Copa América

Uruguai teve outra atuação intensa e a vitória sobre o Paraguai rendeu a vice-liderança

Com uma formação mais leve, o Uruguai criou bem mais chances e poderia ter construído um placar maior

O Uruguai levou um tempo para engrenar na Copa América, mas fez duas boas atuações para encerrar o Grupo A em alta. A Celeste já tinha amassado a Bolívia e desta vez ganhou do Paraguai com autoridade. O triunfo por 1 a 0, de novo, não retrata tão bem o volume de jogo da Celeste e o número de oportunidades criadas no Estádio Nilton Santos – apesar de alguns sustos em bolas alçadas pelos paraguaios. De qualquer maneira, os charruas confirmam a vice-liderança na chave e prometem um bom desempenho nos mata-matas. Nas quartas de final, a equipe de Óscar Tabárez terá uma pedreira pela frente diante da Colômbia.

O Uruguai acumularia as primeiras chances do jogo. Edinson Cavani mandou uma cabeçada perigosa para fora, antes de Arrascaeta acertar o lado externo da rede com menos de cinco minutos. O meia ainda voltaria a ameaçar e triscaria a trave, num chute em que o goleiro Antony Sila também desviou. A pressão inicial dos uruguaios se manteria até que o primeiro gol saísse aos 21 minutos, num pênalti sofrido por Nahitan Nández. Cavani partiu para a cobrança e converteu. A ausência de Luis Suárez entre os titulares não era problema, diante da intensidade apresentada pelos charruas.

Mesmo com a vantagem, o Uruguai seguiu melhor em campo. Arrascaeta chegou centímetros atrasado num bom cruzamento de Cavani. O Paraguai demoraria a dar sinais de reação e ainda perdeu seu melhor jogador com 30 minutos, quando Miguel Almirón se lesionou e deu lugar a Óscar Romero. Apesar disso, a Albirroja teria alguns momentos no campo ofensivo durante a reta final do primeiro tempo, mesmo sem criar tantos perigos. Os uruguaios, ainda assim, pareciam mais prontos a ampliar e o segundo gol só não veio porque Cavani teve seu impedimento flagrado quando Matías Vecino balançou as redes já aos 45 minutos.

Diego Godín seria substituído por Sebastián Coates na volta ao segundo tempo e o Uruguai manteria a toada. Logo no primeiro ataque, Federico Valverde exigiria uma defesa firme de Antony Silva. Um raro susto do Paraguai ocorreu aos sete, mas o tento de Óscar Romero também seria anulado. De resto, a Celeste mantinha o controle da partida e apresentava bons recursos na construção de seus ataques, com uma formação mais leve apostando em Arrascaeta, Valverde, Rodrigo Bentancur e Nicolás de La Cruz na ligação a Cavani.

Aos 22 minutos, Luis Suárez e Facundo Torres entraram em campo, mas sem mexer na tática, com as saídas de Cavani e Arrascaeta. Os dois davam mais gás à equipe e logo se combinariam, num passe de calcanhar de Facundo para o arremate do Pistolero que Antony Silva pegou. Já o fim da partida ficaria mais movimentado, entre a tentativa de abafa do Paraguai e as transições em velocidade do Uruguai.

Coates seria essencial, com dois cortes providenciais dentro da área para livrar os uruguaios do empate. Do outro lado, Suárez continuava provocando incômodo e daria outro tiro perigoso para fora. Já nos acréscimos, a Albirroja teve sua melhor chance na noite, numa cobrança de falta no bico da grande área. Héctor Martínez tinha espaço para causar estrago ao receber na área, mas pegou mal e mandou para fora. Já no fim, Silva ainda faria mais uma boa intervenção diante de Nández, evitando o segundo uruguaio.

O Uruguai fechou o Grupo A com sete pontos, atrás da Argentina, com dez. Já o Paraguai ficou em terceiro, com seis pontos. Uruguaios e argentinos acabam do mesmo lado da chave nos mata-matas, com o embate dos charruas diante da Colômbia. Já o Paraguai corre o risco de encarar o Brasil, mas antes disso precisará passar pelo Peru nas quartas de final.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo