
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