Ásia/Oceania

‘Eu tinha talento para o Atlético de Madrid. Vim ao Catar pelo dinheiro’

Ex-meia optou por clube do Catar e não garante um possível retorno à Europa

Após cinco temporadas no Betis, Rodri Sánchez optou pela transferência Al-Arabi, do Catar. O meia afirmou que recebeu outras propostas e quase se transferiu para o Como, da Itália, e para o Mallorca, da própria Espanha, mas acabou no Oriente Médio.

— O Cesc (Fàbregas, treinador do Como) me ligou, mas o negócio não se concretizou por causa das comissões e coisas do tipo. Quando minha transferência fracassou, eles foram atrás do Nico Paz. Depois disso, estive muito perto de ir para o Mallorca. Eles me ofereceram muito dinheiro, mas o treinador (Manuel Pellegrini) disse não — revelou ao “Post United”.

Em que pese o fracasso nas transferências, o jogador de 25 anos, com passagem pelas equipes de base do Barcelona, Espanyol e do próprio Betis, também acreditava que poderia ter integrado o elenco do Atlético de Madrid.

Contudo, o destino de Rodri mudou após uma boa atuação pelo Betis durante uma partida contra o Real Madrid no Santiago Bernabéu. O jogo foi fundamental para uma transferência para o Catar, quando foi procurado pelo Al-Arabi.

Eu sabia que tinha talento para ir para o Atlético, por exemplo, mas precisava de tempo de jogo consistente. Eles (Al-Arabi) estavam indecisos entre mim e Hakim Ziyech, e depois de verem minha atuação, optaram por mim — declarou.

Questionado se voltaria à Espanha para disputar a LaLiga, Rodri não descartou o retorno, mas ponderou sobre a questão salarial nos torneios europeus em comparação ao país árabe, além da concentração de grandes jogadores.

Não somos bobos, sejamos francos: vim para cá pelo dinheiro. Você tem que jogar no Real Madrid ou no Barça para ganhar o que ganha aqui. Sejamos claros. Poderia voltar algum dia? Ok, mas agora não é a ideia. Daqui a dez anos, ninguém vai se lembrar de você a menos que você seja Messi ou Cristiano –, finalizou.

Rodri Sánchez em atuação pelo Betis (Foto: Imago)
Rodri Sánchez em atuação pelo Betis (Foto: Imago)

Arábia Saudita teme cenário que pode ‘implodir’ seu futebol

Com investimentos muito superiores às de grandes ligas da Europa, a Arábia Saudita chamou a atenção do cenário do futebol mundial e passou a atrair jogadores de diferentes países e status na carreira.

Entre os jogadores que também foram tentados pelas propostas está o zagueiro Iñigo Martínez, que reforçou o Al-Nassr na última janela, e chegou a comentar sobre a quantia astronômica que lhe foi proposta no acordo.

— Quando você vê a oferta, não consegue acreditar. Ninguém está preparado para esse tipo de contrato, pelo menos eu não. Fui um peão do futebol e subi na hierarquia com muito trabalho e suor, mas quando você recebe esse contrato, o impacto é duro, principalmente para sua família — declarou em entrevista à rádio “Onda Vasca”.

A liga ganhou ainda mais evidência com as contratações de Cristiano Ronaldo, Neymar e Benzema, consolidando a construção de um projeto para rivalizar com o “eurocentrismo” no esporte, sendo o brasileiro o único a deixar o país.

Entretanto, de acordo com o ex-ministro de Esportes da Arábia Saudita, o Príncipe Abdullah bin Mosaad, o português foi a única transferência que valeu o valor investido. O atacante recebe um salário anual estimado em 211 milhões de dólares (R$ 1,1 bilhão), segundo a “Reuters”.

— Ronaldo é o único jogador estrangeiro que vale o valor por causa da exposição global que ele traz à liga e ao país. Muitos outros recebem muito mais do que merecem — disse ele no programa “Fi Al-Marama”, da “Al-Arabiya”.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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