Copa do Mundo 2026

Copa do Mundo: Qual seleção favorita deixou a melhor impressão na 1ª rodada?

Alemanha, França, Argentina e Inglaterra se destacam em estreias; Brasil, Portugal e Espanha decepcionam

Chegou ao fim a primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Foram 24 jogos de um nível técnico alto, mesmo entre as seleções consideradas mais frágeis. Na lista das favoritas antes da competição iniciar, tiveram atuações impressionantes ao mesmo tempo que decepcionantes.

A maior quebra de expectativa foi da Espanha, apontada no top-2 de candidatas ao título, ficando no 0 a 0 com a modesta Cabo Verde. Portugal, com mais uma igualdade no placar, mostrou que falta repertório no ataque no 1 a 1 com a República Democrática do Congo. A seleção brasileira não fica muito atrás: o empate com o Marrocos, apesar da força do adversário, teve momentos preocupantes de domínio africano.

Entre as que impressionaram, fica o destaque para Alemanha, França, Argentina e Inglaterra. Mas, entre elas, quem deixou a melhor impressão?

  
Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata?
  
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Goleada da Alemanha salta aos olhos, mas adversário pesa

Havertz comemora gol da Alemanha
Havertz comemora gol da Alemanha (Foto: IMAGO / Xinhua)

Um 7 a 1 em Copa do Mundo não é todo dia que acontece. A seleção alemã, conhecida por não tirar o pé mesmo com o placar elástico, deixou valer essa máxima ao golear Curaçao, que fez seu primeiro jogo na história do torneio.

Foi uma atuação de destaque de quase todo mundo do lado alemão, em especial Joshua Kimmich na distribuição, Felix Nmecha nos ataques à área e Kai Havertz como o camisa 9 matador.

A estrutura do técnico Julian Nagelsmann, com Jamal Musiala, Florian Wirtz e Havertz trocando passes curtos por dentro, Kimmich e Alexander Pavlovic na base da jogada, e Nathaniel Brown e Leroy Sané nas amplitudes, serviu para massacrar a modesta seleção, que é a 82ª no ranking da Fifa e o menor país em território a disputar uma Copa.

O domínio, no entanto, não foi absoluto. A Onda Azul chegou a empatar o jogo na primeira etapa, em momento em que foi levemente superior aos europeus. Foi um período curto, mas serviu para mostrar que a Alemanha, por seu estilo superofensivo e uma certa desconcentração, pode ser falha e tem ainda o que melhorar.

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Argentina dá show e mostra leveza

Rodrigo de Paul e Messi celebram gol da Argentina
Rodrigo de Paul e Messi celebram gol da Argentina (Foto: IMAGO / Sports Press Photo)

A atuação da Argentina na partida em que Lionel Messi se transformou no maior artilheiro das Copas serviu para mostrar os grandes trunfos argentinos neste Mundial. É um time que tem uma enorme conexão entre os jogadores e um jogo muito focado no centro do campo, com Alexis Mac Allister, Rodrigo de Paul, Enzo Fernández e Thiago Almada, todos buscando potencializar seu camisa 10.

Todos os gols ilustraram essa força, que é quase única no futebol de seleções. Os argelinos até tentaram, tiveram um bom jogo e momentos de leve superioridade, mas não conseguiram ferir de fato a Albiceleste.

A seleção sul-americana ainda ilustrou como atua leve, sem a pressão que a atormentou por ficar sem títulos entre 1993 e 2021, e constrói seus gols com naturalidade, sem precisar acelerar o jogo a todo momento.

França assusta rivais por poderio ofensivo

Kylian Mbappé durante França x Senegal (Foto: Imago/Icon Sportswire)
Kylian Mbappé durante França x Senegal (Foto: Imago/Icon Sportswire)

Considerada a grande favorita, junto da Espanha, a seleção francesa não foi absoluta em sua atuação. Senegal acumulou grandes chances, em especial no primeiro tempo, e só não marcou porque Mike Maignan deu sorte em bola na trave que bateu nele e foi para fora. Na etapa final, no entanto, diminuiu o ritmo, mas, mesmo assim, chegou a empatar com Nicolas Jackson, impedido, depois de os europeus terem aberto o placar.

E, apesar de uma atuação com muitos sustos, a França se destaca. É muito talento junto.

Michael Olise, entre os três melhores do mundo nesta temporada, passou a jogar de meia na etapa final e criou três grandes chances até Kylian Mbappé marcar. O camisa 9, inclusive, tirou da cartola, de muito longe, um golaço nos acréscimos. Um jogador do calibre de Bradley Barcola saiu do banco e marcou outro belo gol de cavadinha.

Claro que os sustos dos senegaleses mostram uma seleção que tem falhas defensivas. Mas, no mínimo espaço, pode ferir e incomodar como nenhuma outra no mundo.

Inglaterra surpreende e tem melhor atuação em anos por Copa do Mundo

Harry Kane comemora gol da Inglaterra na Copa do Mundo. Foto: Sanjin Strukic/PIXSELL - Icon Sport
Harry Kane comemora gol da Inglaterra na Copa do Mundo. Foto: Sanjin Strukic/PIXSELL – Icon Sport

É difícil puxar na memória a Inglaterra jogar tão bem em uma Copa do Mundo. A estreia contra a Croácia, 4 a 2, veio com o que pode ter de melhor no time de Thomas Tuchel: intensidade e um estilo de jogo que privilegia seu maior craque, Harry Kane.

O camisa 9, conhecido por ser completo, aparece em todo setor do campo, parecido com um meia e até um volante às vezes. Com isso, dá espaço para que os pontas e os meias infiltrem na defesa adversária. Jude Bellingham se aproveitou disso para marcar o terceiro gol no melhor jogo do Mundial até aqui.

Mas Kane também é um matador. Fez de pênalti e de cabeça após escanteio, igualando Gary Lineker como maior artilheiro inglês na competição, ambos com dez.

O English Team não é forte só em seu time titular. Mostrando a força do banco, viu Bukayo Saka servir Marcus Rashford para o quarto gol.

A atuação inglesa é a melhor dentre as favoritas também pelo adversário, a Croácia, terceira colocada na edição passada e ainda um time com um meio-campo muito envolvente. Conseguiu empatar a partida duas vezes, mesmo em um jogo abaixo de Luka Modric, por vezes pressionando a Inglaterra a ficar com uma linha baixa.

Mas, no fim, foram 22 finalizações, 20 dentro da área, 11 certas e sete grandes chances do lado inglês (dez chutes croatas, sendo só quatro de dentro da área). Tuchel, que criou polêmica com sua convocação autoral, provou em campo, pelo menos na estreia, que suas decisões fazem sentido para o plano de potencializar Kane, o melhor jogador do futebol europeu na última temporada.

A ver se a Inglaterra consegue manter o ritmo para, finalmente, cumprir as expectativas que seu elenco estrelado causa. O jogaço contra a Croácia ajuda a diminuir a pressão, assim como ficam mais leves França, Argentina e Alemanha; Brasil, Espanha e Portugal precisam se recuperar rápido.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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