Copa América

Brasil termina primeira fase da Copa América com reservas e um empate sem graça com o Equador

Resultado foi muito comemorado pelos equatorianos, que ainda estavam ameaçados de não se classificar; Brasil, Peru, Colômbia e Equador se classificam e Venezuela está eliminada

A seleção brasileira entrou em campo com um time cheio de reservas para fechar a fase de grupos da Copa América 2021, no Estádio Olímpico Pedro Ludovico, em Goiânia. O empate por 1 a 1 foi ótimo para o Equador, que comemorou muito a sua classificação para a próxima fase. Classificação em quarto em um grupo de cinco times. Se junta a Peru, Colômbia e o próprio Brasil, que perdeu seus primeiros pontos na competição. O Peru fechou a chave de grupos com uma vitória por 1 a 0 sobre a Venezuela, resultado que eliminou a vinotinto.

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O regulamento desta Copa América 2021 tornou a competição monótona. Com dois grupos de cinco times e quatro classificados em cada um, havia pouco em jogo. Bom, ao menos para o Brasil, que praticamente usou estes jogos como amistosos. Neste domingo, no jogo que fechou a fase de grupos para o Brasil, o técnico Tite decidiu escalar um time cheio de reservas, justamente para poupar os principais jogadores para o próximo jogo, das quartas de final, que é quando o torneio realmente começa. Afinal, o Brasil tinha vencido todos os outros jogos: bateu a Venezuela na estreia, goleou o Peru e virou contra a Colômbia.

Com isso, de titulares mesmo a seleção brasileira só tinha Alisson, Marquinhos e, talvez, Renan Lodi, que se revezou com Alex Sandro na lateral esquerda no torneio e ainda parece haver uma disputa de posição. No mais, um time cheio de reservas que ganharam chance para atuar em um jogo oficial, em um estádio, digamos, curioso, contra um adversário que não mostrou grandes coisas até aqui.

Até por tudo isso, não dava para esperar um grande jogo mesmo. Ainda que houvesse alguma expectativa em ver alguns dos reservas, como Gabriel Barbosa, que deixou a alcunha Gabigol e agora prefere ser chamado de Gabi. Ele foi titular em um ataque diferente, com Everton Cebolinha e Roberto Firmino. Além deles, esteve em campo também Lucas Paquetá, outro que tem lutado por uma vaga no time titular da Seleção.

O primeiro tempo teve um gol, em uma boal parada. Éverton Cebolinha cobrou falta para a área e o zagueiro Éder Militão cabeceou para o gol e marcou 1 a 0, aos 36 minutos do primeiro tempo. O empate veio depois do intervalo. Aos sete minutos de jogo, um cruzamento de escanteio foi afastado pela defesa brasileira e, depois de dois toques de cabeça, a bola caiu com Ángel Mena, que chutou forte e empatou o jogo em Goiânia. Isso foi o que vale ser relatado em um jogo que muito pouco aconteceu.

O time atuou em uma espécie de 4-4-2, que se tornava um 4-2-4 com a bola. Roberto Firmino e Gabriel Barbosa formaram a dupla de ataque. O jogador do Liverpool teve uma atuação apagada. Já o jogador do Flamengo se esforçou, tentou participar do jogo, mas não conseguiu ter grande atuação.

O segundo tempo foi em um ritmo lento e arrastado, como tem acontecido com alguma frequência em jogos da Copa América. O time teve muitas substituições, com Vinícius Júnior, Casemiro, Richarlison e Éverton Riberiro entrando, mas nenhum deles teve um grande impacto na partida. O Brasil não tinha tanta sede assim para buscar o gol e o Equador brigava justamente para permanecer com o empate que o classificava.

A Seleção espera agora a definição do Grupo A nesta segunda-feira para conhecer o adversário. O time comandado por Tite enfrentará o quarto colocado da outra chave. Todos os classificados já estão definidos, resta apenas saber em que posições. A Argentina é a primeira colocada com sete pontos, o Paraguai tem seis, o Chile tem cinco e o Uruguai tem quatro. A rodada desta segunda-feira tem Uruguai x Paraguai, Bolívia x Argentina.

Ficha técnica

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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