Copa América

Solidez do Brasil foi demais para uma Venezuela desfigurada e valeu estreia com vitória

Muito seguro na defesa e eficiente no ataque, o Brasil não teve problemas para bater a Venezuela na primeira rodada da Copa América

A seleção brasileira nem sempre empolga. Mas é um time extremamente sólido e eficiente. Não apenas defensivamente, mas também organizado no ataque. Se não costuma haver fogos de artifício, também raramente joga muito mal. Essa regularidade foi demais para uma Venezuela desfigurada e valeu a estreia na Copa América com vitória por 3 a 0.

Foi uma partida absolutamente tranquila do Brasil no Mané Garrincha. O primeiro gol não demorou para sair. O segundo, para dar certa tranquilidade, também não. A Venezuela mal conseguiu ameaçar o gol de Alisson e sequer deu uma finalização depois do intervalo. Neymar, mais uma vez, foi o melhor em campo, articulando as ações ofensivas do Brasil a partir da ponta esquerda e na bola parada.

Marquinhos marcou o primeiro gol, em jogada de escanteio. Neymar ampliou em pênalti sofrido por Danilo, e Gabigol, já perto dos acréscimos da etapa final, fechou o placar de barriga.

Venezuela desfigurada

Com surto de Covid no elenco, a Venezuela entrou em campo desfigurada. Apenas três titulares contra o Uruguai na última terça-feira também começaram jogando contra o Brasil: o goleiro Graterol, Alexander González e Júnior Moreno. Outros dois que saíram do banco de reservas naquele zero a zero também estavam em campo no apito inicial, o meia Cristian Cásseres e o defensor Luis Mago. Richard Celis entrou no segundo tempo diante dos uruguaios e iniciou no banco de reservas no Mané Garrincha.

Tite colocou em campo uma equipe parecida com a da vitória sobre o Equador, com Lucas Paquetá no meio-campo ao lado de Fred e Casemiro. Renan Lodi foi titular na lateral esquerda no lugar de Alex Sandro, e Gabriel Jesus começou na vaga de Gabigol.

Neymar lidera passeio do Brasil

Bom… foi meio fácil. O Brasil amassou a Venezuela desde o início. Logo aos oito minutos, Neymar bateu escanteio na primeira trave. Richarlison desviou, bem perto do outro poste, onde Gabriel Jesus não alcançou por pouco. O camisa 10 da seleção brasileira deu um lindo passe com a parte de fora do pé por trás da defesa venezuelana para deixar Richarlison na cara do gol. O atacante do Everton, porém, errou o domínio. A bola ainda seguiu na direção do gol, mas Graterol estava esperto para espalmar a escanteio. Na sequência, Lodi cruzou na cabeça de Militão. Por pouco.

Brasil abre o placar

O placar foi aberto em uma jogada de escanteio. Aos 23 minutos, Neymar bateu novamente na direção de Richarlison na primeira trave, um pouco mais para trás. O desvio acertou a defesa da Venezuela e sobrou para Marquinhos que, mesmo pressionado, conseguiu o toque por baixo para fazer 1 a 0. Neymar quase ampliou ainda antes do intervalo ao receber o belo lançamento de Militão pela esquerda. Dominou bonito, tirou a marcação com um toque, buscou um pouco mais de espaço e bateu rasteiro. Erro por centímetros.

Segundo tempo

O segundo tempo foi até mais tranquilo. A Venezuela ainda teve algumas finalizações antes do intervalo, mas não deu nenhuma na etapa final. Uma atuação segura da defesa brasileira, inclusive quando o adversário tentou trabalhar um pouco mais a posse de bola. Não brilhou tanto no ataque. Produziu menos. Mas foi capaz de matar a partida sem problemas.

Aos 17 minutos, Danilo fez ótima jogada pela direita, com uma meia-lua em cima de Luis Mago. Na linha de fundo, recebeu a carga por trás de Yohan Cumana. O árbitro marcou pênalti, e Neymar cobrou para fazer 2 a 0. O atacante do PSG também fez a jogada do terceiro gol. Recebeu de Renan Lodi nas costas da defesa, aproveitou que Adrián Martínez errou o corte, driblou o goleiro Graterol e cruzou para Gabigol empurrar às redes com o corpo.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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