Copa América

Uruguai amassou a Bolívia e o placar de 2 a 0 ficou barato, com muitas oportunidades desperdiçadas

Cavani marcou seu gol, mas Valverde foi o principal jogador do Uruguai e Lampe salvou várias vezes a Bolívia

O Uruguai teve uma das melhores exibições da Copa América nesta quinta-feira, dentro da Arena Pantanal. E o placar de 2 a 0 contra a Bolívia acaba sendo enganoso, diante da maneira como os charruas dominaram a partida. A Celeste perdeu inúmeras chances e também viu ótimas defesas do goleiro Carlos Lampe. Ao menos, deu para sair com o triunfo magro que confirmou a presença do time de Óscar Tabárez nos mata-matas. Cavani deixou sua marca, embora Valverde tenha sido o grande motor dos uruguaios na noite.

O Uruguai começou o jogo mordendo a posse de bola da Bolívia e acelerando após a recuperação. Ainda assim, não concluía os lances da melhor maneira. La Verde respondeu numa tentativa impedida de Rodrigo Ramalho, antes de Luis Suárez também forçar boa defesa de Carlos Lampe em posição adiantada. A superioridade da Celeste era expressa, mas resultava em muitos lances desperdiçados, mesmo entre seus dois craques da frente. Aos 21, José María Giménez lançou e Cavani tabelou com Suárez, mas vacilou na hora de tentar driblar o goleiro boliviano.

Mesmo que o gol demorasse, isso não tirava o ímpeto do Uruguai. Cavani e Suárez participavam bastante, ainda que a bola não entrasse para os dois craques. Já aos 40, o primeiro tento charrua veio graças a um gol contra. Federico Valverde deu bom escape pela direita e lançou para Arrascaeta. O meia cruzou e, sem que Suárez completasse, Jairo Quinteros acabou mandando para dentro. Jeyson Chura até ameaçaria o empate logo depois, num tiro que pegou no lado de fora da rede. Já nos acréscimos, Suárez cobrou falta para mais uma boa intervenção de Lampe.

O segundo tempo de novo seguiu com o Uruguai martelando. Cavani poderia ter feito aos sete minutos, ao arrematar de frente para o gol, mas bateu em cima de Lampe. Do outro lado, Ramiro Vaca assustaria numa pancada de longe que Fernando Muslera desviou levemente. De qualquer maneira, o jogo se desenvolvia em uma só área. Suárez chegou a tentar um chute da intermediária, mas Lampe se recuperou a tempo de salvar a pintura. Depois, o arqueiro faria outra boa intervenção contra o Pistolero. Os uruguaios chegavam com muita facilidade, diante de uma defesa inócua, mas não estavam calibrados.

Lampe seguia mantendo as esperanças da Bolívia. Chegou a fazer uma defesaça contra Rodrigo Bentancur, que chutou forte da entrada da área, e também contou com a sorte numa cabeçada de Cavani para fora. Assim como no jogo contra o Chile, Facundo Torres entrou no lugar de Arrascaeta e deu novo fôlego ao Uruguai. Depois de duas boas chegadas do garoto, ele daria o passe para o segundo tento finalmente sair, aos 33. Entregou na medida para Cavani ficar de frente com Lampe e desta vez não perdoar. Com a vantagem mais confortável, os charruas tiraram um pouco o pé. Porém, o terceiro só não surgiu nos acréscimos por um erro incrível de Maxi Gómez. O centroavante recebeu um bolão de Valverde e, com a meta aberta, bateu de chapa para fora.

O Uruguai soma quatro pontos no Grupo A da Copa América, garantindo sua primeira vitória e também a classificação. Já a Bolívia ainda não pontuou e está muito próxima da eliminação, dependendo de um milagre para superar o Paraguai – três pontos à frente. Na próxima rodada, os bolivianos pegam a Argentina. Já os uruguaios fecham sua participação nesta fase diante do Paraguai.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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