Seleção brasileira feminina encerra temporada mostrando potência, mas tem dilemas a resolver
Equipe comandada por Arthur Elias deixa saldo positivo
A temporada da seleção brasileira feminina em 2025 acumula pontos positivos, com tabus quebrados — especialmente contra os Estados Unidos — e vitórias importantes diante de seleções de expressão mundial, como a Inglaterra, bicampeã da Eurocopa.
A equipe nacional disputou 15 jogos, acumulando 10 vitórias, dois empates e três derrotas. O penúltimo compromisso, contra a Noruega, teve como resultado a derrota por 3 a 1, placar que encerrou um jejum de 29 anos desde que as norueguesas não conseguiam o tento.
O Brasil vem embalado de resultados significativos, o que trouxe a sensação de confiança e potência, características que fizeram jus ao processo construído nos últimos anos.
Contudo, a equipe comandada por Arthur Elias ainda precisa resolver dilemas, entre elas a segurança defensiva na marcação individual, ponto que fez a canarinha sofrer de forma mais escancarada justamente na derrota contra a Noruega, mas que vem acompanhando o plantel em duelos contra seleções de maior imposição ofensiva.
As brasileiras sofreram com a marcação alta das adversárias e praticamente não encontraram soluções para furar o bloqueio na saída de bola. A marcação individual, que é constituída por uma maior exigência física, ligou o alerta para a exposição defensiva nos casos de desarmes e as consequências de não conseguir acompanhar os confrontos.

Outro fator que também chama atenção é a necessidade de integração com o meio-campo. Para além do Brasil optar pelas jogadas diretas, a equipe sente falta em caso de ausências da dupla Duda Sampaio-Angelina, além da costrução das jogadas. Arthur Elias tem buscado soluções onde, em alguns casos, opta pelo povoamento do setor.
Para além dos ajustes, o treinador também tem aproveitado os compromissos da Data Fifa para dar continuidade ao rodízio de jogadoras, buscando testar todas as opções disponíveis.
Vitória sobre Portugal mostrou variedade ofensiva
A goleada por 5 a 0 sobre Portugal também mostrou uma fator importante para Arthur Elias: que ele pode contar com a variedade de opções para o setor ofensivo. O fator é importante para o projeto do técnico de adaptação de modelos de jogo a depender das adversárias.
Além dos destaques já conhecidos e presentes nos últimos ciclos, como Marta, Kerolin, Gabi Portilho, Gio Garbelini, Ary Borges, Amanda Gutierrez, os novos destaques puxados pela campanha da Copa América, o Brasil pode contar com as atuações positivos de Tainá Maranhão — que diga-se, já merecia a credencial pela Amarelinha — e contribuiu com as disputas de bola, além dos dribles e arremates.
A vitória para a seleção luso também reforçou as características individuais de peças que tem ganhado cada vez mais espaço no plantel de Elias. A versatilidade de Dudinha também foi destaque. A jogadora marcou um gol e ainda distribuiu uma assistência para Gabi Zanotti marcar o primeiro da partida.
Ludmila, que tem como ponto forte a velocidade, também se apresentou na primeira etapa, onde balançou a rede em uma oportunidade.



