Nunca desiste: Inglaterra supera Espanha e leva bi da Euro com campanha de reviravoltas
Equipe inglesa viveu momento de altos e baixos na competição, mas superou as espanholas na grande final
A final da Eurocopa Feminina de 2025 teve o peso que se esperava na decisão, que colocou cara a cara duas das principais seleções do mundo na atualidade, vivendo momentos de recentes revanches em grandes torneios.
A disputa entre Inglaterra e Espanha terminou empata por 1 a 1 e teve que ser resolvida na disputa de pênaltis, que resultou no bicampeonato da Inglaterra após vitória por 3 a 1, em uma campanha de reviravoltas e superação da invencível Sarina Wiegman, que conquista a sua terceira Eurocopa em sequência.
A partida foi extremamente disputada e equilibrada, com uma Espanha que explorava as suas muitas opções no elenco diante de uma Inglaterra lutando contra o desgaste, fez com que as Lionesses mostrassem mais uma vez a força da resiliência.
As inglesas chegaram como favoritas, mas criaram dúvidas, especialmente após a derrota contra a França ainda na estreia. Buscaram a recuperação ao longo do caminho, onde viveram momentos de altos e baixos, mas conquistando vitórias heroicas contra a Suécia, Itália e a própria Espanha.

Mas ao lado da resiliência, existia um time comandado pela calma e paciente Sarina Wiegman que contava com três talismãs: Chloe Kelly, responsável por ser a jogadora decisiva e mudar toda a estrutura de uma equipe em desvantagem e, não suficiente, converter o pênalti do título.
Kelly que teve ao seu lado a super sub Michelle Agyemang, joia inglesa e eleita jogadora revelação do torneio que, ao lado de Chloe Kelly, mudou os rumos da seleção na competição. A jovem de 19 anos conduziu a equipe às quartas de finais e, em seguida, superar às semifinais contra as italianas.
No setor defensivo, a goleira Hannah Hampton, que fez uma brilhante atuação na sua estreia em grandes torneios pela seleção principal, defendendo dois pênaltis na grande final, incluindo a cobrança de Aitana Bonmatí.
Hampton entrou na competição carregando a responsabilidade de substituir Mary Earps, goleira histórica da seleção inglesa. E, com sua confiança, chegou a derramar sangue em partida emblemática contra a Suécia, e chegou até a ser acionada para ligação das jogadas com as jogadoras de linha.

Inglaterra, o time que não desistiu nunca durante a Euro
Por um lado, as Lionesses repetiram o histórico de recuperação na competição, em que precisaram buscar o resultado. É o time que não desiste nunca, somada à importância da iluminada Chloe Kelly e a fortaleza Hannah Hampton mudou a narrativa de um jogo que parecia escapar das inglesas.
Em um primeiro tempo que extremamente disputado, a Inglaterra não conseguiu construir as jogadas pela lateral, que foram cruciais para as inglesas durante a competição.
Em meio à busca por espaços e fortalecer uma Espanha que entrou em campo com as suas principais peças, Hampton, inclusive, precisou ser acionada como jogadora de ligação ou para interceptar os ataques das adversárias.
As Lionesses surpreenderam ao entrar em campo com a formação inicial sem Chloe Kelly e Michelle Agyemang, ambas decisivas para levar as inglesas à final do torneio.
E a escolha da titularidade de Lauren James, que participou do jogo ainda se recuperando de uma lesão no tornozelo, teve um preço: a diminuição da intensidade e aproveitamento nas oportunidades ofensivas.
Mas foi ao atender a lógica dos resultados, a vitoriosa técnica Sarina Wiegman substituiu James para trazer uma Kelly que trouxe consigo um novo ritmo de jogo para uma Inglaterra que parecia ter perdido a esperança de reação, recuperou a intensidade necessária para enfrentar a Espanha. E foi nos pés de Chloe que um belo cruzamento encontrou Alessia Russo, em uma cabeceada precisa para deixar tudo igual.
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Espanha usou todas as armas, mas ficou com vice
Por outro lado, a Espanha entrou em campo com grande parte das armas que tinha para trazer o jogo versátil que a levou até a final da Euro pela primeira vez na história, utilizando a artilheira da equipe Esther Gonzáles e Athenea Del Castillo, responsável pela jogada que resultou na assistência de Ona Batlle ao gol de Mariona Caldentey, que abriu o placar.
Las Rojas preencheram todos os espaços, e com uma Inglaterra inicialmente mais passiva na defesa e viram um primeiro tempo em que a ofensividade e a posse de bola das espanholas conseguiu ser superior e passou a ditar o jogo.
A marcação mais alta da Inglaterra inicialmente, mas antes mesmo do meio do primeiro tempo, precisou reduzir. Com isso, a Espanha passou a ter um crescimento na posse de bola e concluiu a primeira etapa de forma mais conectada e concentrada.
Se o segundo tempo teve uma participação crescente das inglesas, com uma nova postura buscando mais jogo, a técnica Montse Tomé buscou no banco o que a Espanha precisava: ritmo de jogo.
Foi com as joias Salma Paraluello e Vicky López, além de Claudia Pina, que as campeãs do mundo trouxeram o ritmo de jogo que havia sido ofuscado após tomar o gol do empate.
Com a nova formação, Aitana Bonmatí, que participou da jogada do primeiro gol, passou a ser mais acionada e trouxe a responsabilidade para si. A nova configuração foi precisa e fez com que a melhor jogadora do mundo da atualidade acionasse os corredores laterais, buscando especialmente a finalização de Paraluello e da própria Bonmatí, utilizando as bolas rasteiras.
Mas apesar das criações e das grandes chances de matar o jogo com chances claras de gol, as espanholas não conseguiram converter, mas não foi suficiente para vencer as inglesas nos pênaltis.



