Copa América

Luis Díaz fez um golaço, Colômbia travou, mas o Brasil deu um jeito de vencer mais uma

O Brasil chegou a dez vitórias consecutivas e manteve 100% na Copa América ao virar contra a Colômbia

A Colômbia abriu o placar bem cedo com um golaço de Luis Díaz – mas não fez mais nada além disso e de travar o jogo do Brasil. Defendeu-se bem. Faltava inspiração aos donos da casa. Mas, de alguma maneira, eles conseguiram arrancar uma virada que muitas vezes pareceu improvável e vencer por 2 a 1. Mais uma evidência do nível de competitividade do time de Tite, embora tão poucas vezes realmente empolgue o torcedor.

A qualidade dos resultados é incontestável: apenas a segunda vez nas últimas dez partidas que a defesa brasileira foi vazada. E como gols de Roberto Firmino, com falha de Ospina, e Casemiro, aos 100 minutos de jogo, construíram a virada, são dez vitórias seguidas, três em três rodadas na Copa América.

Escalações

O Brasil teve o retorno de Richarlison pelo lado esquerdo do ataque. Pela primeira vez na Copa América, Marquinhos e Thiago Silva fizeram a dupla de zaga. Alex Sandro foi o lateral esquerdo pelo segundo jogo seguido. A principal novidade, porém, foi a entrada de Éverton Ribeiro no meio-campo – sem tanto sucesso. Reinaldo Rueda teve o retorno da sua dupla de volantes, com Wílmar Barrios e Mateus Uribe, Luis Díaz aberto pela esquerda, e Santos Borré e Duván Zapata mais à frente.

Golaço

Ainda nem dava para ter uma sensação muito precisa sobre o jogo quando a Colômbia abriu o placar com uma pintura. Cuadrado cruzou pela direita, e Luis Díaz virou um belíssimo chute acrobático – para não entrar na discussão se foi ou não bicicleta – para abrir o placar e deixar o Brasil em uma situação incomum. É um time que praticamente não sofre gols e, logo, poucas vezes se encontra na posição de ter que correr atrás de um placar em desvantagem. Digamos que não brilhou nessa situação. A Colômbia se fechou muito bem e travou o Brasil. O restante do primeiro tempo foi um grande nada em termos de chances de gol e lances de perigo.

Firmino entra bem, e o Braisil acerta a trave

Tite voltou imediatamente com Roberto Firmino no lugar de Éverton Ribeiro. O Brasil melhorou. Não chegou a virar um super-ataque fluído, mas se mostrou mais agressivo, mantendo a posse de bola mais perto da área adversária. Em 25 minutos, tinha as mesmas cinco finalizações do primeiro tempo – e uma delas foi muito perigosa. Firmino recebeu de Richarlison e soltou um passe maravilhoso de letra para cortar toda a defesa da Colômbia. Deixou Neymar na cara do gol. O craque brasileiro driblou o goleiro Ospina, mas, desequilibrado diante de um gol vazio, acertou a trave.

Pitana faz a parede

O lance mais polêmico do jogo envolveu o árbitro, para variar, mas de uma maneira mais inusitada. Aos 33 minutos, Neymar tentou uma virada de jogo e acertou Pitana em cheio. A sobra ficou com Paquetá, que abriu para Renan Lodi cruzar. Firmino apareceu entre a marcação e cabeceou para baixo. Ospina levou um frangaço, e o Brasil empatou o jogo.

Os colombianos ficaram possessos, pedindo que a partida fosse reiniciada com bola ao chão por ter acertado Pitana. A regra diz que esse é o caso mediante uma de três condições: a bola ir diretamente ao gol (não); mudar a posse da bola (não); e dar início a um ataque promissor. Essa última condição é a que abre espaço para interpretação. O passe de Neymar se dirigia a um jogador da Colômbia e voltou para Paquetá, que imediatamente abriu com a lateral esquerda.

Após uma loooonga checagem, o gol foi validado. E o jogo ficou mais quente. Chegou a ter dez minutos de acréscimo e, bem aos 100 minutos de partida, Neymar cobrou escanteio pela direita, e Casemiro marcou de cabeça para manter o 100% de aproveitamento do Brasil.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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