Futebol feminino

Arsenal fica perto de quebrar recorde de transferência no futebol feminino

Canadense de 20 anos irá atuar pelo segundo ano na Women’s Super League

Vindo de uma temporada memorável, o Arsenal está prestes a quebrar o recorde no valor de transferências do futebol feminino. Segundo o jornal “The Guardian”, o clube está pronto para fazer da canadense Olivia Smith, do Liverpool, a primeira jogadora comprada por pelo menos 1 milhão de libras (cerca de R$ 7,5 milhões).

A transferência assumiria o posto que hoje é ocupado pela norte-americana Naomi Girma, comprada pelo Chelsea em janeiro por 1,1 milhão de dólares (881 mil libras na cotação da época) em janeiro. Curiosamente, a zagueira havia se tornado a primeira atleta da história a quebrar a barreira de 1 milhão de dólares.

Ainda segundo o jornal, o Liverpool inicialmente rejeitou várias ofertas de vários clubes por Smith, que foram consideradas inaceitáveis. Com o acordo do Arsenal, os Reds devem receber cinco vezes o que pagaram pela jogadora há 12 meses.

A atacante de 20 anos fez a sua estreia na Women’s Super League (primeira divisão do campeonato inglês feminino) na temporada passada pelo Liverpool. Durante o torneio, marcou sete vezes em 20 jogos, pouco menos de um terço dos gols da equipe, que terminou em sétimo lugar na competição.

Olivia Smith foi transferida para o time de Merseyside por um valor recorde do clube, avaliado em pouco mais de 200 mil libras (aproximadamente R$ 1,5 milhão), em julho de 2024, vinda do português Sporting, onde passou apenas uma temporada, mas se destacou marcando 16 gols e 10 assistências em 28 jogos.

Football – FA Women’s Super League – Arsenal FC Women v Liverpool FC Women
Olivia Smith em atuação pelo Liverpool (Foto: IMAGO / Propaganda Photo)

Antes de Girma, a transferência da zambiana Racheal Kundananji do Madrid CFF para o Bay FC por 860 mil dólares, em 2024, foi a maior transferência do mundo no futebol de mulheres.

Ainda segundo o jornal, acredita-se que Olivia ainda teria vários anos de contrato com o Liverpool, mas que o Arsenal estaria preparado para pagar uma quantia considerável para garantir que a atacante faça parte do elenco.

Arsenal em busca de mais uma temporada de sucesso

Depois de uma temporada marcada pelo título da Champions League sobre o Barcelona, o Arsenal dá os primeiros passos para fortalecer o seu elenco em busca de mais um ciclo memorável, dessa vez projetando a conquista da Liga Inglesa, onde foram vice-campeãs em 2024/25, perdendo para o Chelsea.

As ações incluem a movimentação em um mercado de transferências agitado para o futebol feminino europeu. A equipe inglesa contratou em definitivo Chloe Kelly – que esteve no título europeu – em uma transferência gratuita do Manchester City. Também se juntou ao elenco a lateral-esquerda Taylor Hinds em outra transferência gratuita, após o término do contrato com o Liverpool.

Arsenal em conquista do título da Champions Feminina 2024/25 (Foto: IMAGO / AOP.Press)

Ainda no ano passado, o Arsenal anunciou que o Emirates Stadium receberia todos os jogos das Gunners como mandante durante a Women’s Super League na temporada 2025/26, se tornando a primeira vez que o time feminino poderá utilizar o estádio principal do clube ao longo do campeonato inteiro. 

A decisão acontece após o crescimento do interesse de torcedores na modalidade. De acordo com o clube londrino, na última temporada foram vendidos 415.000 ingressos, representando um aumento de 20% em comparação à temporada 23/24.

Já a média de público nos jogos da equipe feminina em 24/25 foi de 34.110 torcedores, com o clássico contra o Tottenham Hotspur, disputado em fevereiro, levando ao Emirates Stadium 56.748 torcedores.

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Women’s Super League e crescimento recorde da liga feminina

Seguindo a direção do crescimento da média de público nos jogos do Arsenal, a Women’s Super League registrou receita recorde de 65 milhões de euros (cerca de R$ 414 milhões) na temporada 2023/24, marcando um aumento de 34% em relação ao ano anterior, de acordo com a análise da Deloitte Sports Business Group.

No ano de 2022/23 a receita foi de 48 milhões de euros, impulsionada pelo sucesso da seleção inglesa, que foi vice-campeã na Copa do Mundo de 2023, além do próprio fortalecimento da liga.

A sucessão de recordes trouxe também outro feito positivo para o futebol feminino inglês: pela primeira vez, todos os 12 clubes da WSL ultrapassaram 1 milhão de euros em receita, com destaque para o crescimento em patrocínios (40% do total) e de bilheteria.

O crescimento foi encabeçado por Arsenal (17,76 milhões de euros), Chelsea (13,35), Manchester United (10,68) e Manchester City (7,86 milhões). Os valores acumulados pelos times foram responsáveis por dois terços da receita.

Para 2025/26, a projeção é que a liga seja impulsionada pela Eurocopa Feminina (iniciada em julho, na Suíça) e atinja 100 milhões de euros.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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