Copa América

Messi fez um belo gol de falta, mas o empate com o Chile sai amargo à Argentina, que desperdiçou muitas chances

Pela terceira partida consecutiva, a Argentina deixa o resultado escapar e só empata com os chilenos

Argentina e Chile abriram o Grupo A da Copa América com um empate ruim à Albiceleste. Os argentinos foram melhores no Estádio Nilton Santos e contaram com um golaço de Lionel Messi cobrando falta. Porém, também desperdiçaram algumas boas chances e não conseguiram transformar sua superioridade em um placar favorável. O empate por 1 a 1 sai melhor aos chilenos, que contiveram os rivais e foram mais precisos na frente. O resultado não é tão custoso numa competição em que apenas um time não passará aos mata-matas, mas amplia a sequência em jejum do time de Lionel Scaloni para três partidas sem vencer.

A Argentina contava com a volta de Emiliano Martínez ao gol, após sofrer uma concussão durante as Eliminatórias. A defesa tinha Lucas Martínez Quarta e Nicolás Otamendi no miolo. Leandro Paredes, Giovani Lo Celso e Rodrigo de Paul formavam a trinca no meio. Já na frente, Lionel Messi era acompanhado por Nicolás González e Lautaro Martínez. O Chile, por sua vez, aproveitava a recuperação de Arturo Vidal. Mantinha sua base envelhecida com Claudio Bravo, Gary Medel, Charles Aránguiz e Eduardo Vargas na espinha dorsal. A ausência mais sentida era de Alexis Sánchez, cortado por lesão.

Depois de primeiros minutos em que o Chile ficou um pouco mais com a bola, a Argentina logo tomou o controle do primeiro tempo na sequência. Conseguia se postar no campo de ataque e acionava seus homens de frente. Messi e Lautaro arriscaram com perigo para fora, antes de González travar um duelo particular com Bravo. O goleiro fez duas boas defesas contra o adversário, mas o ponta esquerda também desperdiçou uma chance enorme quando estava sozinho diante da meta. Enquanto isso, o Chile se limitava à defesa e não levava tanto perigo nos contragolpes.

Aos 33, a Argentina abriu o placar num golaço de falta de Messi. Nas últimas partidas, o atacante vinha sendo frustrado pelos goleiros, em especial nas bolas paradas. Tanto Bravo quando David Ospina pararam o camisa 10 nas Eliminatórias. Só não deu para fazer milagre desta vez. Messi cobrou a falta com muito capricho e mandou uma curva para fora. Bravo ainda tocou na bola, mas sem conseguir evitar o tento. O primeiro tempo ainda poderia ter terminado com uma vantagem maior da Argentina. Lautaro recebeu um ótimo passe de Gonzalo Montiel e pegou mal na bola, furando na hora do arremate.

Na volta ao segundo tempo, o Chile saiu mais para o jogo. Com uma postura mais agressiva, a equipe passou a levar mais perigo. Eduardo Vargas exigiria uma ótima defesa de Emiliano Martínez no mano a mano e, na sequência, Nicolás Tagliafico cometeu pênalti sobre Vidal. O próprio Vidal cobrou a infração, mas Martínez realizou uma defesaça, em pancada que ainda tocou no travessão. No rebote, a Roja conseguiu o empate, com Vargas aproveitando a meta aberta para completar de cabeça.

Os bons minutos do Chile não durariam tanto, com a Argentina retomando a iniciativa na sequência do segundo tempo. Ángel Di María entrou no lugar de Lo Celso para dar mais ofensividade à Albiceleste. Faltou mesmo um pouco mais de precisão na definição. Bravo voltaria a trabalhar aos 26, pegando o chute de Messi. Depois, seria a vez de González falhar numa cabeçada livre. Sergio Agüero e Joaquín Correa entraram na reta final, mas não conseguiram fazer tanta diferença. Apesar da pressão dos argentinos, o placar ficaria mesmo empatado. Nos acréscimos, Messi teria a melhor oportunidade, mas sem sucesso. O excesso de cruzamentos sem muita direção também não ajudou o time de Lionel Scaloni.

Tanto Argentina quanto Chile voltam a campo na Copa América durante a próxima sexta. Os chilenos encaram a Bolívia, enquanto os argentinos pegam o Uruguai. Confronto difícil para a Albiceleste, que já acumula o terceiro empate consecutivo neste mês de junho. Há qualidade evidente, mas muita oscilação dentro das partidas e dificuldades em conseguir segurar o placar. Messi não basta por si.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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