Mundial de Clubes

John Kennedy e Julian Álvarez são os nomes do futuro e os talismãs do presente de Fluminense e Manchester City

Joias de Fluminense e Manchester City, jovens atacantes não são titulares absolutos, mas podem alcançar marcas incríveis no Mundial de Clubes

O dia que parecia impossível chegou. Fluminense e Manchester City se enfrentam na final do Mundial de Clubes nesta sexta (22), às 15h (de Brasília), com muitos duelos especiais. Um deles é de joias decisivas. Se John Kennedy se mostrou um predestinado do lado tricolor, os Citizens contam com Julián Álvarez, um jovem de muitas conquistas.

Man City
22/12/23 - 15:00

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Fluminense

Man City - Fluminense

FIFA Club Copa do Mundo - King Abdullah Sports City

1° Turno

Ambos têm possibilidade de começar jogando, mas Fernando Diniz e Pep Guardiola não divulgaram mais informações. Nas semifinais, os dois começaram no banco, e de lá saíram, como de costume. O camisa 9 do Flu deixou o dele e garantiu sua equipe na decisão. O argentino, por outro lado, passou em branco, mas tem um currículo e tanto no futebol.

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Dois anos mais velho, Álvarez deixou o River Plate, que o formou, em 2022. Ele foi vendido antes, mas passou mais tempo no Monumental de Núñez por empréstimo. O suficiente para colocar seu nome na história do clube.

No Fluminense, John Kennedy já pode se gabar de ser “ídolo dessa porra aos 21 anos”. O atacante marcou o gol que tirou da garganta dos tricolores o grito entalado de campeão da Libertadores. Inesquecível.

John Kennedy pode alcançar marca absurda e aumentar idolatria no Fluminense

A trajetória de John Kennedy já ficou conhecida em 2023. O jovem viveu problemas extracampo, foi emprestado, voltou e completou sua mudança da água para o vinho ao virar herói do título da Libertadores do Fluminense.

Embora conviva com um artilheiro do quilate de Germán Cano, o “Urso” também tem números assombrosos para chamar de seus. Ele voltou a ser utilizado por Fernando Diniz no mata-mata da Libertadores, e de lá para cá, virou o jogador mais decisivo do Flu.

JK simplesmente marcou em todas as fases decisivas desde então. Oitavas contra o Argentinos Juniors, quartas contra o Olimpia nas duas pernas, semifinal contra o Internacional e na decisão contra o Boca Juniors. A marca aumentou na Arábia Saudita, onde balançou as redes na semi contra o Al Ahly, do Egito. Um furacão.

— John Kennedy é um jogador certamente com muito potencial, de ser brilhante. Brilhante mesmo, de jogar em seleção brasileira, de decidir Libertadores, de decidir Copa do Mundo — opinou Fernando Diniz após a classificação à final do Mundial de Clubes.

 

Já herói do título da Libertadores, o céu é o limite para John Kennedy caso marque um gol na final do Mundial de Clubes. Em caso de título do Fluminense, seu lugar na galeria de ídolos do clube certamente será o de pouquíssimos. Ou nenhum.

Julián Álvarez pode se tornar raro ‘campeão de tudo' no Mundial de Clubes

De Libertadores e Copa do Mundo, Julián Álvarez entende bem. Aos 23 anos, ele já tem os dois títulos em sua galeria. Se vencer o Mundial de Clubes pelo Manchester City, o argentino simplesmente pode virar um raro “campeão de tudo”.

Nas esferas nacionais, o atacante já fez a festa. Campeão argentino e inglês, e das respectivas copas de seus países, além de uma Supercopa na Argentina. Já em títulos internacionais por clubes, mais ainda: Libertadores, Champions League, Recopa Sul-Americana e Supercopa da Europa.

Pela seleção de seu país, Álvarez era parte do grupo que fez história na Copa do Mundo do Qatar em 2022. E ainda conquistou uma Copa América e uma Copa dos Campeões Conmebol-UEFA, uma novidade. Por River Plate, Manchester City e Argentina, falta apenas um título de primeiro escalão: o Mundial de Clubes.

Só brasileiros conquistaram Mundial, Libertadores, Champions e Copa do Mundo

Apenas brasileiros conseguiram conquistar Mundial de Clubes, Libertadores, Champions League e Copa do Mundo. Dida e Cafu são os únicos. Álvarez pode se unir ao seletíssimo grupo.

Dida faturou dois Mundiais de Clubes, pelo Corinthians, em 2000, e pelo Milan, em 2007. Além disso, conquistou também a Liga dos Campeões em duas oportunidades com o time italiano, em 2003 e 2007. A Copa do Mundo veio com o pentacampeonato do Brasil em 2002, e a Libertadores pelo Cruzeiro, em 1997.

Já Cafu é o maior campeão da lista. O lateral-direito conquistou duas Libertadores pelo São Paulo em 1992 e 1993, acompanhado de seus dois primeiros Mundiais de Clubes em 1992 e 1993. Ele ainda faturaria o terceiro Mundial em 2007, quando venceu a Liga dos Campeões pelo Milan. As conquistas italianas vieram depois de ser o capitão do penta do Brasil na Copa do Mundo de 2002. Uma lenda.

Julián Álvarez conquistou a Libertadores pelo River Plate em 2018, a Copa do Mundo pela Argentina em 2022 e a Champions League em 2023. Se vencer o Mundial, será o primeiro argentino e fará companhia a Dida e Cafu no Olimpo do futebol mundial.

Foto de Caio Blois

Caio Blois

Caio Blois nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e se formou em Jornalismo na UFRJ em 2017. É pós-graduado em Comunicação e cursa mestrado em Gestão do Desporto na Universidade de Lisboa. Antes de escrever para Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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