Futebol feminino

Seleção brasileira feminina encerra Data Fifa com muito a colher de frutos

Time de Arthur Elias venceu compromissos contra Inglaterra e Itália, deixando ótimas impressões em campo

É inegável que os amistosos contra a Inglaterra e a Itália seriam, além de muito aguardados, essenciais para o ciclo pré-Copa do Mundo de 2027. Com novos nomes que despontaram desde a Copa América, a seleção brasileira de Arthur Elias venceu ambos e, mais do que isso, conseguiu impor o seu estilo de jogo diante de adversárias importantes e em meio a mudanças que não estavam planejadas.

Contra as Lionesses o que se viu foi um combo de entendimento técnico proposto por Arthur Elias. Além disso, o time brasileiro apresentou raça diante da adversidade, postura que rendeu ao Brasil a vitória suada por 2 a 1. Um duelo que certamente exigiu concentração extrema de toda a equipe, especialmente após a expulsão de Angelina aos 20 minutos do primeiro tempo.

Também era esperado que, durante os compromissos, parte das jogadoras apresentasse dificuldades durante a execução do planejamento de jogo, mas o que se viu em destaque foi um bom nível de competitividade, equilíbrio emocional, técnico e físico.

Características, inclusive, que conseguiram ser implementadas em um grupo relativamente novo, já que a seleção brasileira teve em seu elenco apenas 13 jogadoras que disputaram a Copa América, encerrada no último mês de agosto.

O resultado diante das inglesas rendeu lições importantes até para a técnica Sarina Wiegman. A adversária de Arthur Elias destacou que o Brasil desafiou as inglesas “de uma forma que nunca havíamos sido desafiadas em jogos”.

Seleção brasileira feminina durante Data Fifa de outubro (Foto: Lívia Villas Boas / CBF)
Seleção brasileira feminina durante Data Fifa de outubro (Foto: Lívia Villas Boas / CBF)

Brasil de Arthur Elias segue na construção de identidade

No aspecto emocional ficou claro que nos momentos de adversidades, em que o jogo não parecia favorável, o Brasil “soube sofrer”, sem deixar se abater por placar ou por dificuldades internas.

Entretanto, há também a percepção de um bom trabalho realizado pelas jogadoras que fazem parte da “espinha dorsal” do elenco do treinador. Como foi o caso do primeiro tempo contra a Itália nesta terça-feira (28), em que se viu um jogo truncado, e a falta de criação e transição foi sentida especialmente no meio-campo, com a ausência de Angelina e Duda Sampaio iniciando no banco.

Com a entrada de Sampaio no lugar de Laís Estevam, além das mudanças no setor ofensivo com as entredas de Bia Zaneratto e Dudinha, o Brasil voltou a construir jogadas mais ofensivas.

Entre elas, o único gol do jogo, marcado por Luany com assistência de Dudinha, que, aliás, foi um dos principais nomes desta Data Fifa. A atacante participou dos 3 gols do Brasil nos dois confrontos, somando um tento e duas assistências.

A entrega ofensiva de Luany também foi destaque no período da Data Fifa, junto à Bia Zaneratto. No setor defensivo, para além da consolidação essencial de Tarciane, Isa Haas também sai com saldo positivo e evolução em meio ao desafio da marcação individual de grandes jogadoras do futebol mundial, como Alessia Russo, da Inglaterra, e Girelli, da Itália.

Os jogos deixaram um saldo positivo para o Brasil, que trilha o caminho à Copa do Mundo conhecendo as principais equipes do futebol de mulheres e, acima de tudo, demonstrando capacidade para disputar em igualdade, apresentando jogo físico, mental, capacidade de adaptação e de acreditar até o último minuto no resultado.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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