Copa América 2024

Com brasileiras e Panamá fazendo história, possível rival do Brasil vence, mas não empolga

Panamá venceu a Bolívia do técnico brasileiro Antônio Carlos Zago com dificuldade, apesar do 3 a 1 no placar

Apesar de Panamá x Bolívia trazer pouca repercussão na noite desta segunda-feira (1), se tornou uma partida histórica na Copa América. Isso porque, pela primeira vez, um trio de arbitragem totalmente feminino apitou.

E melhor ainda, duas brasileiras. Edina Alves (FIFA-SP) era a dona do apito, auxiliada por Neuza Inês Back (FIFA-SP) e pela colombiana Mary Blanco.

Em campo no Inter&Co Stadium, também houve fatores importantes no jogo pela 3ª rodada do grupo C. O Panamá, que venceu por 3 a 1, avançou ao mata-mata da competição pela primeira vez na história em sua segunda participação.

A equipe ficou atrás apenas do Uruguai, deixou os EUA para trás e poderá ser o adversário do Brasil, caso a Seleção Brasileira vença a Colômbia amanhã.

Olhando para o que foi hoje, o time de Dorival Júnior pode ficar tranquilo. O selecionado panamenho pareceu ligar mais para o que acontecia na partida entre Uruguai e Estados Unidos do que no duelo contra a Bolívia.

Los Canaleros, sem o destaque Adalberto Carrasquilla, suspenso, fizeram um jogo bem irregular.

Abriram o placar mesmo piores no 1º tempo, sofreram o empate quando eram melhores no 2º e acharam dois gols para sair com a vitória da classificação – até um empate bastaria.

Apesar do gol, Bolívia é superior ao Panamá no 1º tempo

Mesmo com a vitória parcial por 1 a 0 ao término dos primeiros 45 minutos, o Panamá viu os bolivianos serem melhores.

Além do gol, Los Canaleros basicamente só chegaram outras duas vezes, em batida de longe de Jovani Welch, bem encaixada por Guillermo Viscarra, e um desvio de cabeça de José Córdoba sem direção.

A Bolívia, por outro lado, via seus meias ditarem o ritmo. O garoto Miguelito, do Santos, foi um destaque com passes de progressão e finalizações. Em uma batida de longe após limpar um marcador, quase carimbou a trave.

O menino da Vila também quase marcou em outra oportunidade, após erro na saída de bola, e bateu com desvio para boa defesa de Orlando Mosquera.

Gabriel Villamíl e Ramiro Vaca também fizeram boas jogadas e ajudaram La Verde a ser superior, apesar de não conseguir igualar o placar, aberto aos 21 em belíssimo gol de José Fajardo, que dominou na área e finalizou girando.

Canaleros quase pipocam, mas avançam

O time panamenho melhorou no retorno para a etapa final. Kahiser Lenis entrou bem e chegou ajudando a equipe. Começou a jogada que obrigou defesaça de Viscarra após lindo chute de Martínez.

O arqueiro boliviano voltou a brilhar em ótima trama de passes, de um lado para o outro, finalizada por Lenis na área após driblar um adversário.

Nesse bom momento do Panamá, a Bolívia abriu o placar. Novamente com os meias bem, uma jogada de pé em pé terminou com passe mágico de Vaca e Bruno Miranda batendo rasteiro direto às redes.

La Verde até chegou perto de virar com Miguelito se aproveitando de uma saída ruim de Mosquera, mas a zaga tirou em cima da linha.

A equipe panamenha mostrou força mental para sair com a vitória em momento que estavam sendo eliminados.

Primeiro, desde o goleiro até o ataque, marcou com Eduardo Guerrero, de cabeça, após bom cruzamento de Éric Davis.

Depois, já nos acréscimos, César Yanis, outro vindo do banco, aproveitou o bate e rebate para puxar com a perna direita e fuzilar às redes com a canhota.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
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