Copa América

Uruguai estreia com ataque pobre, e Argentina vence a primeira na Copa América

Um gol de Guido Rodríguez no primeiro tempo, com assistência de Messi, garantiu os três pontos aos argentinos

Após folgar na primeira rodada, o Uruguai estreou nesta sexta-feira na Copa América e, apesar de ter seus dois principais atacantes, Edinson Cavani e Luis Suárez, fez uma partida extremamente pobre ofensivamente contra a Argentina no Estádio Mané Garrincha, e foi derrotado por 1 a 0, gol de Guido Rodríguez.

Foram apenas quatro finalizações durante os 90 minutos, uma depois do intervalo, nenhuma no alvo. Confortável, a Argentina abriu o placar em um primeiro tempo relativamente aceitável e depois apenas administrou o relógio para somar sua primeira vitória na competição.

Novidade abre o placar

Lionel Scaloni fez quatro mudanças em relação ao time que empatou com o Chile na estreia. Modificou boa parte da defesa, com as entradas de Nahuel Molina, Cristian Romero e Marcos Acuña, e colocou Guido Rodríguez na vaga de Leandro Paredes no meio-campo. O jogador do Betis, em seu 11º jogo pela Argentina, abriu o placar, completando um cruzamento de Messi.

O craque do Barcelona havia gerado o primeiro lance de perigo da partida, aos sete minutos, quando bateu colocado da direita – e Lautaro Martínez quase completou no rebote. Aos 12, ele recebeu a cobrança curta de escanteio, abriu à linha de fundo e cruzou como se fosse ponta-esquerda. Rodríguez apareceu na segunda trave e cabeceou cruzado para fazer 1 a 0.

Uruguai pede pênalti

Com Cavani e Luis Suárez no ataque, o Uruguai apostou em seu tradicional jogo mais direto, mesmo tendo um pouco mais de posse de bola, mas teve dificuldades para criar chances de gol. Emiliano Martínez não teve que fazer nenhuma defesa na etapa inicial.

O lance mais emocionante a favor da Celeste foi um possível pênalti em cima de Cavani. O atacante do Manchester United avançou pela direita, entrou na área e tentou driblar Otamendi. Pareceu ter levado uma rasteira, mas a repetição mostrou que não foi uma falta tão clara assim. Após a revisão, o árbitro Wilton Pereira Sampaio manteve a decisão de campo. Esse lance gerou um contra-ataque puxado por Messi que terminou com chute forte de Molina e defesa de Muslera, a sua quarta antes do intervalo.

Não saiu nada mesmo

O Uruguai voltou com uma postura mais ofensiva para o segundo tempo. Chegou a ter mais de 60% de posse de bola e dominou os primeiros 30 minutos, mas…. não criou nada. O mais próximo que chegou de fazer o gol de empate foi um cruzamento de Viña, os 24, que Cavani não alcançou na primeira trave e que passou um pouco atrás de Suárez na segunda. A única finalização uruguaia no segundo tempo foi um chute acrobático de Suárez, aos 30, (muito) por cima do travessão.

A Argentina não precisou fazer muita coisa para segurar a vitória. Messi fez algumas jogadas individuais, cobrou uma falta na barreira, e Di María, aos 50 minutos, exigiu a única defesa de um goleiro nos 45 minutos finais. Muslera encaixou e, pouco depois, o jogo acabou.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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