Copa América

Garotada do Japão coloca o Uruguai para correr e esboça maior zebra da Copa América

O Japão veio à Copa América para desenvolver a seleção que o representará na Olimpíada de Tóquio, ano que vem. Um monte de jogadores sub-23, com outros mais experientes como Okazaki, Shibasaki e o goleiro Kawashima. Depois de perder por 4 a 0 para o Chile, na estreia, os asiáticos quase alcançaram a maior zebra da Copa América até aqui ao ficar duas vezes à frente do Uruguai no placar, com um jogo de muita velocidade. No entanto, os sul-americanos, com uma providencial ajuda do árbitro Andrés Rojas, conseguiram o empate por 2 a 2.

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Favorito contra o Equador, na próxima sexta-feira, o Chile pode chegar aos seis pontos, contra quatro do Uruguai, marcando um confronto direto pela liderança na última rodada do grupo.

O gol que o Pelé não fez Suárez quase fez

Antes do primeiro minuto de jogo, Suárez ganhou no círculo central e tentou pegar o goleiro Kawashima adiantado. E quase conseguiu. O seu belíssimo chute passou perto do travessão. Seria um golaço. 

Japão assusta

Imensamente favorito à vitória contra um time japonês formado por muitos garotos, o Uruguai levou um susto, aos 24 minutos do primeiro tempo. Miyoshi recebeu o lançamento na intermediária e avançou livre. Uma vez na área, aproveitou o problema físico de Laxalt para driblá-lo com facilidade e bateu de perna esquerda. Ainda assim, talvez não fosse gol caso Muslera não tivesse praticamente saído da frente da bola. 

Eeee, árbitro…

Primeiro de tudo, a culpa não é do monitor de televisão, mas das pessoas que o estão utilizando. Em vez de conferir lances “claros e evidentes”, como deveriam, os assistentes de vídeo na Copa América estão vasculhando lances em busca de micro-pênaltis – sem falar na demora ou de checagens desnecessárias que apenas atrapalham as comemorações de gol. Enfim, antes do intervalo, Cavani tentou um chute e sua chuteira pegou no pé de Ueda, que havia feito um movimento claro de bloqueio, e não de falta. O árbitro Andrés Rojas consultou a telinha e marcou a penalidade. Suárez empatou. 

E, para o desespero japonês, houve um lance de pênalti muito mais claro no começo do segundo tempo que o árbitro ignorou, mesmo depois de colocar o dedinho no ouvido para ouvir o assistente de vídeo. Rojas deveria tê-lo dado nem se fosse para manter o frágil critério que estabeleceu no lance anterior. 

Japão assusta, de novo

O jogo ficou bem aberto, com muitas bolas lançadas e pouco meio-campo. Sorte do Japão, que conseguiu imprimir uma boa correria e criar oportunidades perigosas. Da esquerda saiu o cruzamento, depois de uma jogada de ultrapassagem, e Muslera tentou cortar. O pouco confiável goleiro uruguaio, porém, soltou nos pés de Miyoshi, que marcou novamente e empatou.

A velha e boa bola parada

Fala-se muito da qualidade do novo meio-campo do Uruguai, com Torreira, Bentancur e companhia, mas foi a boa e velha bola parada que tirou o time do apuro. Cobrança de escanteio de Lodeiro pela esquerda, e Giménez apareceu na primeira trave para marcar o segundo dos sul-americanos. 

41 finalizações

O melhor jogo da Copa América teve nada menos do que 41 finalizações, sintoma de um jogo bem aberto, com os dois lados trocando golpes constantemente. Apenas o Uruguai deu 29, acertou a trave duas vezes e exigiu oito defesas do goleiro Kawashima. E, apesar de todo o volume de jogo e da pressão dos últimos 15 minutos, não conseguiu achar o gol da vitória.

Ficha técnica

Uruguai 2 x 2 Japão

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre
Árbitro: Andrés Rojas (Colômbia)
Gols: Suárez e Giménez (URU); Koji Miyoshi (JAP)
Cartões amarelos: Naomichi Ueda e Shoya Nakajima (JAP)

Uruguai: Fernando Muslera; Martín Cáceres, José Giménez, Diego Godín e Diego Laxalt (Giovanni González); Nahitan Nández (Giorgian De Arrascaeta), Lucas Torreira, Rodrigo Bentancur e Nicolás Lodeiro (Federico Valverde); Luis Suárez e Edinson Cavani. Técnico: Óscar Tabárez. 

Japão: Eiji Kawashima; Tomoki Iwata (Yugo Tatsuta), Naomichi Ueda, Takehiro Tomiyasu e Daiki Sugioka; Gaku Shibasaki, Ko Itakura, Koji Miyoshi (Takefusa Kubo) e Shoya Nakajima; Shinji Okazaki e Hiroaki Abe (Ayase Ueda). Técnico: Hajime Moriyasu

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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