Copa América 2024

Alvo do Real Madrid comete erro bizarro e dá vitória nos pênaltis ao Uruguai

Em Charlotte, uruguaios derrotam Canadá na marca da cal e ficam com terceiro lugar da Copa América

Alphonso Davies foi o grande personagem de Canadá x Uruguai, jogo realizado neste sábado (13) — que valia o terceiro lugar da Copa América 2024. Principal referência técnica da seleção canadense, o lateral-esquerdo do Bayern de Munique perdeu pênalti que decretou a queda de seu país diante da Celeste.

O Real Madrid certamente não gostou muito do que viu. Há meses, Davies está na mira do clube merengue que, pacientemente, lida com jogo duro do Bayern nas negociações.

A pergunta que fica é: será que a diretoria madridista recuará nas tratativas pela estrela canadense após a cavadinha em Charlotte?

A tendência é que não. Mas é sempre importante frisar uma coisa: Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, não tolera caprichos de seus jogadores. Para o mandatário espanhol, seriedade, comprometimento e profissionalismo são valores inegociáveis. É assim que ele comanda e faz história com o maior clube do mundo.

No Bank of America Stadium, em Charlotte, Canadá x Uruguai empataram por 2 a 2 no tempo normal. Nos pênaltis, a Celeste levou a melhor (4 a 3) e ficou com o terceiro lugar da Copa América.

Arrascaeta encerra tímida participação na Copa América

Após o Uruguai eliminar o Brasil nas quartas de final da Copa América, Arrascaeta disse estar com saudades do Flamengo. Ao observarmos o rendimento do meio-campista no torneio, fica fácil de entender sua declaração.

Reserva na maioria dos jogos da Celeste nos Estados Unidos, Arrascaeta não conseguiu fazer a diferença quando acionado. Neste sábado (13), tal roteiro se repetiu. O camisa 14 novamente começou no banco de reservas, e quando entrou, pouco produziu.

Arrascaeta na Copa América 2024

  • Uruguai 3 x 1 Panamá – titular
  • Uruguai 5 x 0 Bolívia – reserva
  • Estados Unidos 0 x 1 Uruguai – reserva
  • Uruguai 0 x 0 Brasil – reserva
  • Uruguai 0 x 1 Colômbia – reserva
  • Canadá 2 x 2 Uruguai – reserva

Fato é que Marcelo Bielsa, técnico da seleção uruguaia, já deu provas suficientes que prioriza pegada e intensidade no meio-campo — características que Arrascaeta não tem. O craque rubro-negro se notabilizou ao longo da carreira por seu exímio controle de bola, qualidade no passe e visão de jogo apurada.

Bielsa, como citado, costuma lançar Arrascaeta no segundo tempo. Com a defesa adversária cansada, a ideia de El Loco é apostar na capacidade que o meia possui de quebrar linhas e desmontar defesas. Nesta Copa América, todavia, ele não conseguiu fazer a diferença.

Arrascaeta em ação pela seleção uruguaia na Copa América
Arrascaeta em ação pela seleção uruguaia na Copa América (Foto: Icon Sport)

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e junte-se à nossa comunidade. Receba conteúdo exclusivo toda semana e concorra a prêmios incríveis!

Já somos mais de 4.800 apaixonados por futebol!

Ao se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

Um gol para cada lado em um movimentado primeiro tempo

Em tese, o terceiro lugar valia muito mais para o Canadá. Afinal, enquanto a seleção uruguaia ostenta o posto de maior campeã da Copa América (ao lado da Argentina), o time canadense debutou este ano no torneio.

O interesse da seleção da Concacaf no jogo ficou claro desde o pontapé inicial. Marcação forte, divididas duras e postura ofensiva. O Canadá tomou a iniciativa em Charlotte e tentou surpreender os uruguaios. Só tentou. Na primeira boa chance, a Celeste abriu o placar.

Aos 8 minutos, em escanteio cobrado na área canadense, Cáceres ganhou no alto e cabeceou sem direção. A bola parou nos pés de Bentancur, que chutou forte, no alto, e venceu Dayne Clair.

O gol não abalou o Canadá, que buscou o empate pouco depois. Shaffelburg cobrou escanteio, Bombito escorou e achou Koné. De costas para o gol, o volante deu toque de primeira e encobriu Rochet — que parou no meio do caminho e acabou surpreendido no lance.

Suárez arranca empate no fim e força pênaltis

Bielsa promoveu as entradas de Arrascaeta e Luis Suárez no início do segundo tempo. A ideia era ganhar qualidade técnica no meio-campo e poder de fogo no ataque. O plano, entretanto, não deu certo de imediato.

Pouco inspirada, a Celeste não conseguia efetuar triangulações e ‘machucar’ o adversário. O Canadá, por sua vez, manteve a marcação agressiva e buscava explorar os erros dos uruguaios. Irritado, Bielsa coçava a cabeça na área técnica e bradava contra seus comandados.

Aos poucos, o Uruguai foi se acertando em campo e criando boas situações. Cara a cara com Clair, Arrascaeta e Brian Rodríguez perderam oportunidades claras. De fora da área, Valverde acertou o travessão.

No futebol, a máxima “quem não faz leva”, dificilmente falha. E Jonathan David provou isso no Bank of America Stadium. Com 34′ no relógio, o atacante aproveitou rebote de Rochet em chute de Koné e virou o jogo.

Apesar da frustração, o Uruguai não deixou de lutar. Pelo contrário. Os comandados de Bielsa insistiram até o fim e arrancaram empate nos acréscimos. Giménez recebeu no lado direito da área, levantou a cabeça e cruzou rasteiro. Livre de marcação, Suárez bateu forte, no alto, e deixou tudo igual. Pênaltis à vista!

Por 4 a 3, uruguaios levam a melhor nos pênaltis

Responsável por abrir as cobranças, Jonathan David deslocou Rochet e fez 1 a 0. Com batida seca no cantinho, Valverde empatou.

Frio, Bombito colocou os canadenses novamente em vantagem. Mas não por muito tempo. Bentancur cobrou no ângulo e deixou tudo igual.

Melhor jogador do Canadá em campo, Koné parou em Rochet. Arrascaeta bateu no meio do gol e colocou o Uruguai em vantagem na disputa.

Com arremate forte, Choinière manteve os canadenses vivos. Luis Suárez, contudo, deixou a Celeste a um pênalti do terceiro lugar.

Astro da seleção canadense, Alphonso Davies apostou em uma cavadinha no meio do gol e carimbou o travessão. Fim de jogo: 4 a 3 para os uruguaios.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo