Como a seleção brasileira feminina poderá ‘consolidar identidade’ em amistosos importantes
Seleção brasileira terá mudanças na escalação e volta a convocar veteranas e novatas para testes importantes
A seleção brasileira feminina volta a campo nos primeiros compromissos após a conquista da Copa América. Os amistosos contra a Inglaterra neste sábado (25) e a Itália, na terça-feira (28), serão testes importantes para o técnico Arthur Elias.
O Brasil chega para os torneios contando com um ambiente positivo — com correções que devem ser feitas–, após a Copa América, além das vitórias sobre Japão e Estados Unidos durante os jogos do começo e meio do ano, somando apenas duas derrotas entre os cinco partidas, sendo uma delas para a França, de virada.
Independente das chegadas e saídas, o que se pode esperar da seleção brasileira é o característico estilo de jogo ofensivo, marca registrada de Arthur Elias, e que foi bem demonstrado especialmente nas Olimpíadas de Paris, quando a equipe enfrentou uma sequência de jogos com os países europeus, além da própria Copa América, na disputa acirrada contra a Colômbia e que renderam positivamente.
— Esses jogos são muito importantes para vermos como nos comportamos coletivamente diante de times diferentes, com estilos diferentes. Estamos em uma fase em que estamos consolidando a identidade da nossa equipe –, afirmou Elias.
A escolha das adversárias foi pensada justamente no processo de evolução da seleção brasileira, seguindo o planejamento de também dar oportunidade às novas jogadoras, ação que tem trazido bons frutos para Arthur Elias, como foi o caso das atuações de Dudinha e Jhonson, por exemplo.
Vale ressaltar que a juventude da seleção também é uma das características — e apostas– do técnico, que tem o seu elenco com uma média de idade de 24 anos.
— Vamos enfrentar duas grandes seleções europeias. A Inglaterra bicampeã da Eurocopa, a Itália foi semifinalista, jogando muito bem. A lista foi planejada de acordo com essa evolução que a gente vem fazendo na seleção. Com oportunidades para jovens jogadoras, temos uma média de idade de 24 anos, o que a gente considera próximo do ideal pensando na Copa do Mundo de 2027 — declarou o treinador.

Mudanças na escalação da seleção brasileira feminina
Para os penúltimos duelos da Data Fifa, Arthur Elias trouxe mudanças na convocação. Por questões físicas, Marta e Kerolin não foram relacionadas. Já a goleira Camila (Cruzeiro), as laterais Fê Palermo (Palmeiras) e Antonia (Real Madrid), a zagueira Kaká (São Paulo), as meias Gabi Portilho (Gotham) e Yaya (PSG) e a atacante Jhonson, nomes frequentes nas listas do treinador, estiveram fora por opção técnica.
Por outro lado, o treinador voltou a contar com Carlinha (participou de treinos com a seleção antes da Copa América); Vitória Calhau, do Cruzeiro; Laís Estevam, do Palmeiras; Jheniffer, do Tigres-MEX; Ludmila, do Chicago; Bia Zaneratto, do Kansas, e Thaís Ferreira, do Corinthians.

Zaneratto, inclusive, tem longa passagem pela equipe nacional, tendo disputado quatro Copas do Mundo pela equipe principal, em 2011, 2015, 2019 e 2023, além dos Jogos Olímpicos de 2016 e 2020, passou por um longo período de ausência na seleção devido às lesões. A atacante retorna à equipe após mais de um ano.
Entre as novas caras estão Tainá Maranhão, do Palmeiras, e Isabela, que estava no Cruzeiro e foi transferida para o Paris Saint-Germain. Ambas as jogadoras eram nomes que geraram expectativas pela convocação e chegam para atuar o setor ofensivo, além da lateral, área que tem registrado frequente rodízio.
O elenco de Arthur Elias também sofre baixa após a grave lesão na fíbula sofrida por Gio Garbellini durante a Champions League, que deve ficar afastada dos gramados entre três e cinco meses.
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As adversárias do Brasil
O Brasil enfrentará adversárias que também chegam embaladas, especialmente a Inglaterra, com o bicampeonato da Eurocopa, além da Itália, que também fez uma boa campanha no torneio continental, chegando à semifinal, onde foi eliminada justamente pelas inglesas com um gol no último minuto da prorrogação.
O Brasil terá momentos de testes, com o novo elenco e, claro, na readequação para enfrentar os próprios adversários. A Inglaterra também passou por mudanças desde a final da Eurocopa. Entre aposentadorias e novos nomes, ainda não se sabe se a técnica Sarina Wiegman quem mandará a campo.

Já contra as italianas, o encontro mais recente com o Brasil aconteceu em 2022 onde, na ocasião, as brasileiras venceram por 1 a 0 com gol de Adriana. Mas as Azzure vivem um outro momento.
A seleção italiana feminina, comandada por Andrea Soncin, vem de sua melhor campanha na Eurocopa em 28 anos. A última vez que a Itália havia anotado um desempenho tão positivo foi em 1997, quando perdeu a final para a Alemanha por 2 a 0.



