Futebol feminino

O marcante ano de 2025 para a seleção brasileira feminina e o que esperar de 2026

Brasil encerra ano com grandes conquistas e encara um 2026 decisivo antes da Copa do Mundo

A goleada sobre Portugal por 5 a 0 encerrou os compromissos da seleção brasileira feminina em 2025. O Brasil acumulou grandes resultados na temporada, contra as principais nações, mostrando a consolidação do trabalho de Arthur Elias.

Foi um ano que expressou o potencial da equipe nacional, coroada com a conquista do nono título da Copa América, a vitória sobre os Estados Unidos depois de 14 anos em solo americano, além do triunfo sobre a seleção da Inglaterra –bicampeãs da Eurocopa– por 2 a 1 em Wembley.

O importante ano de 2025 para a seleção brasileira feminina

Os resultados renderam uma nova posição no ranking da Fifa, onde agora as brasileiras ocupam a quarta colocação, posição que não era conquistada desde 2013. A renovação projetada por Elias também trouxe bons frutos, com as atuações de Dudinha e Jhonson, especialmente no torneio continental.

A nova geração que se entrosou com nomes já conhecidos, como Angelina, Duda Sampaio, Kerolin, Gabi Portilho, Ary Borges, Tarciane, Yasmin, Ludmila, Lorena e Gio Garbeline, além, claro, da própria Marta que foi farol na própria transição geracional.

O sucesso da campanha também mostrou outro fator importante além das quatro linhas: o lado mental das jogadoras. Esse fator, que já havia se mostrado em processo de amadurecimento nas Olimpíadas de Paris, nos marcantes confrontos contra a campeã mundial Espanha e nas carrascas francesas, tem se desenvolvido.

Seleção brasileira feminina durante vitória sobre Portugal (Foto: Lívia Villas Boas / CBF)
Seleção brasileira feminina durante vitória sobre Portugal (Foto: Lívia Villas Boas / CBF)

A nova postura se apresentou em grandes confrontos ao longo do ano e fez com que o elenco não se intimidasse com o adversário, fosse campeãs europeias ou mundiais, mostrando que, independente do rival, o Brasil tem condições de disputar pela vitória igualmente.

Os resultados elevaram a seleção de patamar, impondo respeito mesmo sem a presença de Marta. Identidade essa que tem se consolidado, especialmente na reta final da Data Fifa.

Mas além dos pontos positivos, Arthur Elias também teve um ano de ajustes e análises, com alguns revés sofridos. Entre eles, a virada sofrida pela França e a derrota por 3 a 1 para a Noruega, no penúltimo compromisso do ano.

 A segurança defensiva na marcação individual, foi um ponto que fez a canarinha sofrer de forma mais escancarada justamente na derrota contra as norueguesas, mas que vem acompanhando o plantel em duelos contra seleções de maior imposição ofensiva (estilo também característico por Elias).

O perfil de jogo é constituído por uma maior exigência física, ligou o alerta para a exposição defensiva nos casos de desarmes e as consequências de não conseguir acompanhar os confrontos.

Seleção brasileira feminina durante Data Fifa de outubro (Foto: Lívia Villas Boas / CBF)
Seleção brasileira feminina durante Data Fifa de outubro (Foto: Lívia Villas Boas / CBF)

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O que esperar de 2026?

Com 2025 marcado por triunfos, 2026 será um ano decisivo para Arthur Elias. Na véspera da Copa do Mundo de 2027, a ser realizada no Brasil, o técnico deve definir a espinha dorsal da seleção e consolidação da identidade após o período importante de testes.

Elias já havia deixado claro que aproveitaria as oportunidades que tivesse para testar o máximo de jogadoras que conseguisse, no intuito de chegar ao Mundial sabendo que fez as melhores escolhas diante das oportunidades e experiência com as atletas. Ao longo de todo o ciclo de Elias, mais de 60 jogadoras foram testadas.

E nessa ideia, o treinador, de fato, obteve resultados importantíssimos para a reestruturação da equipe. Nesse período, trouxe a nova geração e nomes também que se tornaram peças constantes na convocação, além de jogadoras que ganharam a primeira oportunidade e deixaram boas impressões.

Isa Haas, Luany, Tarciane e Yasmin se estabeleceram ao lado das veteranas Angelina, Duda Sampaio e Gabi Portilho, se unindo também ao retorno Bia Zaneratto, Gio Garbelini e Gabi Zanotti. Há também atletas para ficar de olho, como é o caso de Tainá Maranhão, que já vinha pedindo passagem para defender uma vaga na equipe.

Diante das certezas e incertezas, o calendário da seleção brasileira poderá ser fator positivo para o treinador, já que o Brasil terá desafios importantes como a Finalíssima contra a Inglaterra, a Fifa Series realizada no Brasil no mês de abril, além da possível Copa América também em solo brasileiro.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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