Copa América

A Venezuela segura o Equador e arranca mais um surpreendente empate na Copa América

Faríñez de novo realizou grandes defesas e, nos acréscimos, a Venezuela buscou o 2 a 2

A Venezuela enfrenta uma série de dificuldades nesta Copa América, em especial pelo surto de COVID-19 que provocou a convocação de 15 jogadores de última hora. Ainda assim, a Vinotinto supera as expectativas e arranca mais um empate. Depois de segurar a Colômbia na rodada anterior, agora a equipe buscou o 2 a 2 diante do Equador no Estádio Nilton Santos. O goleiro Wuilker Faríñez de novo salvaria os venezuelanos com grandes defesas, enquanto um gol nos acréscimos do segundo tempo frustrou os equatorianos. A quem tinha perspectivas pequenas na competição, a Venezuela sustenta suas esperanças com resultados surpreendentes.

O primeiro tempo no Rio de Janeiro seria dominado pelo Equador. La Tri pressionava e logo criaria as primeiras chances da noite, sem que Enner Valencia e Leonardo Campana aproveitassem. A Venezuela ficava contida em seu campo de defesa, ainda que um ataque rápido quase tenha permitido à Vinotinto sair na frente. Aos 19, Cristian Casseres foi lançado em velocidade e tocou na saída do goleiro Pedro Ortiz. O arqueiro fez o desvio parcial, antes da zaga afastar o perigo. De qualquer maneira, o controle do jogo era dos equatorianos.

Faltava ao Equador ser um pouco mais contundente, travado pela defesa adversária. O domínio não resultava necessariamente numa grande quantidade de chances, com a equipe dependendo das bolas paradas. Campana era um dos que mais levava perigo e cabeçaria para fora numa das melhores chegadas. Já o gol, aos 39, seria anotado por Ayrton Preciado. Após uma cobrança de falta na intermediária, a bola pipocou na área e Faríñez fez uma defesa parcial, até o meia aproveitar a sobra para mandar às redes. Ainda houve reclamação dos venezuelanos no lance, mas nada que acabasse marcado.

O jogo melhorou no segundo tempo, muito por conta da postura da Venezuela. A Vinotinto saiu para o ataque e começou a acreditar no resultado. O gol de empate aconteceu aos seis, num cruzamento perfeito de José Martínez que Edson Castillo emendou de cabeça sozinho. O Equador tentou responder de imediato com Campana, mas Faríñez operaria mais um milagre, depois da grande atuação contra a Colômbia na rodada anterior. A cabeçada venenosa vinha rente ao chão e o arqueiro conseguiu segurar.

O Equador voltou a ficar mais com a bola, mas a Venezuela também teria seus momentos de domínio. Aos 20, a Vinotinto esboçou um abafa. Numa cobrança de escanteio, Casseres carimbou a trave. Porém, logo na sequência, o Equador aproveitou o contra-ataque para retomar a vantagem aos 26. Gonzalo Plata arrancou em velocidade e deixou a marcação comendo poeira, até ficar de frente com Faríñez. O goleiro fez a defesa parcial e os equatorianos tentariam mais duas vezes, parando na zaga, até o próprio Plata anotar.

Na reta final do jogo, parecia que o Equador manteria a vantagem. Enner Valencia chegou a perder uma boa oportunidade sozinho diante de Faríñez, enquanto o time administrava o triunfo. Contudo, a Venezuela aproveitaria a mínima brecha para forçar o empate aos 46. Num ótimo cruzamento de Edson Castillo da intermediária, Ronald Hernández se infiltrou na área e definiu de cabeça para vencer o goleiro Ortiz. O restante dos acréscimos ainda teriam uma blitz de La Tri em busca do terceiro. Mas, quando Fidel Martínez poderia ter marcado de cabeça, Faríñez se agigantou de novo com uma grande defesa.

A Venezuela ocupa a terceira colocação do Grupo B da Copa América, com dois pontos. Já o Equador conquistou seu primeiro ponto. Na próxima rodada, a Vinotinto folga. Já La Tri encara o Peru em Goiânia. O Brasil está classificado na chave.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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