Libertadores

Fluminense mostra Dinizismo versão Libertadores e cresce de produção no mata-mata

O Fluminense não só venceu o Olimpia por 2 a 0 como também convenceu os mais de 64 mil torcedores presentes ao Maracanã. Depois de uma fase ruim, o Dinizismo mostrou sua “versão Libertadores“, e voltou a crescer de produção em um bom momento: o mata-mata da competição.

A outra face do time comandado por Fernando Diniz já vinha aparecendo nas últimas partidas. Em um confronto contra um adversário que jogou sempre com o time todo atrás da linha da bola, o Tricolor teve força e agressividade no ataque.

Muito pela entrada de John Kennedy, que forçou as jogadas por dentro ao lado de Germán Cano e teve boa atuação. O camisa 9, que vive ótimo momento, foi uma opção tanto no pivô como nos deslocamentos curtos, criando situações mesmo quando os espaços se fechavam.

— John Kennedy é um jogador que se movimenta muito bem. Ele tem o raciocínio rápido, e nós conseguimos trocar bem de posição, nos movimentamos muito juntos para abrir espaços — destacou Cano, que viu Diniz concordar com sua avaliação.

— São duas coisas: momento positivo que o John já vinha vivendo e somado a isso o plano tático se encaixava melhor com a presença dele — disse o técnico.

A estratégia de Diniz surpreendeu o técnico adversário, Francisco Arce, que admitiu a superioridade do Fluminense no Maracanã, mas espera que a história seja diferente no Paraguai.

— Nos preparamos para trabalhar o jogo como fizemos, eles mudaram o sistema e começamos de uma forma diferente. Quando recebemos a escalação do Fluminense tivemos que mudar. O Fluminense é um grande rival, um dos melhores times do Brasil e tem na atualidade o melhor técnico do Brasil. Os jogadores não tem que se questionar de nada que fizeram. Nos resta fazer com eles o que nos fizeram sofrer no campo, porque temos nossas qualidade e tenho certeza que no Paraguai será outra história.

Fluminense
24/08/23 - 21:30

Finalizado

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Olimpia Asuncion

Fluminense - Olimpia Asuncion

Copa Libertadores - Maracana

3rd Turno

Fluminense mostra alternativa de jogo posicional ao Dinizismo

Já em alguns dos últimos jogos que o Fluminense mostra uma faceta diferente do Dinizismo. Em vez de reunir os jogadores em torno da bola para criar superioridade numérica em alguns setores do campo, o Tricolor teve alternativas mais próximas ao jogo de posição.

Cano comemora gol do Fluminense contra o Olimpia (Foto: Icon Sport)
Cano comemora gol do Fluminense contra o Olimpia (Foto: Icon Sport)

Com Arias e Keno bem abertos nas pontas e Cano e John Kennedy por dentro, o Flu tentava abrir o ferrolho do Olimpia espalhando seus atacantes na última linha. Se contra outros adversários a estratégia demorou a funcionar, desta vez, o time respondeu bem.

— Atacar em torno da bola não é a única forma de a gente jogar. Contra o América-MG, o segundo tempo foi igualzinho como hoje. Teve o jogo contra o Volta Redonda, o segundo jogo da semifinal no Maracanã, onde tivemos os pontas abertos. A gente padronizou que se o time abaixa as linhas, temos que ter pontas abertos. Para hoje, pensamos em deixar os pontas alargando a última linha deles — concordou Diniz, ao ser questionado sobre a ideia de jogo.

Por outro lado, Diniz também deu seu toque à alternativa tática. Embora o time estivesse com um sistema de ataque diferente, o treinador preferiu exaltar a construção independente do posicionamento da equipe.

— Isso foi só um detalhe do que foi o jogo. A quantidade de movimentos que o time fez para achar os pontas foi o que fizemos de melhor. Fomos muito aplicados na parte tática. Só criamos pela solidariedade do jogo de construção — opinou.

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Torcida faz festa histórica e Flu mantém invencibilidade

Fora de campo, o Fluminense foi até melhor do que dentro das quatro linhas. Nas arquibancadas, os 64.047 torcedores presentes promoveram um espetáculo, com um lindo mosaico e cantos que fizeram o Maracanã pulsar por 90 minutos.

— Eu queria agradecer à torcida do Fluminense, deu um show, estádio estava maravilhoso, talvez foi o dia em que a torcida deu o maior espetáculo, estádio esteticamente lindo com as cores do Fluminense, todo mundo passando uma energia sensacional. Melhor do que o Keno foi só a torcida hoje — brincou Diniz após o jogo.

O Tricolor segue com invencibilidade em casa nesta edição da Libertadores — são quatro vitórias e um empate no Rio de Janeiro. Na verdade, o Flu não perde desde 1985 quando joga com torcida no Maracanã pela competição. E com o público acima de 60 mil, não perde no Maior do Mundo desde 1991.

Fluminense na Libertadores 2023

Foto de Caio Blois

Caio BloisSetorista

Jornalista pela UFRJ, pós-graduado em Comunicação pela Universidad de Navarra-ESP e mestre em Gestão do Desporto pela Universidade de Lisboa-POR. Antes da Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.

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