Libertadores

Fluminense ganha poder de fogo com John Kennedy em Dinizismo versão Libertadores

As táticas de Fernando Diniz com o Fluminense na Libertadores têm beneficiado John Kennedy e te mostramos como

O Fluminense chegou às semifinais da Libertadores de um jeito bem diferente do que encantou o Brasil no início de 2023. Conhecido por reunir mais jogadores em volta da bola para criar superioridade numérica em setores do campo, o Tricolor foi ainda mais ofensivo, com quatro atacantes. E com John Kennedy ao lado de Cano no ataque, o Flu ganhou poder de fogo.

O camisa 9 pedia passagem por uma vaga no time titular e não decepcionou. São quatro gols e uma assistência nos últimos seis jogos, o que já lhe colocou como vice-artilheiro do Fluminense em 2023, com sete bolas na rede.

— Foi um noite mais do que especial. Inédita. Fazer um gol e abrir a vitória do elenco, algo tão importante para nós. Estou muito feliz. A sensação é inexplicável. Hoje foi o John de Deus — disse John Kennedy após a vitória sobre o Olimpia, no Paraguai.

Por muito tempo, o Flu acabou dependendo muito de Germán Cano para balançar as redes. Também, pudera. Desde que chegou ao clube, em janeiro de 2022, o argentino fez 77 gols em 116 jogos. Em 2023, são 33, de longe a melhor marca do futebol brasileiro. Artilheiro do Campeonato Carioca e da Libertadores, ele é o quarto na artilharia do Campeonato Brasileiro, com sete bolas na rede.

Durante a temporada, entretanto, com Arias e Ganso com números tímidos de gols, o Tricolor teve em Nino e Samuel Xavier seus artilheiros improváveis. O zagueiro da Seleção, com cinco gols, e o lateral-direito, com quatro, vivem suas temporadas mais artilheiras. Mas as estatísticas denunciavam certa falta de agressividade no ataque.

Fluminense tem seis vitórias seguidas com dupla JK & Cano

Mas não foi só John Kennedy que fez o Fluminense melhorar. Com um companheiro ao seu lado pelo meio, Germán Cano também vive grande fase. O argentino já tem cinco gols nos últimos cinco jogos. E o Tricolor não perdeu.

São seis jogos e seis vitórias desde que Fernando Diniz passou a utilizar a dupla JK & Cano por dentro no time titular. Com eles em campo, o Flu venceu Palmeiras, Argentinos Juniors, América-MG, Fortaleza e Olimpia (por duas vezes).

Nestas partidas, foram 13 gols marcados, média de mais de 2 por jogo. E se parece ainda mais ofensivo, o Fluminense também ostenta bons números defensivos, com apenas três gols sofridos no recorte.

Diniz terá dúvidas no Fluminense após voltar da Seleção

Classificado às semifinais da Libertadores, o Fluminense recuperou suas peças, e, quando o técnico Fernando Diniz voltar da Seleção Brasileira, escalar o time gerará uma “dor de cabeça boa” no treinador.

Enquanto se prepara para estrear pela Seleção nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 contra a Bolívia, nesta sexta (8), às 21h45 (de Brasília), Diniz tem boas notícias no Fluminense, que tem Marcão como comandante durante a pausa para a Data Fifa.

A começar pelo retorno do volante Alexsander, que, polivalente, pode atuar em várias posições no meio de campo e na lateral-esquerda — o jogador voltou bem de contusão e foi convocado à seleção olímpica. Com o camisa 5 saudável, Lima pode voltar a atuar em sua posição de origem, a ponta direita, onde foi bem no segundo tempo da vitória sobre o Olimpia.

Além deles, os reforços também encorparam o elenco. Marlon, Diogo Barbosa, Daniel e Leo Fernández vem sendo bastante utilizados e dão nova dimensão ao time, que enfrenta o Internacional nas semifinais da Libertadores em 27/09 e 04/10 (duas quartas-feiras).

 

Foto de Caio Blois

Caio Blois

Caio Blois nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e se formou em Jornalismo na UFRJ em 2017. É pós-graduado em Comunicação e cursa mestrado em Gestão do Desporto na Universidade de Lisboa. Antes de escrever para Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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