Eurocopa 2024

‘Tenho um medo terrível de Mbappé’, brinca zagueiro da Bélgica

Antes de duelo na Euro, Vertonghen falou sobre a França, algoz da seleção belga em Copa de 2018 e Euro de 2021

A fase da Seleção da Bélgica não é das melhores. Depois de se classificar com dificuldades no Grupo E da Eurocopa, a equipe agora vai ter que encarar a toma poderosa e temida França. Ou melhor, não tão temida. Pelo menos é o que diz o zagueiro Vertonghen, capitão belga.

Em entrevista antes do duelo decisivo contra a França, o zagueiro de 37 anos ironizou quando perguntado se tinha “medo” de enfrentar o atacante francês do Real Madrid Kylian Mbappé.

— Com medo? Sim, com muito medo. Um medo terrível! — irozinou Vertonghen.

Ninguém bota medo em ninguém: nem França e nem Bélgica empolgaram na Eurocopa 2024

Se for colocar na ponta do lápis, nem a França de Mbappé e nem a Bélgica de Vertonghen botaram medo em ninguém na edição 2024 da Eurocopa.

Apesar da França ser considerada a melhor seleção da Europa e a equipe a ser batida, nenhum dos três jogos dos Blues na fase de grupos empolgaram os torcedores. Com apenas uma vitória ainda no primeiro jogo contra a Áustria e os empates frustrantes contra Holanda e Polônia nos jogos seguintes, baixaram as expectativas dos torcedores franceses.

O próprio Mbappé também vem apresentando um rendimento bem abaixo do esperado para uma estrela que costuma ser tão protagonista. Tudo bem que o “mascarado” camisa 10 francês fraturou o nariz ainda no primeiro jogo e não está 100%, mas o único gol que anotou nesta Euro foi de pênalti contra a Polônia.

Por outro lado, a situação da Bélgica também não é nada animadora. Classificada em segundo lugar no Grupo E, a seleção belga estreou com derrota para a Eslováquia, sofreu para empatar sem gols contra a Ucrânia na última rodada e só conseguiu vencer a Romênia.

A classificação para as oitavas de final da seleção, que ainda tem Kevin de Bruyne, só veio no critério de desempate, já que todas as quatro seleções somaram o mesmo número de pontos (4). Pior que isso, a forma como os belgas se comportaram no fim do jogo contra a Ucrânia, poderia ter custado uma eliminação precoce.

O fato é que França e Bélgica vão fazer um duelo cercado de rivalidade, principalmente nos anos finais da última década. E mesmo em baixa, os franceses chegam em melhores condições e favoritos contra uma Bélgica em fim de um ciclo.

Rixa antiga, Vertonghen quer colocar um ponto final na freguesia contra a França

A rixa entre Vertonghen e Mbappé é caso antigo, com o belga amargando a freguesia e levando a pior nos últimos dois encontros entre as seleções. E não foram dois jogos qualquer. A primeira vez que Mbappé e Vertonghen pelas suas seleções foi logo em uma semifinal de Copa do Mundo.

Em 2018, logo após eliminar o Brasil ao vencer por 2 a 1, a Bélgica vivia o auge da sua “geração de ouro” e sonhava em disputar a sua primeira final de Copa na história. O obstáculo? A França de Mbappé – que terminou levantando a taça naquela edição.

Aquele jogo, em julho, terminou com um final feliz para os franceses, que levaram a melhor com gol do zagueiro Samuel Umtiti. Mbappé, apesar de ter jogado bem, não chegou a marcar naquela partida.

Depois daquele jogo, as seleções de Bélgica e França só voltaram a se enfrentar em 2021, novamente em outra semifinal. Pela Nations League, as duas seleções ficaram mais uma vez frente a frente para definir quem seria o finalista. E mais uma vez os franceses saíram comemorando.

A Bélgica foi para o intervalo vencendo por 2×0, mas não suportou a pressão dos então campeões mundias e levaram a virada. Naquele dia, Mbappé marcou um dos três gols franceses – o do empate, de pênalti, aos 15′ da segunda etapa.

Nesta segunda (01/07), as duas seleções voltam a campo a partir das 13h (de Brasília), na Esprit Arena, e o freguês Vertonghen fará mais uma visita à mercearia do Mbappé para saber se desta vez paga a conta, ou pendura mais uma.

Foto de Márcio Júnior

Márcio JúniorRedator de esportes

Baiano formado pela Faculdade Regional da Bahia. Cobriu de carnaval a Copa do Mundo na TVE Bahia, onde venceu o prêmio de reportagem do mês. Passou pela ALBA, Rádio Educadora, Superesportes e Quinto Quarto antes de se tornar repórter na Trivela.
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