Libertadores

Fluminense tem dificuldades com titulares, mas banco oferece opções para a Libertadores

Sem Alexsander e com Lima em má fase, Daniel e Martinelli aproveitam chances e viram armas para o Fluminense na Libertadores

Às vésperas do jogo mais importante do ano até aqui, o Fluminense segue com dificuldades com a equipe titular. Ainda sem Alexsander, que está sem ritmo de jogo, o Tricolor vem repetindo o mesmo formato no início das partidas, mas sem respostas positivas, é o banco de reservas que tem resolvido os jogos. Armas importantes para a Libertadores.

John Kennedy é o jogador mais efetivo do ataque do Flu nas últimas partidas. Ele participou de cinco dos últimos sete gols da equipe enquanto esteve em campo — suspenso, o atacante não jogou na derrota para o Grêmio por 2 a 1.

Por outro lado, o jogador de linha mais utilizado na temporada, Lima, começou o ano como reserva, mas virou titular em função das lesões e suspensões da equipe, e já disputou 44 partidas em 2023. Antes exaltado pela torcida, o meia não vive bom momento e não teve boas atuações nos últimos jogos.

O camisa 45 vem sendo vaiado em diversas partidas, mas é mantido por Fernando Diniz na equipe. Com todos à disposição e em 100% de suas capacidades físicas, o titular da posição é Alexsander. Sem ele, entretanto, o banco de reservas tem dado respostas mais efetivas que o time que começa as partidas.

Uma mudança tática de Diniz tem afetado a equipe. Quando enfrenta times com blocos de defesa mais baixos, o treinador passou a espalhar atacantes no último terço.

Assim, entretanto, passa a ter menos jogadores em volta da bola, um dos motivos para as melhores atuações e jogadas do Fluminense em 2023. O time se afastou um pouco do que se convencionou chamar de “Dinizismo”, mas não encontrou uma eficiência maior com a perda de essência.

Daniel e Martinelli crescem no meio campo

Enquanto a má fase de Lima segue, dois outros jogadores aproveitam.

Daniel foi titular na ausência de Lima por suspensão contra o Grêmio. O Fluminense fez um primeiro tempo melhor do que os últimos jogos, embora tenha saído com a derrota ao fim do jogo.

O moleque de Xerém, que retornou ao clube após passagem pelo Bahia, teve boa atuação. O meia também deu assistência importante para John Kennedy na vitória sobre o Argentinos Juniors pelas oitavas de final da Libertadores.

Além dele, Martinelli também vem em crescente. Criticado há alguns jogos, ele balançou as redes contra o Internacional e tem entrado bem. Não à toa, foi elogiado por Fernando Diniz após a vitória de virada sobre o América-MG.

— A escolha pelo Martinelli foi para ser mais profundo, ter mais gente no ataque, cuidar da bola aérea deles e não ficar tão desprotegido. Conseguimos ter um poder ofensivo maior e, ao mesmo tempo, não ficar com o sistema defensivo enfraquecido. A minha maior preocupação contra o América-MG foi o contra-ataque e bola aérea, e o Martinelli tem a bola aérea muito boa — destacou o treinador.

Desempenho cresce com André na zaga

Outra modificação que não chega a ser novidade é a saída de um dos zagueiros para a entrada de um meia ou um atacante. Assim, André é deslocado para a zaga, e o Fluminense costuma obter êxito.

A mexida só acontece em situações de jogo — o volante não iniciou nenhuma partida como zagueiro —, mas o Tricolor têm tido bom desempenho em campo.

Um levantamento feito pelo perfil Flupédia nas redes sociais mostrou que o Flu se beneficia quando André vai para a zaga e o time ganha mais alternativas de ataque.

Fluminense na Libertadores 2023

Fluminense no Brasileirão 2023

  • 4ª colocação após 20 jogos disputados
  • 56% de aproveitamento até o momento
  • 34 pontos conquistados com 10 vitórias, 4 empates e 6 derrotas
Foto de Caio Blois

Caio Blois

Jornalista pela UFRJ, pós-graduado em Comunicação pela Universidad de Navarra-ESP e mestre em Gestão do Desporto pela Universidade de Lisboa-POR. Antes da Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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