Copa do Mundo

Escolhemos a grande favorita a ganhar a Copa do Mundo 2026

Há quatro países bem à frente dos outros em relação a favoritismo no Mundial dos EUA, Canadá e México

A edição de 2026 da Copa do Mundo tem um grupo consolidado de favoritas para serem campeãs e, como todos imaginam, a seleção brasileira não está nessa lista por seu ciclo conturbado desde 2023. É normal apontar os países que chegam mais fortes no início do Mundial, e isso não quer dizer que algum deles será campeão, é apenas o cenário atual.

É verdade que, considerando as Copas desde 2010, os campeões Espanha (2010), Alemanha (2014), França (2018) e Argentina (2022) eram os principais candidatos ou estavam pelo menos no top-3 de favoritas.

Se mantiver essa escrita recente, há três selecionados que despontam para a conquista da Copa do Mundo.

Quem são as maiores favoritas a vencer a Copa do Mundo?

França

Jogadores da França celebram gol em amistoso
Jogadores da França celebram gol em amistoso (Foto: Firas Abdullah/ABACAPRESS.COM/Icon Sport)

Campeã em 2018, vice em 2022 e uma das favoritas em 2026. A seleção francesa, sem sombra de dúvidas, tem o maior talento disponível à disposição de seu treinador. Nenhum país no mundo concentra tantos bons jogadores como os Bleus, com Kylian Mbappé, Michael Olise, Ousmane Dembélé, Désiré Doué, Rayan Cherki, William Saliba, Mike Maignan e outros.

O responsável pelas campanhas que consolidaram os franceses como uma potência foi Didier Deschamps. O técnico é conhecido por seu conservadorismo desde sua chegada em 2012 e por sua França nem sempre jogar tão bem assim, mas é inegável o nível competitivo que implementou.

Para esta edição, com Olise em grande fase, Dembélé como o melhor do mundo no ano passado e Mbappé, como sempre, marcando muitos gols, o treinador optou por uma formação mais ousada e ofensiva, com quatro homens na frente — Doué seria o quarto, mas pode ser Cherki.

A ver se a ousadia de Deschamps, além de garantir outra campanha histórica, também fará a equipe jogar um bom futebol na última campanha com ele no comando.

Espanha

Oyarzabal comemora gol da Espanha
Oyarzabal comemora gol da Espanha (Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire)

Em futebol jogado, a seleção que parece um clube. A filosofia do jogo de toques espanhol, implementada há quase 20 anos e a cada técnico mantida, continua. Com histórico na base da Espanha, Luis de la Fuente assumiu a partir de 2023 e conseguiu elevar esse estilo para o que faltou nas campanhas fracassadas desde o título inédito em 2010: a agressividade e imprevisibilidade de dois jogadores.

Os dribladores e velozes Lamine Yamal, na ponta direita, e Nico Williams, na esquerda, deram o toque que faltava para a Fúria retomar seu protagonismo. A veia de troca de passes continuou com Pedri, Rodri e outros meio-campistas, o que tornou o time muito completo. Culminou no título da Eurocopa em 2024 e no vice na Nations League do ano seguinte para Portugal.

A questão é que, fisicamente, o time que encantou a Europa há dois anos está derretendo. Rodri, melhor do mundo naquela temporada, não conseguiu mais ter a mesma sequência desde que rompeu o ligamento do joelho. Nico, atormentado por uma pubalgia, e Yamal, com uma lesão na coxa na reta final da temporada, também não chegam 100%.

Argentina

Messi e Julián Álvarez após gol da Argentina
Messi e Julián Álvarez após gol da Argentina (Foto: IMAGO / PhotoCero5)

Depois do título da Copa América de 2021 ter derrubado um jejum de 28 anos sem conquistar nada, a Argentina joga por música. Levou Finalíssima, Copa do Mundo, outra Copa América e chega para o Mundial de 2026 como uma das principais favoritas. Caso vença o título, igualará dois países como únicos bicampeões consecutivos: Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962).

Ainda é uma seleção muito parecida com a que fez história no Catar. A Albiceleste concentra muitos jogadores no meio-campo, como Leandro Paredes, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e Rodrigo de Paul, para potencializar Lionel Messi, que tem carta livre para flutuar por onde quiser e não ter nenhuma obrigação no momento defensivo.

