Copa América

Messi segue liderando a Argentina, que venceu o Equador com certo suor e avançou às semifinais

Messi participou diretamente de oito gols da seleção argentina em cinco partidas nesta Copa América

Com quatro gols e quatro assistências em cinco jogos, Lionel Messi segue liderando uma Argentina que se mostra relativamente bem organizada na Copa América 2021. Neste domingo, ele contribuiu com dois passes decisivos e um bonito gol de falta na vitória por 3 a 0 sobre o Equador que foi menos tranquila do que o placar demonstra.

A Argentina criou mais no primeiro tempo e sofreu um pouco para segurar o Equador, que assumiu as ações depois do intervalo. O risco pairava no ar, até Lautaro ampliar para 2 a 0 e Messi fechar o placar, já nos acréscimos, com uma cobrança de falta perfeita.

A defesa argentina, apesar de alguns vacilos, passou mais uma vez intransponível e chega às semis tendo sofrido apenas dois gols. É uma base importante para permitir que Messi brilhe, com o apoio de Lautaro Martínez, Nico González, De Paul ou Di María, outros que tem tido menos ou mais destaque nesta campanha.

A Colômbia será a próxima adversária no Estádio Mané Garrincha, na terça-feira, às 22h.

Messi na trave

Scaloni armou a Argentina no 4-3-3, com Rodrigo de Paul ao lado de Lo Celso e Leandro Paredes. Nico González foi um dos pontas, com Messi e Lautaro Martínez terminando o ataque. A sua equipe fez um primeiro tempo melhor, com 12 chutes, cinco no alvo, e quase abriu o placar bem cedo. Lautaro Martínez teve duas boas oportunidades, uma salva por Arboleda e outra que desviou em escanteio. Na cobrança desse canto, Pezzela matou no peito e emendou um bonito chute de direita que passou bem perto da trave.

A grande chance, porém, saiu dos pés do camisa 10. Do Equador. Carlos Gruezo tentou um recuo inconsequente para o goleiro Galíndez, mas seu passe para trás, do meio-campo, não chegou nem perto da área. Messi, sozinho, interceptou e avançou. Cara a cara com o goleiro, bateu de canhota, no pé da trave.

Messi genial

O Equador respondeu imediatamente com um cruzamento de Ángel Mena para Jhegson Méndez, que pegou bonito da entrada da área e exigiu uma boa defesa de Emiliano Martínez. Os equatorianos chegavam esporadicamente, mas levando certo perigo, especialmente na bola aérea. O jogo também ficou bastante mais pegado nos 20 minutos finais do primeiro período, com destaque para um duplo carrinho de Alan Franco e Méndez em cima de Lo Celso.

O problema daquela jogada é que, após as entradas, a bola sobrou limpinha para Lautaro Martínez pela esquerda da grande área, e o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio não deu vantagem. Os argentinos reclamaram bastante, o que serviu apenas para acirrar ainda mais os ânimos do jogo.

Aos 39 minutos, Messi lançou Nico González pela esquerda. Galíndez saiu com tudo do gol para cortar. Ou o árbitro não achou falta ou dessa vez decidiu dar a vantagem, e a jogada seguiu. Messi pegou a bola no bico esquerdo da grande área, de onde a maioria tentaria chutar direto para o gol sem goleiro, mas Messi não é a maioria. Achou um passe preciso para deixar De Paul na cara de dois marcadores equatorianos. Foi fácil a ele encontrar o buraco para marcar o primeiro gol da Argentina.

Antes do intervalo, um lance incrível de Galíndez. Messi cobrou falta na cabeça de Nico González que cabeceou com firmeza. Galíndez fez grande defesa. Mas, em seguida, fez uma ainda melhor ao espalmar para cima o rebote do próprio González, quase em cima da linha. Lance similar àquela defesa de Dudek na final da Champions League de 2005 contra Shevchenko.

Equador se impõe, mas leva os golpes fatais no contra-ataque

Como aconteceu em outras partidas nesta Copa América, a Argentina se retraiu no segundo tempo. É verdade que o Equador se soltou um pouco mais, mas foi de 41% de posse de bola na etapa inicial para 67% depois do intervalo. E foi relativamente perigoso, com sete finalizações. Teve boas oportunidades com Valencia, especialmente a primeira, quando ele entrou pela esquerda da área e tentou acertar entre Martínez e a trave. Defesa do goleiro argentino.

O cenário mudou um pouco a partir das substituições de Scaloni por volta dos 25 minutos do segundo tempo. Especialmente a entrada de Di María na vaga de Lo Celso. Quase imediatamente, o ponta do PSG acionou Messi para um chute de canhota perigoso. Mas, sem matar o jogo, e com o Equador em cima, a Argentina corria o risco de ir para os pênaltis por qualquer bobeada.

A menos que quem bobeasse fosse o Equador. Como aos 38 minutos, quando Di María apertou Hincapié na saída de bola, Messi deu outro passe preciso para deixar Lautaro Martínez na cara do goleiro Galíndez. Com tranquilidade, o atacante da Internazionale fez 2 a 0 e matou a parada.

O terceiro gol foi curioso e ligeiramente engraçado. Di María recebeu lançamento nas costas da defesa, avançou e invadiu a área em diagonal até ser derrubado por Hincapié. Wilton Pereira Sampaio marcou pênalti e deu cartão amarelo para o defensor equatoriano. Depois de revisar a tela do assistente de vídeo, voltou atrás, deu falta na entrada da área e expulsou Hiancapié. Acontece que pênalti ou não pênalti, Messi não quis nem saber e cobrou cruzado no ângulo de Galíndez para fechar a vitória argentina.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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