Libertadores

Fluminense recupera peças e Diniz terá dúvidas quando voltar da Seleção

Volta de Alexsander faz Fluminense reacertar peças, e Fernando Diniz ganha alternativas para escalar o time às vésperas de decisão na Libertadores

Se passou por um momento de incertezas em 2023, o Fluminense chega à setembro com muitos motivos para comemorar. Classificado às semifinais da Libertadores, o Tricolor recuperou suas peças, e, quando o técnico Fernando Diniz voltar da Seleção Brasileira, escalar o time gerará uma “dor de cabeça boa” no treinador.

A começar pelo retorno de Alexsander, totalmente recuperado de grave lesão muscular e convocado à seleção olímpica, o Flu tem um elenco com mais alternativas neste segundo semestre. O camisa 5 ficou mais de 100 dias fora de combate, mas voltou em um momento de decisão e deu conta do recado. Em sua ausência, Martinelli cresceu de produção, e o clube ainda se reforçou com a contratação de Daniel.

As novas opções no meio-campo devem fazer Lima voltar à sua posição original, como meia ofensivo ou pelas pontas. Foi assim que o camisa 45 retornou ao time no segundo tempo da vitória sobre o Olimpia, no Paraguai, pela Libertadores, e não à toa, o jogador subiu de produção.

— Na época do Ceará também atuei como segundo volante, também falei com o Fernando Diniz quando cheguei que poderia fazer várias funções, sem problema. Acho normal a torcida pegar no pé, faz parte. É dar sequência, entrar bem e ajudar o clube. Jogo de ponta, é minha posição original, mas por mim, tanto faz — declarou Lima, na zona mista, após a vitória no Defensores del Chaco.

Retorno de Alexsander e Lima na ponta são ótimas notícias para Fernando Diniz no Fluminense (Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC)
Retorno de Alexsander e Lima na ponta são ótimas notícias para Fernando Diniz no Fluminense (Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC)

Lima, inclusive, é a síntese do que tem sido o Fluminense nos últimos meses. Elogiado no começo do ano por sua versatilidade, o meia era pedido como titular pelo torcedor durante fase irregular de Keno. Jogador de linha mais utilizado por Fernando Diniz, ele vê o bom momento da mesma forma que a má fase recente: como fases normais do processo.

— Começamos o ano bem, é normal ter algumas quedas de produção. A gente entende o torcedor, é movido pela paixão, mas estamos sempre trabalhando para melhorar. Eu jogo onde precisar, vou me doar ao máximo sempre — declarou.

Reforçada, defesa do Fluminense ganha corpo e preserva veteranos

O Fluminense também recebeu reforços na defesa, onde Marlon e Diogo Barbosa chegaram para o segundo semestre.

Cria de Xerém, o camisa 4 é pedido pelo torcedor no time titular mas enfrenta forte concorrência. Nino, hoje na Seleção, e Felipe Melo, em boa fase, formam zaga sólida e têm ótimos números atuando juntos desde 2022.

Na lateral-esquerda, por outro lado, Diogo tem recebido mais chances por conta das ausências de Marcelo. O camisa 12, grande reforço do Fluminense para a temporada, estava suspenso na Libertadores e sofre com seguidas lesões musculares nos últimos meses, o que é encarado com tranquilidade internamente pela idade avançada (35 anos) e a readaptação ao futebol brasileiro.

O bom momento do reserva faz com que, nas redes sociais, alguns torcedores até cogitem que o jogador, contratado sob críticas, tome o lugar do ídolo no time titular.

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Fluminense ganha poder de fogo com John Kennedy no ataque

Outro setor do time que se favorece das muitas opções é o ataque. Grande aposta de Fernando Diniz na Libertadores, John Kennedy vive ótima fase e já é o vice-artilheiro da equipe na temporada, com sete gols, quatro deles nos últimos seis jogos.

Com John Kennedy e Cano juntos, Fluminense venceu os últimos seis jogos (Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC)
Com John Kennedy e Cano juntos, Fluminense venceu os últimos seis jogos (Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC)

O camisa 9 parece ser a solução para a falta de poder de fogo do Tricolor, que sofria nos raros momentos em que Germán Cano, que já fez 33 gols nesta temporada, não balança as redes.

Com John Kennedy e Germán Cano juntos em campo, o Fluminense acumula seis vitórias seguidas, contra Palmeiras, Argentinos Juniors, América-MG, Olimpia (duas vezes) e Fortaleza. Nestas partidas, a equipe marcou 13 gols e sofreu apenas três.

Foto de Caio Blois

Caio BloisSetorista

Jornalista pela UFRJ, pós-graduado em Comunicação pela Universidad de Navarra-ESP e mestre em Gestão do Desporto pela Universidade de Lisboa-POR. Antes da Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.

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