A questão é que um time três anos mais velho, com alguns nomes longe do alto nível, seja físico ou técnico. Alguns dos titulares com questões que podem pesar seriam De Paul e Messi, atuando nos Estados Unidos, onde não se disputa um futebol tão competitivo, Nicolás Otamendi, com 38 anos, e Cristian Romero, se recuperando de lesão.

Emergiram poucos talentos ao time titular. Nico Paz, joia do Como, deve ser reserva, assim como Flaco López, do Palmeiras. Thiago Almada, do Atlético de Madrid, campeão em 2022, ganhou sua posição no 11 inicial.

Ainda tem um fator grave: com exceção de Copa América e Eliminatórias, a Argentina não fez questão nenhuma de testes de alto nível nos amistosos. Desde o tri, enfrentou Panamá, Curaçao, Austrália, Indonésia, Guatemala, Equador, El Salvador, Costa Rica, Venezuela, Porto Rico, Angola, Mauritânia, Zâmbia, Honduras e Islândia. Desses, só quatro estarão no Mundial e, mesmo assim, não são competitivos como possíveis adversários do Mundial.

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Portugal é quarta força; Brasil corre por fora

Cristiano Ronaldo celebra gol por Portugal
Cristiano Ronaldo celebra gol por Portugal (Foto: IMAGO / HMB-Media)

A seleção portuguesa provavelmente é o grupo mais talentoso individualmente depois da França. Que privilégio tem o técnico Roberto Martínez ao contar com o melhor jogador da última Premier League, Bruno Fernandes, o melhor volante do mundo, Vitinha, e o melhor lateral-esquerdo do mundo, Nuno Mendes, ainda tendo João Neves, Bernardo Silva, Rúben Neves, Rúben Dias e Cristiano Ronaldo entregando gols mesmo aos 41 anos.

Ao mesmo tempo, porém, tem algo parecido com os franceses: nem sempre joga à altura de seu talento. O título da Nations League, passando por Alemanha e Espanha, reforça que é um time ótimo e está em um patamar muito próximo das três favoritas — ainda mais da Argentina. No entanto, a dificuldade em jogos contra adversários com defesas baixas e a fragilidade para contra-ataques nesse contexto é algo que pode pesar em um Mundial.

Os quatro selecionados favoritos estão um degrau acima de outros candidatos. Nesse grupo, em um patamar abaixo, está o Brasil, de ciclo absolutamente conturbado depois da saída de Tite. Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior pouco contribuíram e deixaram para Carlo Ancelotti, a um ano do Mundial, pouco tempo para testar e consolidar seu time. Com muitas lesões de titulares, a seleção brasileira está em situação complexa em comparação aos concorrentes.

Momento difícil também para a Inglaterra, desde o começo de 2025 com Thomas Tuchel como treinador após uma era com Gareth Southgate. É um time ainda procurando sua identidade, tendo uma convocação polêmica do técnico alemão e alguns jogadores em má fase, como Jude Bellingham, com exceção de Harry Kane, hoje provavelmente o melhor do mundo.

As dúvidas de brasileiros e ingleses não são nada perto da Alemanha, que não consegue ser confiável em Copa do Mundo desde o título mundial de 2014 — são duas eliminações seguidas na fase de grupos. Julian Nagelsmann tem um time talentoso, mas pouco equilibrado.

Conclusão: França

Time da seleção francesa
Time da seleção francesa antes de amistoso (Foto: IMAGO / Sports Press Photo)

A situação física da Espanha, com dúvidas no momento dos dois jogadores que complementam seu estilo de jogo, a faz parecer menos favorita do que a França neste momento.

Os Bleus parecem mais prontos, com jogadores em grande fase, para chegarem à terceira final seguida (igualando os recordes de Brasil e Alemanha) e conquistarem o tricampeonato. A caminhada deles no Mundial, inclusive, prevê um confronto direto com os espanhóis na semifinal se avançarem em primeiro nos grupos e ambos eliminarem seus adversários na caminhada até lá.

Brasil, Portugal, Inglaterra e Argentina, em caso de primeira posição nas chaves, ficariam do outro lado da eliminatória.

A partir desta quinta-feira (11), começa a Copa do Mundo de 2026, com o México, um dos anfitriões, recebendo a África do Sul. Pela primeira vez com 48 seleções, a competição vai até 19 de julho, dia da decisão.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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